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Jayme Campos tenta fortalecer candidatura própria do União Brasil ao Governo de MT: “não precisa de candidato emprestado”

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Em meio às articulações internas do União Brasil para as eleições de 2026, o senador Jayme Campos divulgou uma carta aberta nesta segunda-feira (13) defendendo que o partido tenha candidatura própria ao Governo de Mato Grosso.

O movimento ocorre em um cenário de divergência dentro da sigla, já que o presidente estadual do União Brasil, o ex-governador Mauro Mendes, mantém o compromisso de apoiar a candidatura à reeleição do governador Otaviano Pivetta (Republicanos).

Mauro deixou o comando do Estado para disputar uma vaga no Senado, enquanto Pivetta assumiu o governo e passou a ser apontado como o nome apoiado pela direção partidária para a continuidade do projeto político.

Na manifestação divulgada aos filiados e lideranças, Jayme Campos convocou a militância para a convenção estadual do União Brasil, marcada para o dia 30 de julho, e defendeu que a legenda apresente um nome próprio na disputa pelo Palácio Paiaguás.

“O União Brasil não precisa de candidato emprestado. O União Brasil terá candidato a governador, com a sua força e a sua participação”, afirmou o senador.

A carta representa mais um movimento de Jayme dentro da disputa interna do partido, em que o senador busca ampliar apoio entre integrantes da legenda e fortalecer sua proposta de candidatura ao Governo de Mato Grosso em 2026.

 



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UFMT acionará Procuradoria contra Abilio após fala que associa universitários a drogas

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A reitora da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), Marluce Souza e Silva, anunciou que solicitará providências à Procuradoria-Geral Federal junto à instituição contra o prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL). A medida ocorre após o gestor associar estudantes e professores da UFMT e da Universidade do Estado de Mato Grosso (Unemat) ao consumo de drogas durante um discurso político realizado nesta semana.

A declaração foi feita na terça-feira (13), durante a inauguração da Casa 22, espaço de apoio à campanha do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) à Presidência da República. Na ocasião, Abilio criticou integrantes da comunidade acadêmica que participam de manifestações favoráveis ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Ao se dirigir a estudantes e professores das duas universidades públicas, o prefeito afirmou: “Quero pedir aos estudantes da universidade pública do Estado de Mato Grosso, seja Unemat ou UFMT, estudantes e professores. Que saiam às ruas, peçam voto para o Lula, com seu baseado, com suas drogas, com a maconha, com a cocaína, e camisa do Che Guevara”.

Em resposta, Marluce ressaltou que a universidade é um espaço de formação educacional e de desenvolvimento do pensamento crítico, com estudantes de diferentes posicionamentos ideológicos. A reitora também contestou a associação generalizada entre universitários e o consumo de entorpecentes.

“Os jovens universitários não são usuários de drogas, e aqueles que são, chegaram na universidade usando. Não é aqui que eles aprendem”, afirmou.

Ela acrescentou que conhece jovens que frequentam igrejas e fazem uso de drogas e bebidas alcoólicas, sem necessariamente terem vínculo com a instituição.

A reitora também destacou que o combate às drogas não deve ser confundido com ataques aos jovens. “Combater as drogas não é sinônimo de combater os jovens”, declarou.

Durante o mesmo discurso, Abilio classificou estudantes e professores que atuam politicamente em favor de Lula como os “melhores cabos eleitorais” de Flávio Bolsonaro. O prefeito também defendeu que Mato Grosso amplie a votação do senador no segundo turno e estimou que o Estado poderia contribuir com mais 200 mil votos para o candidato.

O episódio reacendeu o embate entre o prefeito e a UFMT. Em agosto de 2025, Abilio já havia criticado publicamente a qualidade do ensino da instituição ao comentar dificuldades de estudantes em resolver uma operação matemática básica. Na ocasião, após a repercussão, ele pediu desculpas pelo comentário.

Com o novo episódio, a reitoria pretende encaminhar o caso à Procuradoria-Geral Federal para avaliar as providências cabíveis. Até a publicação da reportagem original, não havia informação sobre eventual manifestação formal do prefeito em resposta ao posicionamento da universidade.



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