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Barranco leva ao TCE pedido para investigar contratações temporárias no Governo de Mato Grosso

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O deputado estadual Valdir Barranco (PT) anunciou que irá acionar o Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso (TCE-MT) para pedir uma investigação sobre o número de servidores contratados temporariamente pelo Governo do Estado. O anúncio foi feito durante a sessão plenária da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), realizada na quarta-feira (8).

Segundo o parlamentar, a representação pretende apurar se as contratações temporárias estão sendo realizadas dentro dos limites legais e se há irregularidades na ocupação de cargos públicos. Barranco direcionou as críticas, principalmente, à Secretaria de Estado de Educação (Seduc-MT), onde afirma que a maior parte da força de trabalho é formada por profissionais contratados temporariamente.

Ao defender a iniciativa, o deputado afirmou que a situação prejudica candidatos aprovados em concursos públicos que ainda aguardam convocação e desvaloriza o ingresso por meio de seleção pública.

“Quero prestar minha solidariedade aos concursados que estudaram, se prepararam, investiram tempo, dinheiro e dedicação para conquistar uma vaga no serviço público e hoje assistem essas vagas sendo ocupadas por contratos temporários. Isso afronta o concurso público, desvaloriza quem se preparou e precisa ser investigado com rigor.”

De acordo com Barranco, aproximadamente 75% dos servidores da rede estadual de ensino atuariam sob contratos temporários, enquanto candidatos aprovados em concursos seguem sem nomeação. Na avaliação do parlamentar, esse cenário justifica a atuação dos órgãos de controle para verificar se as admissões respeitam os princípios constitucionais da administração pública.

Durante o discurso, o deputado também mencionou investigações realizadas no Estado do Rio de Janeiro envolvendo contratações de servidores e defendeu que o Tribunal de Contas adote procedimento semelhante em Mato Grosso.

“Vou encaminhar uma representação ao Tribunal de Contas para que faça uma investigação profunda e independente e verifique se Mato Grosso não está vivendo uma situação semelhante à identificada no Rio de Janeiro. A população tem o direito de saber se esses contratos atendem ao interesse público ou se existe qualquer tipo de irregularidade que esteja prejudicando o Estado e os concursados.”

Barranco ressaltou que o pedido de investigação não representa uma acusação contra o governo, mas busca garantir transparência e verificar se a utilização de contratos temporários atende às exigências legais e à real necessidade da administração pública.

O parlamentar também argumentou que a substituição de servidores efetivos por temporários gera impactos que vão além da situação dos concursados. Segundo ele, a prática pode comprometer a continuidade das políticas públicas, enfraquecer a estrutura permanente do Estado e afetar a arrecadação da previdência dos servidores.

“Quando o Estado deixa de convocar concursados e opta por ampliar contratos temporários, quem perde não é apenas o candidato aprovado. Perde toda a sociedade, que passa a conviver com a precarização do serviço público, e perde também a previdência estadual, que deixa de arrecadar recursos fundamentais para garantir sua sustentabilidade no futuro.”

Ao encerrar o pronunciamento, o deputado confirmou que formalizará a representação junto ao Tribunal de Contas para que o órgão avalie a legalidade das contratações temporárias, a ocupação dos cargos públicos e a eventual necessidade de adoção de medidas corretivas caso sejam identificadas irregularidades.



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Blairo e Eraí Maggi articulam nome de Avalone para vaga no TCE-MT

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A disputa por uma possível vaga no Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso (TCE-MT) ganhou novos atores nos bastidores políticos. Os empresários do agronegócio Blairo Maggi e Eraí Maggi teriam entrado nas articulações para apoiar o deputado estadual Carlos Avalone (PSDB) na disputa por uma cadeira na Corte.

A movimentação ocorre em meio às conversas sobre uma possível aposentadoria de um dos conselheiros do Tribunal. Além de Avalone, os deputados Dilmar Dal Bosco e Eduardo Botelho também são citados entre os nomes interessados na vaga, cuja indicação cabe à Assembleia Legislativa.

De acordo com as informações divulgadas, a intenção dos empresários seria fortalecer o nome de Avalone para ocupar a cadeira caso ela seja aberta. O deputado foi reeleito neste ano e, se escolhido pelo Legislativo, ainda precisaria passar pelos procedimentos de aprovação e nomeação para assumir o cargo.

Uma eventual saída de Avalone da Assembleia provocaria mudanças na composição da bancada do PSDB. Nesse cenário, quem poderia retornar ao Parlamento seria Juca do Guaraná, primeiro suplente da legenda nas eleições deste ano.

A articulação atribuída aos Maggi acrescenta mais um grupo de influência à disputa, que também envolve interesses relacionados à permanência de outros parlamentares na Assembleia. Aliados de Júlio Campos, por exemplo, defendem a indicação de Dilmar Dal Bosco ao TCE-MT, o que abriria caminho para o retorno de Júlio ao Legislativo como suplente.

Apesar das movimentações, ainda não há confirmação de que a vaga será aberta nem de que algum dos nomes citados será escolhido. As conversas permanecem no campo das articulações políticas, enquanto a definição depende dos próximos desdobramentos no Tribunal de Contas e na Assembleia Legislativa.



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