Economia
Escola Municipal de Artes de Sinop sedia 1º Arraiá dos Escritores
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A Escola Municipal de Artes (EMA), vinculada à Secretaria Municipal de Cultura, Esporte e Turismo, sediou no último sábado (4) o 1º Arraiá dos Escritores de Sinop. Promovido pela Família Literária, grupo formado por escritores do município, o evento reuniu escritores, leitores, alunos, professores e famílias em uma programação inspirada nas tradicionais festas juninas, com atividades voltadas à valorização da literatura, ao incentivo à leitura e à troca de experiências entre autores e público.
Uma das organizadoras da iniciativa, a escritora Dolores Flor explicou que o evento surgiu da necessidade de ampliar a visibilidade dos escritores da região e criar um espaço de aproximação entre autores e leitores. “Este evento é uma organização dos escritores sinopenses e de convidados da região. Surgiu a partir da necessidade de ter mais contato, mais visibilidade e mais integração entre os escritores. Fizemos essa confraternização em clima de festa junina com o objetivo de divulgar nosso trabalho, fazer novas amizades e fortalecer o contato com os leitores. É um encontro entre escritores e leitores, com a intenção de ampliar esse público e compartilhar a literatura com todos”, destacou.
Também organizadora do evento, a escritora Marlete da Crossi ressaltou que a proposta foi unir elementos tradicionais das festas juninas ao universo literário para aproximar a comunidade da produção cultural local. “É o primeiro Arraiá do Escritor e buscamos fazer com uma temática específica, com quadrilha, casamento literário e outras atrações que envolvem personagens da literatura. Toda a programação foi construída dentro desse universo para inovar, sem deixar de preservar a tradição, a alegria e a cultura das festas juninas. O nosso objetivo foi compartilhar esse momento com leitores, escritores, pessoas que produzem literatura e também com as crianças, para que elas desenvolvam o gosto pela leitura”, afirmou.
A coordenadora da EMA, Débora Nardin, destacou que a unidade busca incentivar ações que aproximem a comunidade das diferentes manifestações culturais. “Nós estamos felizes, porque este é um espaço exatamente para isso: para que as pessoas possam confraternizar. Recebemos um público diferente, formado por escritores e por pessoas que levam a leitura ao nosso público e aos nossos alunos. A escola está de portas abertas para receber eventos como esse e proporcionar a participação dos nossos professores, alunos e familiares”, ressaltou.
Aluna dos cursos de desenho e teatro da EMA, Rafaella Siqueira contou que aproveitou o evento para conhecer mais sobre literatura e fazer novas amizades. “Eu faço desenho e teatro aqui na EMA e estou achando o arraiá muito legal e divertido. Dá para conversar com várias pessoas, fazer amizades e aprender mais sobre literatura e livros. Fiquei sabendo do evento por meio da minha professora, que explicou como seria a programação, e resolvi participar. Estou gostando muito”, disse.
A escritora Dolores Flor convidou escritores, leitores e instituições a conhecerem o trabalho desenvolvido pela Família Literária e participarem das ações promovidas pelo grupo. “Para quem tem interesse em acompanhar a Família Literária, nós temos um site onde organizamos todo o trabalho. Instituições, bibliotecas, escolas, clubes de leitura, escritores e leitores podem fazer o cadastro. Ao acessar o site, basta escolher a categoria correspondente. O processo é simples e qualquer pessoa pode fazer parte desse grupo de trabalho voltado à literatura”, concluiu.
Economia
União quitou R$ 244 milhões para estados e municípios em setembro
O governo federal pagou, em setembro, R$ 244,01 milhões em dívidas de estados e municípios que estavam inadimplentes. Os dados de garantias honradas e de recuperação de contragarantias estão no Relatório Mensal de Garantias Honradas pela União em operações de crédito e Recuperação de Contragarantias (RMGH), divulgado pelo Tesouro Nacional nesta quinta-feira (15).

Do total pago no mês, a maior parcela foi de dívidas do Rio Grande do Sul, que somaram R$ 237,71 milhões; houve também R$ 6,24 milhões para o Rio Grande do Norte e R$ 64,89 mil para o município de Santanópolis (BA).
No acumulado do ano, as dívidas honradas pela União somam R$ 3,38 bilhões. Desde 2016, a União realizou pagamentos que somam R$ 89,90 bilhões para honrar garantias em operações de crédito de estados e municípios.
A Lei de Responsabilidade Fiscal diz que o governo federal realiza os pagamentos com a condição de que estados e municípios ofereçam contragarantias em valor igual ou superior.
Assim, caso estados ou municípios deixem de pagar prestações de contratos garantidos, caberá à União, além de honrar as dívidas, executar as contragarantias oferecidas para recuperar o crédito. Além do valor original devido, são cobrados do devedor juros de mora, multas e outros encargos previstos nos contratos de empréstimo.
O Tesouro Nacional destaca ainda que, caso estados e municípios não paguem os compromissos ou atrasem o pagamento, ficam impedidos de obter garantia da União para novos contratos de financiamento por até 12 meses.
Já os estados com Regime de Recuperação Fiscal (RRF) em vigor poderão contratar novas operações de crédito com garantia da União. Entretanto, a União fica impedida de aplicar as contragarantias para aqueles que obtiveram liminares judiciais.
Recuperação
O relatório mostra que, desde 2016, a União recuperou R$ 6,06 bilhões dos entes subnacionais. Em setembro, foram recuperados R$ 6,64 milhões.
“O principal fator que explica esse baixo volume de valores recuperados é que grande parte das garantias honradas, aproximadamente R$ 80,09 bilhões, são de estados que participam ou participaram do Regime de Recuperação Fiscal (RRF) e, por essa razão, têm o benefício de suspensão temporária da execução da contragarantia”, informou o Tesouro
Além disso, há R$ 528,05 milhões que não podem ser recuperados pela União em razão de decisões judiciais.
O relatório mostra ainda que há R$ 1,9 bilhão utilizados pelos estados de Alagoas, Espírito Santo, Maranhão, Pernambuco e Piauí como compensação por perdas na arrecadação de Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) em 2022.
A Lei Complementar 201/2023 prevê o socorro para estados, municípios e Distrito Federal, para compensar as perdas decorrentes da redução de suas arrecadações.
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