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Pivetta diz que empréstimo de R$ 1,5 bilhão pode ser votado após eleições sem prejuízo ao governo

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O governador Otaviano Pivetta (Republicanos) afirmou que a eventual votação do projeto que autoriza a contratação de um empréstimo de R$ 1,5 bilhão pode ocorrer após as eleições de outubro, sem causar prejuízo ao governo estadual. A proposta, encaminhada à Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), prevê a captação de recursos para a construção de 60 mil unidades habitacionais.

Ao ser questionado sobre o prazo imposto pela legislação eleitoral e a necessidade de apreciação da matéria antes do fim de semana, Pivetta disse que a definição sobre o calendário de votação compete exclusivamente aos deputados estaduais e ressaltou que respeita a autonomia do Legislativo.

“Nenhum problema [se ficar para depois das eleições]. A pressa é dos deputados, eu encaminhei o projeto para a Assembleia. Nós estamos, em parceria com a Caixa Econômica, financiando cerca de 1.500 casas por mês,e o subsídio do Estado está sendo destinado para essa finalidade.Então, os deputados é que vão discutir, aprovar ou não. Isso aí depende deles. Eu respeito o prazo, o tempo da Assembleia Legislativa”, defendeu.

A análise da proposta foi adiada após os deputados estaduais Lúdio Cabral (PT) e Valdir Barranco (PT) pedirem vista do projeto. Durante a tramitação, Lúdio também apresentou uma emenda para determinar que a totalidade dos recursos obtidos com o financiamento seja destinada exclusivamente à construção de moradias.

Pelo texto encaminhado pelo Executivo, a operação de crédito terá prazo de 10 anos para quitação, carência de 12 meses e juros corrigidos pelo CDI (Certificado de Depósito Interbancário), atualmente em 14,15% ao ano, acrescidos de 0,9% ao ano, além das demais condições previstas no contrato.

Segundo Pivetta, as condições da operação seguem os parâmetros praticados pelo mercado financeiro e não apresentam qualquer excepcionalidade.



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Rogerinho Dakar diz que operação investiga sua gestão no DAE e nega participação em eleição da Câmara

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O vereador Rogerinho Dakar (PSDB), de Várzea Grande, afirmou que as buscas realizadas pelo Grupo de Atuação Especial contra o Crime Organizado (Gaeco) em sua residência estão relacionadas à gestão dele à frente do Departamento de Água e Esgoto (DAE), e não à eleição da Mesa Diretora da Câmara Municipal. O parlamentar foi um dos alvos da Operação Cathedra Venalis, deflagrada na manhã desta terça-feira (20).

Rogerinho negou envolvimento na disputa pelo comando do Legislativo e ressaltou que não participou da votação realizada em maio, cujo resultado foi posteriormente anulado pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Naquele período, segundo ele, estava à frente do DAE.

De acordo com o vereador, os agentes recolheram documentos referentes à administração do departamento. Ele afirmou que já havia organizado um dossiê sobre sua passagem pelo órgão e defendeu que os registros sejam examinados pelas instituições responsáveis pelo controle da gestão pública.

O parlamentar declarou que, durante os cinco meses em que esteve à frente do DAE, foram realizadas 15 licitações e adotadas medidas para ampliar a transparência administrativa. Segundo ele, a documentação também foi encaminhada ao Ministério Público, ao Tribunal de Contas, à Prefeitura de Várzea Grande e à própria Câmara Municipal.

Vereador comenta vídeo com dinheiro

Durante a entrevista, Rogerinho também foi questionado sobre um vídeo que circulou nas redes sociais, no qual aparece com maços de dinheiro dentro de uma sacola. O parlamentar classificou as imagens como “totalmente fora de contexto”, mas não apresentou, na ocasião, explicações adicionais sobre a situação registrada.

A gravação foi mencionada em meio aos questionamentos sobre as suspeitas de compra de votos investigadas pelo Gaeco. Rogerinho, por sua vez, reiterou que não participou da eleição da Mesa Diretora e sustentou que as buscas em sua residência estão relacionadas aos documentos referentes à gestão do DAE.

Operação investiga suspeitas de corrupção

A Operação Cathedra Venalis apura possíveis irregularidades relacionadas à eleição da Mesa Diretora da Câmara de Várzea Grande, incluindo suspeitas de compra de votos, obtenção de vantagens indevidas e atuação de uma possível organização criminosa envolvendo agentes públicos.

Ao todo, são cumpridos 30 mandados de busca e apreensão em Cuiabá, Várzea Grande e Chapada dos Guimarães. A investigação busca reunir elementos para esclarecer as suspeitas.

A inclusão de Rogerinho Dakar entre os alvos da operação não representa comprovação de envolvimento em crimes. As circunstâncias das diligências e as responsabilidades individuais dos investigados deverão ser esclarecidas no decorrer da apuração.



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