Mato Grosso
Bope apreende armamento de guerra na zona rural de Cuiabá
Mato Grosso
Da Redação
Em Cuiabá, na tarde desta segunda–feira (01.06), policiais do Batalhão de Operações Policiais Especiais da Polícia Militar (Bope) localizaram e apreenderam dois fuzis, sendo um Colt calibre 223 e outro AK47 7,62×39, mais de 270 munições e vários carregadores que se encontravam enterrados entre folhagens e galhos secos em uma área de mata.
Esse material bélico foi deixado por integrantes da organização criminosa que roubaram uma caminhonete Hilux e alvejaram um policial militar do Batalhão Rotam, no dia 25 de maio, na capital durante confronto na região do Coxipó do Ouro. Nessa ação um suspeito acabou.
Desde o dia da ocorrência, 25 de maio, equipes especializadas da PM seguiram em diligências na região do Distrito do Coxipó fazendo buscas a outros membros da quadrilha suspeita da explosão e roubo de caixas eletrônicos e de estar planejando outros crimes.
Em continuidade a ocorrência, por volta das 15h, policiais do Bope ampliaram as buscas e durante a varredura em uma região de chácaras próxima ao bairro Osmar Cabral encontraram os dois fuzis, carregadores e munições.
O comandante do Bope, tenente-coronel Ronaldo Roque da Silva, destaca que esses armamentos, além possuírem um poder elevado de letalidade, tenham sido utilizados em outros eventos criminosos em Mato Grosso. Agora, observa Roque, possibilitarão trabalhos investigativos e periciais que possam comprovar a ligação com outros crimes.
O TC Roques assinala essa apreensão, associada à prisão dos criminosos, assim como outras apreensões realizadas no dia da referida ocorrência, dia 25 de maio, causaram uma baixa significativa a essa organização criminosa e ao mesmo uma resposta rápida do aparato de Segurança Pública, especificamente a Polícia Militar, inibindo a incidência de ações dessa natureza no Estado.
Os fuzis e demais materiais foram entregues no plantão do Cisc Verdão e deverão fazer parte de investigações que estão sendo desenvolvidos pela Polícia Judiciária Civil, por meio do GCCO (Grupo de Combate ao Crime Organizado).
Foto: Bope-MT
Mato Grosso
TJ anula votação secreta e manda AL reanalisar veto a reajuste de 6,8%
O Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) anulou a votação secreta realizada pela Assembleia Legislativa (ALMT) que manteve o veto do Governo do Estado ao projeto que prevê reajuste salarial de 6,8% para os servidores do Poder Judiciário. Com a decisão, os deputados terão de analisar novamente o veto, desta vez em uma votação aberta e nominal.
A decisão foi tomada pela Turma de Câmaras Cíveis Reunidas de Direito Público e Coletivo do TJMT após recurso apresentado pelo Sindicato dos Servidores do Poder Judiciário de Mato Grosso (Sinjusmat), que questionou a validade da votação realizada em dezembro de 2025.
O relator do processo, desembargador Márcio Vidal, destacou que o próprio Judiciário já havia reconhecido a inconstitucionalidade de dispositivos que permitiam o sigilo na apreciação de vetos. Para ele, não seria coerente manter uma votação baseada justamente em uma regra considerada inconstitucional.
“Não seria juridicamente coerente declarar inconstitucional a norma que autorizou o sigilo e, simultaneamente, preservar a votação realizada com fundamento direto nessa mesma disposição”, afirmou o magistrado.
A decisão, entretanto, não determina que o reajuste seja aprovado. O TJMT deixou claro que cabe à Assembleia decidir novamente se mantém ou derruba o veto do Executivo, apenas exigindo que o procedimento siga as regras constitucionais.
“Preserva-se a liberdade política da Assembleia Legislativa para deliberar acerca da manutenção ou da rejeição do veto governamental, sem que o Poder Judiciário interfira no conteúdo da decisão parlamentar”, destacou Vidal.
Na votação anulada, realizada em dezembro do ano passado, 12 deputados votaram pela manutenção do veto e 10 pela derrubada. Como a sessão ocorreu de forma secreta, não foi possível identificar como cada parlamentar se posicionou. Para derrubar o veto, eram necessários 13 votos.
O projeto havia sido aprovado anteriormente pela Assembleia e previa reajuste de 6,8% para os servidores do Judiciário. O então governador Mauro Mendes vetou integralmente a proposta, alegando que o aumento poderia provocar impacto nas contas públicas e gerar um efeito cascata sobre outras carreiras do funcionalismo.
Com a decisão do TJMT, a Assembleia deverá incluir novamente o veto na pauta e realizar uma votação pública, com registro nominal dos votos. O julgamento, portanto, não garante o reajuste aos servidores, mas reabre a discussão sobre a proposta e elimina o sigilo que marcou a primeira análise do veto.
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