Economia
Annel sorteia mais quatro lotes de transmissão de energia
Economia
Quatro projetos de transmissão de energia foram leiloados hoje (3) na sede da B3, na capital paulista. Promovido pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), este foi o segundo leilão de transmissão de energia do ano. O primeiro deles, que leiloou outros cinco lotes, foi realizado em março deste ano.

O certame desta sexta-feira leiloou quatro lotes, com investimentos estimados em R$ 1,8 bilhão e previsão de mais de 4 mil empregos diretos e indiretos. O certame ofertou quatros lotes (7 a 10) localizados nos estados de São Paulo, Mato Grosso do Sul e Mato Grosso e a escolha foi pelo maior deságio.
Segundo a Aneel, a licitação pública se destina à construção e manutenção de 61 quilômetros (km) em linhas de transmissão e de 2.400 megavolt-ampères (MVA) em capacidade de transformação de subestações.
O primeiro lote leiloado hoje foi o número 7, composto por instalações no estado de São Paulo. A empresa vencedora foi o Consórcio Olympus XX, que ofertou R$ 96,7 milhões de Receita Anual Permitida (RAP), com deságio de 52% em relação ao teto definido pelo regulador. A Receita Anual Permitida é uma remuneração que as transmissoras de energia elétrica recebem pela prestação do serviço público de transmissão aos usuários. A vencedora concorreu com a Fip Shelf 300, que ofereceu R$ 181 milhões, com deságio de 10,17%.
O segundo lote leiloado foi o número 10, composto por instalações em Cuiabá, no Mato Grosso. A empresa vencedora foi a Axia Energia, que ofertou R$ 23,7 milhões, com deságio de 51,84%. Ela bateu outras três concorrentes, formadas pelo Consórcio Olympus XX, Zopone Engenharia e Comércio e Cymi Construções e Participações.
O terceiro lote a participar do certame foi o 9, composto por instalações no estado de São Paulo, e foi vencido pela Axia Energia Sul, que propôs R$ 16 milhões de Receita Anual Permitida, com deságio de 57,24%. Ela concorreu com a Cymi Construções e Participações, a EDP Energias do Brasil e o Consórcio Olympus XX.
O último lote a ser oferecido foi o 8, com instalações no Mato Grosso do Sul, e foi vencido pela Axia Energia Sul, com oferta de R$ 10,8 milhões, o que representou 59,04% de deságio. Também concorreram a Cox Brasil, a Zopone Engenharia e Comércio, a Engepar Engenharia e Participações, a Cymi Construções e Participações e o Consórcio Olympus.
Economia
Bolsa Família não terá reajuste previsto no Orçamento de 2027
Enviada nesta segunda-feira (31) ao Congresso Nacional, a proposta de Orçamento para 2027 não prevê reajuste nos valores do Bolsa Família. O projeto reserva R$ 157,1 bilhões para o programa social, valor inferior aos R$ 158,6 bilhões previstos para 2026 e aos R$ 167,2 bilhões destinados em 2025.

Com a proposta, o benefício mínimo permanece em R$ 600 por família. O congelamento ocorre em meio ao esforço da equipe econômica para conter o crescimento das despesas obrigatórias e transfere ao Congresso a discussão sobre uma eventual correção dos valores durante a tramitação do Orçamento.
Benefício congelado
O Bolsa Família não tem reajuste desde seu relançamento, em março de 2023.
A legislação do programa prevê que os valores podem ser corrigidos em um intervalo de até dois anos. Na interpretação do governo, porém, a regra autoriza a revisão, mas não determina que ela seja obrigatória.
Além do benefício mínimo de R$ 600, o programa prevê pagamentos adicionais conforme a composição da família. Existem benefícios extras de R$ 150 por criança de até 6 anos, de R$ 50 por gestante, de R$ 50 por jovem de 7 a 18 anos incompletos e de R$ 50 por bebê de até 6 meses.
Os adicionais são cumulativos, de acordo com as características de cada família.
Quem recebe
Para ter direito ao Bolsa Família, a renda mensal por pessoa da família deve ser até R$ 218. Também é necessário manter o Cadastro Único atualizado e cumprir as condicionalidades previstas nas áreas de saúde e educação.
Em agosto, o programa alcançou cerca de 19,3 milhões de famílias. No mesmo período de 2025, eram aproximadamente 19,2 milhões de famílias atendidas.
O número de beneficiários, portanto, permanece próximo ao registrado no ano anterior, apesar da redução na previsão orçamentária para 2027.
Pressão no Congresso
A decisão de manter os valores sem correção ocorre em um cenário de maior pressão sobre as contas públicas. O governo prevê redução nominal dos recursos destinados ao programa, enquanto tenta limitar o avanço das despesas obrigatórias.
Durante a tramitação do projeto no Congresso, parlamentares poderão discutir alterações na previsão orçamentária e pressionar por uma eventual recomposição dos benefícios.
-
Política1 dia atrásApoio a Pivetta pode custar a expulsão de Bruno Rios e Flávia Moretti do PL
-
Política3 dias atrásMax Russi desponta entre os mais lembrados em pesquisa espontânea da MT Dados; Dilmar Dal Bosco também figura entre os dez principais
-
Cidades2 dias atrásEmeb Abdala José de Almeida encerra Semana dos Migrantes e Refugiados com apresentação de danças e ato ecológico
-
Cidades1 dia atrásSérgio Ricardo fiscaliza obras do VLT e destaca avanços em Cuiabá e Várzea Grande
-
Mato Grosso3 dias atrásInstituições unem esforços em mutirão para população de rua
-
Política3 dias atrásPL PREPARA DESEMBARQUE DE PESOS-PESADOS NACIONAIS EM MT PARA IMPULSIONAR WELLINGTON FAGUNDES
-
Agricultura6 dias atrásAgronegócio incorporou 190 mil trabalhadores no primeiro trimestre e viu renda crescer 2,7%
-
Política6 dias atrásDebatedores na CDH pedem articulação para auxiliar pessoas em situação de rua

