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Copa do Mundo 2026: 18 seleções garantem vaga e primeiros duelos do mata-mata são definidos

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A Copa do Mundo de 2026 atinge seu momento de maior tensão com o encerramento da fase de grupos e a definição das equipes que seguem na briga pelo título. Até agora, 18 seleções já carimbaram o passaporte para a segunda fase, desenhando um cenário de grande diversidade continental e confrontos de peso para a etapa eliminatória.

Os anfitriões — Canadá, Estados Unidos e México — confirmaram o favoritismo e avançaram com segurança. Ao lado deles, potências tradicionais como Brasil, Argentina, Alemanha, França e Holanda também asseguraram suas vagas matematicamente. A lista de classificados reflete o equilíbrio do torneio, incluindo ainda África do Sul, Noruega, Colômbia, Suíça, Bósnia, Marrocos, Suécia, Equador, Japão, Costa do Marfim e Austrália.

O regulamento desta edição prevê que 32 equipes avancem para o mata-mata, sendo os dois melhores de cada chave somados aos oito melhores terceiros colocados. As partidas decisivas desta nova fase ocorrerão entre os dias 28 de junho e 3 de julho.

Despedidas precoces

Enquanto o clima é de festa para os classificados, oito seleções já não possuem chances matemáticas e se despedem da competição após o fim da fase de grupos. República Tcheca, Catar, Haiti, Turquia, Curaçao, Tunísia, Jordânia e Panamá estão oficialmente eliminados do Mundial.

Agenda dos primeiros confrontos

Com as definições na tabela, quatro duelos das oitavas de final já possuem data, horário e local confirmados:

  • África do Sul x Canadá: 28 de junho, às 16h (Brasília), no SoFi Stadium (Los Angeles).
  • Brasil x Japão: 29 de junho, às 14h (Brasília), no NRG Stadium (Houston).
  • Holanda x Marrocos: 29 de junho, às 22h (Brasília), no Estadio BBVA (Monterrei).
  • Estados Unidos x Bósnia: 1º de julho, às 21h (Brasília), no Levi’s Stadium (São Francisco).

Fonte: Esportes



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Quando perder músculo também ameaça o cérebro

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Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.

Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.

Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.

Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.

O que a ciência mostra :

 

Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.

Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.

Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.

Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.

Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?

 

Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.

Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.

O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.

Por que o músculo influencia a saúde cerebral?

A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.

A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.

Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.

Como enfrentar cientificamente esse problema ?

 

O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.

O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.

A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.

Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.

Envelhecer bem ,exige preservar força

A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.

Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.

Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.

 

Saúde não é sorte. É rotina.

Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308
Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.

Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.



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