Esporte
Japão empata com a Suécia e confirma duelo contra o Brasil nas oitavas
Esporte
Em uma partida equilibrada no AT&T Stadium, em Dallas, Japão e Suécia empataram em 1 a 1 nesta quinta-feira, pela rodada final da fase de grupos da Copa do Mundo. O placar selou o destino da seleção japonesa, que agora terá pela frente o Brasil na primeira fase eliminatória do torneio.
Com o ponto somado, os japoneses garantiram a segunda colocação do Grupo F, encerrando a campanha inicial com cinco pontos. A Suécia, que terminou em terceiro lugar com quatro pontos, também assegurou sua permanência na competição como uma das melhores terceiras colocadas, embora ainda aguarde a definição de seu próximo adversário.
O confronto decisivo entre Brasil e Japão já tem data e local marcados. As duas seleções se enfrentam na próxima segunda-feira, dia 29 de junho, às 14 horas (horário de Brasília). A partida será realizada no NRG Stadium, em Houston, no Texas.
O jogo
Dentro de campo, o jogo começou em ritmo lento e com poucas emoções. Durante a primeira etapa, o Japão manteve o controle da posse de bola, mas encontrou dificuldades para romper a defesa europeia. A melhor chance surgiu apenas aos 43 minutos, quando Nakamura finalizou cruzado após receber de Maeda, exigindo uma boa intervenção do goleiro sueco Zetterstrom.
O cenário mudou após o intervalo. Mais agressivo, o Japão abriu o placar aos dez minutos do segundo tempo. Em uma boa trama coletiva, Doan serviu Maeda, que dominou com liberdade dentro da área e tocou na saída do goleiro para colocar os asiáticos em vantagem.
A reação sueca, no entanto, foi rápida. Apenas seis minutos depois, Elanga recebeu pelo lado direito, cortou para o meio e chutou colocado para igualar o marcador. A partir daí, o time europeu cresceu no jogo e quase alcançou a virada com Isak, que finalizou cruzado e parou em defesa do goleiro Suzuki.
Nos instantes finais, a pressão da Suécia aumentou consideravelmente. Aos 47 minutos, Elanga teve nova oportunidade em chute cruzado, mas Suzuki voltou a aparecer bem. Já nos acréscimos, após cobrança de escanteio, Isak cabeceou com força e acertou o travessão, mantendo o empate até o apito final.
Fonte: Esportes
Esporte
Quando perder músculo também ameaça o cérebro
Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.
Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.
Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.
Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.
O que a ciência mostra :
Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.
Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.
Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.
Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.
Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?
Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.
Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.
O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.
Por que o músculo influencia a saúde cerebral?
A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.
A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.
Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.
Como enfrentar cientificamente esse problema ?
O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.
O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.
A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.
Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.
Envelhecer bem ,exige preservar força
A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.
Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.
Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.
Saúde não é sorte. É rotina.
Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308 Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.
Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.
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