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Feira da Agricultura Familiar amplia oportunidades de renda e fortalece venda direta na Praça Alencastro

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A Feira da Agricultura Familiar, Produtiva e Solidária tem consolidado a Praça Alencastro, no Centro de Cuiabá, como ponto de encontro entre produtores rurais e consumidores. Realizada semanalmente às terças-feiras e aos sábados, a iniciativa reúne agricultores de diferentes comunidades da região e amplia as oportunidades de comercialização direta, contribuindo para o aumento da renda das famílias produtoras e para o acesso da população a alimentos frescos, produtos artesanais e opções gastronômicas.

A feira reúne produtores de Cuiabá, Nossa Senhora do Livramento, Chapada dos Guimarães, Poconé, Acorizal e Santo Antônio de Leverger. Segundo dados da Secretaria Municipal de Agricultura, cerca de 10 produtores rurais participam regularmente do espaço, além de aproximadamente 20 feirantes dos segmentos de artesanato, doces e outros produtos, e cerca de 10 expositores da área gastronômica. A estimativa é de público superior a mil pessoas por edição e movimentação financeira mensal em torno de R$ 100 mil.

De acordo com o coordenador das feiras da Secretaria Municipal de Agricultura, Luís Alberto Rodrigues Leite, o crescimento da procura pelos produtos da agricultura familiar tem refletido diretamente no desempenho dos expositores.

“Estamos sentindo um resultado muito satisfatório. O público tem buscado cada vez mais os produtos da agricultura familiar, como maxixe, quiabo, jiló, abóbora, mandioca e mamão. Toda essa produção vem diretamente dos produtores rurais das comunidades do entorno de Cuiabá e está tendo uma aceitação muito boa entre os consumidores”, afirmou.

Segundo o coordenador, o bom desempenho também alcança outros segmentos da feira.

“O pessoal do artesanato também vem registrando boas vendas. Na gastronomia, os bolos inteiros e em fatias, além das tortas, têm grande aceitação. O comércio está aquecido e os expositores estão conseguindo bons resultados”, destacou.

Luís Alberto ressalta ainda que o aumento da participação de feirantes tem gerado a necessidade de ampliar a estrutura disponível na Praça Alencastro.

“Hoje temos uma concentração maior de vendedores e expositores. Estamos buscando mais estrutura para oferecer mais conforto ao público e melhores condições de trabalho para quem participa da feira”, explicou.

Entre os feirantes, a avaliação é de que a mudança da estrutura para a área atual, ao lado da Estação Alencastro, contribuiu para ampliar a visibilidade e o movimento. O produtor José Luís Bueno, que comercializa frutas como banana, ponkan, caqui, manga e goiaba, relata que o novo espaço trouxe resultados positivos.

“Foi uma pequena mudança, mas ampliou bastante. Mudou para mim 100%”, afirmou.

A ampliação da frequência da feira também é apontada como fator importante pelos produtores. João Vicente Rodrigues, que vende temperos, chás, produtos naturais, mel, farinha, café e artesanato produzido pela esposa, destaca que a realização das atividades duas vezes por semana aumentou as oportunidades de venda.

“Antes era uma vez por semana. Agora estamos trabalhando na terça e no sábado, trazendo a mercadoria direto para o consumidor. Está sendo muito bom”, disse.

O produtor Gilson Zarque da Cruz, do Assentamento Pai Joaquim, no Distrito da Guia, também relata impactos positivos. Ele comercializa mandioca, maxixe, jiló, limão, mamão, couve e banana-da-terra.

“Melhorou muito a renda, muito mesmo”, resumiu.

Além de gerar renda para os agricultores, a feira tem atraído consumidores interessados na procedência dos alimentos e na compra direta de quem produz. A servidora pública Alexandra Silva afirma que a busca por produtos mais naturais foi o que chamou sua atenção.

“Vi o pessoal e quis saber se eram eles mesmos que produziam. Procuro produtos mais saudáveis”, relatou.

Frequentadora assídua da feira, a advogada aposentada Brasília Eni Ataíde destaca a qualidade dos alimentos e o atendimento oferecido pelos expositores.

“Os alimentos são mais saudáveis e o atendimento é muito bom. Gosto de vir para comprar e também para consumir os alimentos preparados aqui”, afirmou.

Para o aposentado João Rodrigues dos Santos, a principal diferença está na qualidade e no frescor dos produtos.

“Aqui você compra produtos mais naturais e a mercadoria é fresca. Toda terça-feira estou aqui”, contou.

O secretário municipal de Agricultura, Vicente Falcão, avalia que a consolidação da feira demonstra a força da agricultura familiar na economia local e a importância da aproximação entre produtores e consumidores.

“A Feira da Agricultura Familiar tem se fortalecido como um importante canal de comercialização para os pequenos produtores rurais. Quando aproximamos quem produz de quem consome, geramos renda no campo, estimulamos a permanência das famílias na atividade rural e oferecemos à população alimentos frescos e de qualidade. O crescimento da feira mostra que esse modelo beneficia tanto os agricultores quanto os consumidores e fortalece a economia regional”, destacou.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT



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Estudantes de Várzea Grande recebem orientações para identificar e denunciar violência

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Palestra abordou agressões físicas e psicológicas, abuso sexual, bullying e cyberbullying, além dos canais de atendimento e proteção a crianças e adolescentes

Saber reconhecer uma situação de violência e identificar onde buscar ajuda foi o foco de uma palestra realizada com estudantes da Escola Estadual Cívico Militar Ernandy Baracat de Arruda, no bairro Nova Fronteira, em Várzea Grande. A atividade abordou diferentes formas de agressão contra crianças e adolescentes, incluindo violência física, psicológica e sexual, negligência, bullying e cyberbullying.

As orientações são da Secretaria Municipal de Assistência Social que realizou a palestra durante as ações preparatórias para a 13ª Conferência Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente, dentro do eixo temático voltado à prevenção e ao enfrentamento das violências.

Os estudantes receberam orientações sobre como reconhecer situações de risco, identificar sinais de violência e compreender que as agressões não acontecem apenas por meio de contato físico, mas também por ameaças, humilhações, intimidações e exposição indevida no ambiente digital.

A gerente do Centro de Referência de Assistência Social (CRAS) Santa Maria, Mara Thaís, explica que a realização da atividade foi resultado de uma articulação entre diferentes setores da rede de proteção, com o objetivo de levar informações diretamente ao ambiente escolar.

“Essa é uma temática muito importante, porque muitas vezes acontecem situações de violência dentro da própria escola e os alunos não sabem a quem recorrer ou com quem conversar. Por isso, articulamos com a rede, envolvendo a escola, a saúde e os serviços da Assistência Social, para levar essa orientação até os estudantes. Queremos que eles saibam onde buscar ajuda e conheçam os profissionais que podem acolhê-los”, destaca a gerente.

O psicólogo Ted Arruda, da equipe psicossocial da Escola Estadual Cívico Militar Ernandy Baracat de Arruda, também ressalta a importância da parceria com a Assistência Social para ampliar o conhecimento dos estudantes sobre seus direitos e os mecanismos de proteção.

“Ficamos muito felizes em receber essa atividade na escola. Trazer o tema das violências, apresentar formas de identificar e reconhecer essas situações e mostrar os lugares onde os alunos podem buscar ajuda é muito valioso. Também é importante mostrar que a rede de proteção existe, funciona e que os alunos podem confiar no poder público para garantir a segurança de todos”, afirma o psicólogo.

Além das orientações, a atividade contou com a participação dos estudantes em uma dinâmica interativa, na qual foram apresentadas situações do cotidiano para que os adolescentes identificassem os diferentes níveis de atenção e proteção necessários. As situações foram classificadas pelas cores verde, amarelo e vermelho, representando atitudes de respeito, situações que exigem atenção e circunstâncias que demandam proteção.

O estudante Cauã Raimundo, de 17 anos, avaliou positivamente a iniciativa e destacou que conheceu novas possibilidades de buscar ajuda.

“Achei a palestra muito necessária, importante e muito legal. O que mais me chamou a atenção foram os canais de busca, porque existem diversas situações pelas quais podemos passar e, às vezes, nem sabemos onde procurar ajuda ou até mesmo não conseguimos reconhecer que estamos vivendo uma situação de violência”, relata o estudante.

A palestra também reforçou a importância de crianças e adolescentes saberem onde buscar ajuda diante de situações de violência. O Conselho Tutelar, o CREAS e os serviços de saúde fazem parte da rede de proteção. Também é possível registrar denúncias pelo Disque 100, que funciona 24 horas, enquanto situações de perigo imediato devem ser comunicadas à Polícia Militar, pelo número 190.

Fonte: Prefeitura de Várzea Grande – MT



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