Economia
Mais de 1,3 mil reeducandos são vacinados contra a gripe em penitenciária de Várzea Grande
Economia
A Secretaria Municipal de Saúde de Várzea Grande, em parceria com a Secretaria de Estado de Justiça de Mato Grosso (Sejus-MT), realizou, ao longo da última semana, uma ampla ação de vacinação na Penitenciária Ahmenon Lemos Dantas, localizada no município.
Durante os trabalhos, equipes das Unidades de Saúde dos bairros Passagem da Conceição, Jardim Imperial e Jardim Glória imunizaram 1.301 reeducandos entre os dias 8 e 12 de junho. Os internos receberam a vacina contra a influenza, reforçando a proteção e a prevenção da doença dentro da unidade prisional.
A iniciativa é resultado da parceria entre a Secretaria Municipal de Saúde, a Secretaria de Estado de Justiça (Sejus-MT) e a Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp-MT), reafirmando o compromisso das instituições com a garantia da assistência à saúde da população privada de liberdade.
A superintendente da Atenção Primária, Nathalya Randon, destacou que o atendimento à população carcerária integra as ações estratégicas desenvolvidas pelo Município.
“Levar a vacinação para dentro das unidades prisionais é garantir o direito à saúde de todos os cidadãos. A Atenção Primária tem esse compromisso de promover a prevenção e o cuidado, alcançando também as pessoas privadas de liberdade e fortalecendo a proteção coletiva”, ressaltou.
A secretária municipal de Saúde, Valéria Nogueira, enfatizou a importância da iniciativa e da integração entre os órgãos públicos.
“A saúde é um direito de todos e deve chegar a todos os espaços. Essa ação demonstra o compromisso de Várzea Grande em oferecer assistência integral e humanizada, garantindo acesso à vacinação e à prevenção de doenças também à população privada de liberdade. A parceria com a Segurança Pública é fundamental para que possamos ampliar esse cuidado e fortalecer a saúde pública no município”, afirmou.
O secretário de Estado de Justiça, Valter Furtado, também destacou a relevância da ação.
“Essa parceria entre o Estado e o Município é fundamental para garantir que a população privada de liberdade tenha acesso aos cuidados necessários. A vacinação contra a influenza é uma medida preventiva importante, que protege tanto os reeducandos quanto os servidores que atuam diariamente no sistema prisional, fortalecendo as ações de saúde pública em Mato Grosso”, afirmou.
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Economia
Dólar cai ao menor nível em quase dois meses, com alívio externo
O dólar encerrou esta quinta-feira (30) no menor valor em quase dois meses, impulsionado pelo enfraquecimento da moeda estadunidense no mercado internacional e pela entrada de capital estrangeiro. 

A bolsa subiu cerca de 2%, e o petróleo recuou, à medida que investidores reduziram parte do prêmio de risco provocado pelas tensões no Oriente Médio.
A melhora do ambiente externo ocorreu após dados de inflação dos Estados Unidos reforçarem a percepção de que o Federal Reserve (Fed, Banco Central dos Estados Unidos) pode adotar uma postura menos rígida em relação aos juros nos próximos meses, favorecendo ativos de maior risco, como ações e moedas de países emergentes.
Principais números:
• Dólar à vista: R$ 5,061 (-0,93%);
• Ibovespa: 177.158 pontos (+1,88%);
• Petróleo Brent: US$ 86,88 (-1,37%)
• Petróleo WTI: US$ 83,59 (-1,03%)
Câmbio recua
O dólar comercial encerrou esta quinta vendido a R$ 5,061, com recuo de R$ 0,04 (-0,93%). A cotação renovou o menor valor em quase dois meses.
O principal fator para o movimento veio dos Estados Unidos. Dados mostraram que o núcleo do índice de preços de gastos com consumo (PCE), indicador de inflação acompanhado pelo Fed, avançou apenas 0,1% em junho, abaixo da expectativa do mercado, de 0,2%.
O resultado reforçou a leitura de que a autoridade monetária estadunidense pode não precisar elevar os juros no curto prazo.
Quando cresce a expectativa de juros estáveis nos Estados Unidos, o dólar tende a perder força no mercado internacional, investidores buscam ativos considerados mais rentáveis. Nesse contexto, moedas de países emergentes, como o real, costumam se valorizar.
Outro fator que ajudou o câmbio brasileiro foi a percepção de maior entrada de investidores estrangeiros no mercado doméstico.
Os relatos de operadores indicaram aumento da demanda por ativos brasileiros, especialmente ações de grandes empresas, movimento que também amplia a oferta de dólares no mercado e favorece a valorização do real.
No exterior, o índice DXY, que mede o desempenho do dólar em relação a uma cesta de seis moedas fortes, recuou 0,93%, pressionado principalmente pela valorização do iene japonês.
Ibovespa dispara
O ambiente externo mais favorável também impulsionou a Bolsa brasileira.
O Ibovespa subiu 1,88%, encerrando o pregão aos 177.158 pontos, recuperando integralmente as perdas registradas após a decisão de política monetária do Federal Reserve na véspera.
O movimento foi acompanhado por ganhos nas bolsas internacionais:
• Dow Jones (empresas industriais dos Estados Unidos): +1,19%;
• S&P 500 (500 maiores empresas estadunidenses): +1,67%;
• Nasdaq (empresas de tecnologia): +2,78%.
No Brasil, o cenário também foi beneficiado pela expectativa de redução da taxa Selic nos próximos meses, diante de indicadores recentes de inflação mais comportados.
As ações de maior peso no índice lideraram os ganhos, com destaque para bancos, petroleiras e mineradoras.
Petróleo cai
Os preços internacionais do petróleo fecharam em queda após devolverem parte da forte alta registrada na sessão anterior.
O barril do Tipo Brent, referência para o mercado internacional, caiu 1,37%, encerrando o dia cotado a US$ 86,88 a unidade. O WTI, do Texas, recuou 1,03%, para US$ 83,59.
Durante a madrugada, as cotações chegaram a subir em reação aos novos ataques entre Estados Unidos e Irã. No entanto, o mercado reduziu parte do prêmio de risco ao acompanhar negociações envolvendo o Estreito de Ormuz e avaliar que ainda não houve interrupção permanente do abastecimento mundial.
Além do cenário geopolítico, investidores também passaram a monitorar a reunião da Organização dos Países Exportadores de Petróleo e aliados (Opep+), marcada para este domingo, quando o grupo poderá discutir novos níveis de produção.
*Com informações da Reuters
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