Cidades
Prefeitura retoma parceria que vai beneficiar produtores da Agricultura Familiar
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A possibilidade de agricultores familiares adquirirem milho para alimentação animal com valores até 40% inferiores aos praticados no mercado foi a principal deliberação da reunião do Conselho Municipal de Desenvolvimento Agrícola (CMDA), realizada na última seman, na Secretaria Municipal de Agricultura. O tema ganha relevância às vésperas do lançamento estadual do Plano Safra da Agricultura Familiar 2026/2027, marcado para 10 de julho, em Cuiabá.
Durante o encontro, os conselheiros discutiram a implantação do Programa de Venda em Balcão (ProVB), iniciativa da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) voltada ao atendimento de pequenos produtores e agricultores familiares que necessitam de milho para alimentação de animais.
Segundo o assessor técnico do CMDA, Osvaldo dos Santos Lara, o programa permitirá a compra direta do produto por preços significativamente menores que os encontrados no mercado.
“A principal deliberação dos conselheiros foi sobre o ProVB, um programa da Conab que vai facilitar para o pequeno produtor e o agricultor familiar a compra direta de milho para suas criações, com preços de 30% a 40% menores que os praticados no mercado”, afirmou.
O programa é destinado a produtores que possuem animais cadastrados junto ao Instituto de Defesa Agropecuária de Mato Grosso (Indea). A quantidade de milho autorizada será calculada conforme o rebanho ou plantel existente na propriedade, impedindo a aquisição para revenda. As compras serão realizadas mensalmente e o pagamento deverá ser efetuado à vista.
De acordo com Lara, inicialmente o milho será fornecido a partir de Rondonópolis. A expectativa é que, após a consolidação de um polo de distribuição em Cuiabá, o atendimento aos produtores da região se torne mais ágil.
O secretário adjunto municipal de Agricultura e vice-presidente do CMDA, Vicente Falcão, destacou que o benefício alcança diferentes segmentos da produção rural.
“Todos aqueles que precisam de milho para alimentação animal poderão ser beneficiados, desde produtores de leite até criadores de aves, suínos e outras atividades”, disse.
Segundo ele, os produtores já podem buscar informações e realizar o cadastramento na Secretaria Municipal de Agricultura ou acessar diretamente a plataforma do Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA). A secretaria atuará como ponto de apoio para as compras realizadas pelo sistema.
Falcão também informou que o município negocia com o Sindicato Rural a utilização do Parque de Exposições como entreposto para distribuição do produto. Outra possibilidade em estudo é a entrega diretamente nas comunidades rurais quando houver compras coletivas em volumes maiores.
“A compra em grupo permite acesso a preços mais vantajosos, reduzindo significativamente os custos de produção. Em alguns casos, a economia pode chegar a cerca de 25% em relação aos valores praticados no mercado”, explicou.
Além do debate sobre o ProVB, a reunião também abordou os preparativos para a Exposição da Agricultura Familiar da Baixada Cuiabana, programada para 10 de julho, na Praça Alencastro. O evento reunirá produtores de diversos municípios da região, com participação de iniciativas como o projeto Maria Terra, que reúne mais de 500 mulheres rurais, além de feira de produtos da agricultura familiar, artesanato e gastronomia.
Na mesma data ocorrerá o lançamento estadual do Plano Safra da Agricultura Familiar 2026/2027. Conforme o assessor técnico do CMDA, o programa representa a disponibilização de recursos e linhas de apoio voltadas ao fortalecimento da agricultura familiar, por meio de financiamentos, programas governamentais e investimentos destinados à produção rural.
A expectativa é que o novo ciclo do plano amplie as oportunidades de acesso ao crédito e incentive a expansão das atividades produtivas desenvolvidas pelos agricultores familiares em Mato Grosso.
Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT
Cidades
Zoonoses de Várzea Grande faz alerta para alta de casos positivos e pede atenção da população aos sinais da doença
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Várzea Grande sempre foi uma região considerada endêmica para a Leishmaniose Visceral Canina (LVC), uma doença de caráter zoonótico causada por um protozoário do gênero Leishimania, transmitida pela picada do mosquito-palha e portanto afetando tanto humanos quanto animais. Não passa diretamente de uma pessoa para outra, no entanto, começa silenciosa e justamente por isso, vai se proliferando por meio do ataque dos mosquitos palhas, pois precisa do mosquito Lutzomyia longipalpis e outras espécies do gênero para disseminação da doença.
No ambiente urbano, o cão atua como o principal reservatório do protozoário. Portanto, o aumento de casos nos animais eleva diretamente o risco de contágio para os seres humanos.
Como explica o Médico Veterinário e Responsável Técnico do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ VG), Luciano Miranda, a pressão da doença no Município deixa as autoridades em Saúde Pública sempre em alerta. “Somente neste ano, de janeiro a junho, já registramos quase 500 testes realizados em animais suspeitos de LVC em Várzea Grande. Uma das explicações para alta incidência está no avanço do desmatamento urbano, com as habitações e a circulação de pessoas avançando cada vez mais nessas regiões. Um exemplo dessa realidade no Município é a região do Jardim Maringá, em plena expansão, e concidentemente tendio um aumento de sua incidência nessa região.
Apesar do bairro ser destaque nesse mapeamento, o Médico Veterinário faz questão de ressaltar que a doença não pode mais ser ‘marginalizada’, pois já se encontram casos de cães positivos que vivem com seus tutores em apartamentos. Essa constatação só reforça o sinal de alerta para a prevenção e cuidados com nossos pets”.
SINAIS DE ALERTA – O Dr. Luciano chama à atenção para sintomas clássicos como o emagrecimento sem sentido algum, onde o animal muitas vezes está comendo bem, porém o pet nunca engorda e fica na situação cada vez mais de emagrecimento. Isso porque provavelmente a doença já atingiu fígado, o baço, que são um dos órgãos mais acometidos pela doença. No geral o animal come, mas o fígado atacado e inflamado, não consegue atuar de forma normal em seu auxílio à digestão, levando ao emagrecimento progressivo. Além do emagrecimento, existem as feridinhas, queda de pelos, etc onde essas feridas acabam por nunca se cicatrizarem, principalmente em extremidades de focinho e pavilhão auricular, etc. Em relação à crença de que unhas compridas são sinal de leishmaniose, Miranda esclarece que nem sempre essa observação é o suficiente para se condenar um animalzinho, pois fatores externos, como o piso liso farão com que o cãozinho não tenha o desfaste de suas unhas. Aí existem pessoas que por causa da unha trazem o cãozinho no CCZ para eutanásia”.
Sobre a eutanásia, ela só é feita no CCZ VG quando há comprovação do diagnóstico da doença, conforme determinação do Ministério da Saúde. “O diagnóstico é essencial, pois hão doenças que parecem ser a leishmaniose sendo confundidas com a mesma, daí sendo interessante fazermos os testes diagnósticos para a comprovação ou não da doença. Dentre doenças que podem ser confundidas com a Leishimaniose, temos
doenças bacterianas, fúngicas, doenças auto imunes e até mesmo a sarna. “Infelizmente a população muitas vezes chega aqui impondo eutanásia no animal sem qualquer comprovação. Diante da nossa negativa em relação ao sacrifício, há agressões com palavras e ameaças de todo tipo”, lamenta.
Em caso de suspeita, o tutor pode levar o animalzinho até o CCZ VG para realizar a testagem e confirmação ou não da doença. O CCZ diariamente realiza o teste de triagem dos casos suspeitos sendo o diagnóstico final realizado pelo laboratório do Estado (Lacen), necessitando assim da comprovação de todos os testes citados para a comprovação da doença.
“A população em geral precisa entender que cachorro com excesso de carrapatos, cachorro com viroses como Parvovirose e Cinomose não são casos de atendimento do CCZ por não se tratarem de zoonoses. Nós não somos centro de descarte de animais. Somos um centro de controle e prevenção de zoonoses”, desabafa o Responsável Técnico.
MANEJO – A equipe veterinária do setor de monitoramento de zoonoses reforça que os números refletem uma urgência de mobilização social. “Precisamos que a população entenda que o combate ao vetor é a única forma de interromper essa cadeia de transmissão e esse combate é o mesmo que vale para o Aedes aegypti”, reforça o Médico Veterinário.
Como não há campanhas públicas de vacinação em massa contra a leishmaniose voltadas para animais, as diretrizes do Ministério da Saúde focam no manejo ambiental e na proteção individual dos cães. A recomendação técnica principal foca no uso de barreiras químicas e físicas.
“O uso contínuo de coleiras repelentes à base de deltametrina e a limpeza rigorosa de quintais, eliminando folhas e frutos caídos (matéria úmida) são no entanto as únicas barreiras eficientes para proteger as famílias e os pets”, completa.
SERVIÇO – Os moradores que precisarem realizar testes em seus animais ou denunciar focos de alta infestação podem entrar em contato com o CCZ de Várzea Grande em horário comercial, localizado na Rua 42, Bairro Jardim Paiaguás I, ou, pelo (65) 98476-5719.
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