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Isaac Newton conquista título do vôlei feminino nos JECs 2026; Pascoal Moreira Cabral destaca campanha de superação
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O Colégio Isaac Newton conquistou, na noite desta sexta-feira (12), o título do vôlei feminino categoria 15 a 17 anos, dos Jogos Estudantis Cuiabanos (JECs) 2026. Na decisão disputada no Ginásio Verdinho, no bairro CPA I, a equipe venceu a Escola Estadual Pascoal Moreira Cabral por 3 sets a 0 e garantiu mais um troféu para sua trajetória na competição.
A final reuniu duas equipes que vêm protagonizando as principais disputas do voleibol escolar cuiabano nos últimos anos. De um lado, o Isaac Newton confirmou o favoritismo construído ao longo da temporada. Do outro, o Pascoal Moreira Cabral voltou a alcançar uma decisão, reforçando a consistência de um trabalho desenvolvido há anos na escola pública.
Segundo o técnico do Pascoal Moreira Cabral, Demétrios Aguiar, a campanha até a final foi resultado do comprometimento das atletas e da continuidade do projeto esportivo da instituição.
“Teve bastante envolvimento e entrega dos atletas. É por esse motivo que conseguimos chegar mais uma vez, pela quinta vez, na final do campeonato de jogos escolares. Houve muito comprometimento e dedicação de um trabalho de base que realizamos há bastante tempo”, afirmou.
Mesmo com o vice-campeonato, o treinador destacou que o resultado faz parte do processo de formação esportiva. “Hoje nós perdemos e isso faz parte do processo que a gente desenvolve com os atletas. Precisamos entender essa questão para continuar trabalhando e buscar superar esse tipo de derrota no futuro”, acrescentou.
Pelo lado campeão, o técnico Márcio Henrique Sobie atribuiu a conquista à preparação realizada desde o início do ano. De acordo com ele, o grupo vem treinando diariamente e disputando competições em níveis mais elevados, sempre com foco no desenvolvimento esportivo e pessoal das atletas.
“Nós trabalhamos muito sério e levamos o esporte como desenvolvimento pessoal, não só como resultado. O objetivo é formar grandes cidadãos, com ética, disciplina e respeito. O resultado vem do trabalho que é feito diariamente”, destacou.
Uma das atletas campeãs, Isabela Collins, ressaltou que a união do grupo foi determinante para a conquista.
“Quando uma desanimava, a outra puxava para cima. A equipe permaneceu focada e alegre durante toda a competição”, disse. A estudante também afirmou que o título representa mais um capítulo importante para a tradição do voleibol do Colégio Isaac Newton.
Do lado do Pascoal Moreira Cabral, a atleta Maria Fernanda Silva Gueles destacou o significado da campanha para a escola.
“É uma tradição que a gente tem há cinco anos chegar a uma final contra o Isaac Newton. Mesmo sem tantos recursos, conseguimos chegar até aqui pela vontade e pela garra que temos”, afirmou. Para ela, a principal lição deixada pela competição é a perseverança. “O aprendizado é não desistir e continuar acreditando no trabalho da equipe”.
A presença das famílias também marcou a decisão. Pai da atleta Ana Beatriz Ouro, Célio Camilo dos Santos acompanhou a trajetória da filha durante a competição e comemorou a conquista do título.
“Fiz de tudo para acompanhar os jogos dela. Hoje consegui chegar para a final e estou muito feliz por vê-las campeãs”, relatou. Para ele, o esporte escolar contribui diretamente para a formação dos jovens e para a construção de projetos de vida.
Familiares das atletas do Pascoal Moreira Cabral também destacaram a importância do esporte na formação pessoal. A estudante universitária Melissa Gomes Lira elogiou o empenho da equipe e o trabalho realizado na escola pública. Já a mãe Ana Dias ressaltou que a participação na competição demonstra que dedicação e esforço podem superar limitações estruturais.
Para o coordenador da modalidade vôlei dos JECs 2026, Bruno Henrique Pinheiro, a competição apresentou crescimento técnico e aumento no número de equipes participantes. Segundo ele, a rivalidade entre Isaac Newton e Pascoal Moreira Cabral é reflexo da qualidade dos projetos esportivos desenvolvidos pelas duas instituições.
“Nesses últimos anos, as finais têm sido marcadas pela presença dessas equipes. Isso é resultado do bom trabalho realizado pelos profissionais que atuam nas escolas e do incentivo dado ao esporte escolar”, avaliou.
Bruno também destacou que a edição de 2026 superou as expectativas da organização, com a participação de novas equipes e o fortalecimento do voleibol escolar no município. “A cada ano estamos elevando o nível da competição e recebendo uma resposta muito positiva das escolas e dos profissionais envolvidos”, concluiu.
Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT
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Horta escolar transforma plantio e colheita em aprendizado na zona rural de VG
Aprender colocando a mão na terra, acompanhando o crescimento das plantas e descobrindo de onde vêm os alimentos que chegam à mesa. É dessa forma que os alunos da EMEB Benedito Abraão, localizada na região rural do Formigueiro, em Várzea Grande, participam de uma ação pedagógica que transforma os espaços da própria escola em ambientes de aprendizagem.
Desenvolvida regularmente ao longo do ano pela direção da unidade, em conjunto com professores, Técnicos de Desenvolvimento Educacional Especializado (TDEEs), Técnicos de Desenvolvimento Infantil (TDIs) e demais profissionais, a iniciativa conta com o apoio da Prefeitura de Várzea Grande, por meio da Secretaria Municipal de Educação, Cultura, Esporte e Lazer (SMECEL).
A proposta envolve os estudantes em diferentes etapas, desde o plantio e os cuidados com a horta e os demais cultivos até a tão esperada colheita. Entre os alimentos produzidos na escola estão mandioca, abacaxi, abóbora, verduras e outros produtos que, depois de colhidos, também podem complementar as refeições servidas aos próprios alunos.
A atividade não tem uma data específica para acontecer. É a própria natureza que determina o calendário. Quando um alimento está pronto para ser retirado da terra ou colhido, a equipe aproveita o momento para transformar a experiência em uma atividade educativa.
Segundo a diretora da EMEB Benedito Abraão Nassarden, Rosalina Costa Santos, os alunos acompanham esse processo de perto.
“Não temos um dia específico, porque tudo depende do tempo de cada plantação. Temos mandioca, abacaxi, horta e outros cultivos. Quando percebemos que está pronto para colher, levamos as crianças e fazemos esse trabalho com elas. O abacaxi, por exemplo, foi plantado no começo do ano e agora começou a amadurecer. Então, assim que encontramos os frutos maduros, já fazemos a colheita com os alunos”, explicou a diretora.
A participação envolve principalmente estudantes do 3º, 4º e 5º anos do período matutino, mas o trabalho faz parte da rotina pedagógica da unidade e mobiliza toda a comunidade escolar. Em algumas atividades, até mesmo os pais dos alunos já participaram das ações de plantio e cultivo.
Por estar localizada na zona rural, a EMEB Benedito Abraão também utiliza a atividade para aproximar os conteúdos escolares da realidade vivenciada pelas crianças e suas famílias, valorizando os conhecimentos e as práticas presentes na própria comunidade.
A secretária municipal de Educação, Cultura, Esporte e Lazer, Maria Fernanda Figueiredo, destaca que experiências como essa fortalecem uma educação conectada à realidade dos estudantes.
“Quando a escola utiliza o ambiente onde a criança vive como parte do processo de aprendizagem, o conhecimento ganha ainda mais significado. Uma horta pode ensinar ciências, matemática, educação ambiental, alimentação saudável, cooperação e responsabilidade. Em uma unidade da zona rural, essa experiência também valoriza os saberes e a cultura da própria comunidade. É uma aprendizagem que ultrapassa a sala de aula e que as crianças levam para a vida”, ressaltou Maria Fernanda.
Colher, preparar e compartilhar
O resultado do trabalho também chega à cozinha da escola. Os alimentos produzidos são aproveitados pela própria unidade e ajudam a complementar as refeições oferecidas aos estudantes. Quando há mandioca disponível, por exemplo, as cozinheiras podem colher o alimento e utilizá-lo no preparo dos pratos.
A horta recebe cuidados constantes, inclusive com a participação dos estudantes, que ajudam no plantio e na manutenção dos cultivos. Assim, as crianças acompanham todo o percurso do alimento: do preparo da terra ao plantio, do crescimento à colheita e, finalmente, ao consumo.
Em algumas épocas, a produção chega a superar a quantidade necessária para o consumo na escola. Foi o que ocorreu com a plantação de abóboras.
“Neste ano tivemos uma colheita muito boa de abóbora. Produziu bastante e, além do que foi aproveitado aqui, as crianças puderam levar abóboras para casa. É muito gratificante porque eles plantam, acompanham, cuidam e depois veem o resultado de todo esse trabalho”, contou a diretora.
Para a SMECEL, ações como a desenvolvida na EMEB Benedito Abraão demonstram como atividades simples, conectadas ao cotidiano, podem se transformar em importantes ferramentas pedagógicas. Além de incentivar hábitos alimentares mais saudáveis e o respeito ao meio ambiente, a experiência estimula a autonomia, a curiosidade, a cooperação e o sentimento de pertencimento dos estudantes.
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