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Mutirão de regularização fundiária no Doutor Fábio Leite II é retomado nesta segunda-feira

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A Prefeitura de Cuiabá, por meio da Secretaria Municipal de Habitação e Regularização Fundiária, retoma, nesta segunda-feira (4), até quarta-feira (6), o mutirão de cadastramento voltado aos moradores do bairro Doutor Fábio Leite II que desejam regularizar seus imóveis. O atendimento ocorre das 9h às 16h, na Rua dos Trabalhadores, quadra 77, casa 18.

A ação teve início na quarta-feira (29) e também foi realizada na quinta-feira (30), dando continuidade ao processo de regularização fundiária. O objetivo é garantir o acesso ao título definitivo de propriedade, assegurando mais segurança jurídica às famílias e contribuindo para a valorização dos imóveis.

De acordo com a coordenadora de Habitação, Graziele Rondon, a entrega e a atualização dos documentos são etapas fundamentais para o andamento do processo. “Estamos orientando os moradores sobre a atualização dos documentos. Quem já tem processo em andamento poderá complementar a documentação e, para quem ainda não iniciou, será aberto um novo processo pela equipe técnica de regularização. Em outro momento, a equipe social realizará visita domiciliar para comprovação dos documentos apresentados e também para verificar o uso do lote”, explicou.

Entre os moradores que compareceram nos primeiros dias de atendimento está André Luiz, que vive há mais de 15 anos no bairro. Segundo André, a regularização representa mais segurança para a família. “Para nós, moradores, regularizar o terreno é uma garantia a mais. Moro aqui há mais de 15 anos e vi toda a evolução do bairro. Já temos asfalto, melhorias, mas precisamos do documento. Morar em um lugar sem documentação é não ter garantia de nada. Vim dar entrada no processo para ter essa segurança”, afirmou.

A moradora Karina Cristine, que reside há 26 anos no bairro Doutor Fábio Leite II, também participou do mutirão. “Já tenho mais de 26 anos morando aqui e, há dois anos, dei entrada no processo. Acredito que agora será a oportunidade de concluir. É um sonho ter o documento da casa, não só para mim, mas para muitas pessoas que moram aqui há tantos anos”, relatou.

Durante o mutirão, os moradores recebem orientações sobre a documentação necessária, podem entregar pendências e contam com o apoio da equipe social para dar andamento às etapas do processo de regularização fundiária.

Confira abaixo os documentos necessários para dar início ao processo de regularização:

Para solteiros: certidão de nascimento, RG e CPF;
Para casados: certidão de casamento, RG e CPF de ambos;
Para divorciados: certidão de casamento com averbação do divórcio, RG e CPF apenas de quem está requerendo e partilha de bens ou formal de partilha (se houver);
Para viúvos: certidão de casamento e certidão de óbito do cônjuge falecido, RG e CPF de quem está requerendo e partilha de bens ou formal de partilha (se houver);
União estável: escritura pública de cartório ou homologação dessa condição feita em juízo, certidão de nascimento, RG e CPF de ambos.

Trazer também:

Contrato de compra e venda da casa ou outro documento do imóvel (é necessário constar quadra e lote, por exemplo: título de posse antigo, IPTU etc.);
Comprovante de endereço da casa a ser regularizada (água, luz, telefone etc.);
Comprovante de renda de todos os moradores da casa dos últimos três meses.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT



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Várzea Grande registra 4.953 faltas a consultas e atendimentos no SUS em seis meses

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Dados da Atenção Primária mostram que absenteísmo é maior no período da manhã e entre jovens de 20 a 29 anos e a USF Água Limpa lidera número de ausências

Você já ouviu falar em absenteísmo? Essa palavra, pouco conhecida, significa muito e impacta nos custos operacionais e sobre a ineficiência na gestão pública do Sistema Único de Saúde (SUS). Absenteísmo refere-se ao não comparecimento de pacientes a consultas, exames ou procedimentos médicos previamente agendados nas unidades de saúde, sem aviso prévio. E nesse contexto, Várzea Grande contabiliza 4.953 faltas de pacientes a consultas e procedimentos agendados na rede básica de saúde entre os dias 1º de março e 31 de agosto de 2026.

O número consta do Relatório Gerencial de Absenteísmo do sistema e-SUS APS, do Ministério da Saúde, obtido junto à Secretaria Municipal de Saúde. O dado representa vagas desperdiçadas, tempo ocioso de profissionais e maior tempo de espera para quem está na fila e até mesmo a descontinuidade de tratamentos e acompanhamentos.

Como explica o coordenador da Atenção Primária de Várzea Grande, Marcílio Leite da Conceição Neto, o levantamento aponta que o absenteísmo é significativamente maior no período da manhã. Foram 3.136 faltas pela manhã, o que representa 63% do total, contra 1.815 à tarde e apenas 4 à noite. “Essa concentração no turno da manhã sugere dificuldade dos pacientes em conciliar o atendimento com a rotina de trabalho e com o transporte público”, avalia o técnico.

TRÊS UNIDADES CONCENTRAM QUASE 40% DAS AUSÊNCIAS – Das 29 unidades que registraram faltas no período, três concentram o maior volume. A USF Água Limpa – Laurentino Paulo de Cerqueira – lidera o ranking com 758 faltas. Na sequência aparecem a USF São Matheus II – Vereador João Avelino Bulhões – com 605 e a USF Manaíra – Margarida Tavares Pereira – com 511.Somadas, as três unidades responderam por 1.874 ausências, o equivalente a 37,8% de todas as faltas da rede no semestre.

Outras unidades com índice elevado foram a USF Jardim União – Aurília Sales Curvo -, com 381, e a USF Unipark – Manoel Bernardo de Barros – com 346.

JOVENS SÃO OS QUE MAIS FALTAM – O relatório quebra a ideia de que os idosos seriam os que mais faltam. O maior índice de absenteísmo está entre jovens e adultos em idade produtiva.

A faixa etária de 25 a 29 anos lidera com 376 faltas, seguida por 20 a 24 anos, com 369, 30 a 34 anos, com 362, e 15 a 19 anos, com 355.Somadas, as faixas de 15 a 34 anos respondem por 1.462 faltas, ou 29,5% do total geral.

Entre crianças com menos de 1 ano foram 235 faltas e entre idosos com 80 anos ou mais, 104.

SERVIÇO – O QUE FAZER SE NÃO PUDER IR – O secretário municipal de Saúde, Michael Alves, explica que as ausências geram impactos em todo o sistema público. A ociosidade é o principal impacto, pois, existem pacientes aguardando por atendimento, enquanto outros conseguem a vaga, mas não comparecem. Situação que se agrava em casos de consultas ou exames de especialidades médicas de média e alta complexidade. “Para além disso, há o fator descontinuidade do cuidado médico. Essa interrupção pode agravar doenças, levando o usuário a buscar a automedicação ou lotar serviços de urgência e emergência.

A Secretaria Municipal de Saúde orienta que o paciente que não puder comparecer à consulta agendada avise a unidade com pelo menos 24 horas de antecedência. Com o aviso, a equipe consegue repassar a vaga para outro paciente que está na lista de espera ou mesmo que está presencialmente na unidade à espera de um encaixe. O contato pode ser feito diretamente na USF de referência ou por meio do agente comunitário de saúde da área.

Fonte: Prefeitura de Várzea Grande – MT



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