Economia
Prêmio destina R$ 3,6 milhões a startups lideradas por mulheres
Economia
O Prêmio Mulheres Inovadoras está com inscrições abertas e destinará R$ 3,6 milhões a 50 startups lideradas por mulheres. Serão selecionadas dez empresas vencedoras de cada região do país.

As inscrições podem ser feitas até dia 4 de maio, no site da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep).
As empresas selecionadas irão participar de uma aceleração com uma equipe de mentores e palestrantes das iniciativas pública e privada. Ao final, todas se apresentarão para uma Banca de Avaliação Regional.
Aquelas que cumprirem o processo de forma satisfatória receberão um prêmio de R$ 60 mil para usar no negócio. Duas de cada região do país serão escolhidas pela Banca para receber um prêmio no valor de R$ 120 mil.
Processo seletivo
Podem se inscrever startups brasileiras de todos os setores econômicos e que atendam aos seguintes critérios:
- Sede no Brasil e formalização há pelo menos três meses;
- Estrutura societária como LTDA, S/A, sociedade simples ou SLU;
- Receita operacional bruta de até R$ 4,8 milhões em 2025;
- Presença de, pelo menos, uma mulher sócia, com função executiva ou gerencial e participação relevante na empresa. O edital também contempla a participação de mulheres trans;
- Desenvolvimento de tecnologia ou modelo inovador próprio.
De acordo com o edital, a seleção irá priorizar projetos alinhados a tecnologias estratégicas como: inteligência artificial, biotecnologia, internet das coisas (IoT), big data e computação em nuvem, blockchain, 5G e conectividade avançada.
Mulheres Inovadoras
O Programa Mulheres Inovadoras é uma iniciativa da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) e do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) para estimular startups lideradas por mulheres por meio da capacitação e do reconhecimento de empreendimentos.
O Prêmio Mulheres Inovadoras, que faz parte do programa, está na sétima edição.
Desde a criação, em 2020, o programa já acelerou 193 startups lideradas por mulheres e distribuiu R$ 10 milhões em prêmios. Em 2025, alcançou o recorde histórico de 657 inscrições.
Economia
IBC-BR recua 0,2% em julho; resultado representa alta de 1% em um ano
O Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br), indicador usado para acompanhar a evolução da economia brasileira, recuou 0,2% em julho de 2026 na comparação com junho, informou o Banco Central do Brasil. Na comparação com julho de 2025, o indicador apresentou crescimento de 1,1%.

A queda observada em julho (ante junho de 2026) foi o segundo resultado negativo consecutivo, após o recuo de 0,6% registrado no mês anterior. O resultado foi calculado tendo por base a série dessazonalizada – de forma a eliminar efeitos típicos de determinadas épocas do ano.
De acordo com o BC, o desempenho foi influenciado principalmente pela agropecuária, que caiu 1,2% no mês. A indústria recuou 0,4%, enquanto o setor de serviços ficou estável, sem variação.
Os impostos sobre produtos tiveram retração de 0,2%. Excluindo a agropecuária, o IBC-Br registrou queda de 0,1%.
Segundo o dados divulgados, os resultados de julho (na comparação com junho) foram os seguintes:
| IBC-Br | -0,2% |
| Agropecuária | -1,2% |
| Indústria | -0,4% |
| Serviços | 0,0% |
| Impostos | -0,2% |
| IBC-Br ex-agropecuária | -0,1% |
Comparação anual
Já na comparação anual, com julho de 2025, o indicador apresentou avanço de 1,1%. Nesse tipo de comparação, o resultado mostra que a atividade econômica ficou acima do nível registrado no mesmo mês do ano passado.
Entre os setores, a agropecuária teve crescimento de 3,7% em um ano. Os serviços avançaram 1,3%, a indústria cresceu 0,5% e os impostos aumentaram 0,7%. Sem a agropecuária, o IBC-Br registrou alta de 1%.
| IBC-Br | 1,1% |
| Agropecuária | 3,7% |
| Indústria | 0,5% |
| Serviços | 1,3% |
| Impostos | 0,7% |
| IBC-Br ex-agropecuária | 1% |
No acumulado dos sete primeiros meses do ano, o indicador registra crescimento de 1,5%. Em 12 meses, a expansão também é de 1,5%.
O índice
Considerado uma espécie de termômetro da economia, o IBC-Br reúne informações dos setores de indústria, comércio, serviços e agropecuária.
Embora tenha metodologia diferente da utilizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) para calcular o Produto Interno Bruto (PIB), o indicador é acompanhado por analistas e investidores como um sinal da trajetória da atividade econômica brasileira.
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