Esporte
Palmeiras empata com Cerro Porteño no Paraguai e perde a liderança no grupo
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Em uma partida repleta de alternâncias, bolas na trave, substituições e chances claras de gol, Palmeiras e Cerro Porteño empataram em 1 a 1 na noite desta quarta‑feira (29.04), em Assunção, pela fase de grupos da competição continental. O Verdão abriu o placar ainda na primeira etapa com Jhon Arias, mas sofreu o empate no segundo tempo após um lance improvável que terminou em gol contra de Carlos Miguel.
O Palmeiras teve maior domínio da posse de bola ao longo do duelo — 61% no primeiro tempo e chegando a 67% na segunda etapa —, mas encontrou dificuldade no último terço do campo e sofreu com a pressão dos paraguaios nos minutos finais.
Primeiro tempo
O jogo começou com o Palmeiras valorizando a posse e trocando passes desde a defesa, enquanto o Cerro Porteño tentava se fechar no próprio campo. O time brasileiro levou perigo principalmente com Allan Elias e Jhon Arias, que trocaram boas jogadas pelo lado esquerdo.
Aos 33 minutos, veio o gol alviverde: Allan Elias recebeu belo lançamento nas costas da marcação e cruzou rasteiro para Jhon Arias empurrar para o fundo das redes, abrindo o placar. O Palmeiras manteve o controle depois do gol e ainda criou boas chances com Murilo e Flaco López, parando sempre no goleiro Alexis Arias, um dos destaques da partida.
O Cerro Porteño assustou pouco na etapa inicial, limitando-se a chutes de média distância, todos defendidos sem sustos por Carlos Miguel.
Segundo tempo
Logo no início do segundo tempo o tom da partida mudou. Mais agressivo, o Cerro Porteño passou a incomodar a defesa palmeirense e explorar jogadas de velocidade. E aos 27 minutos, após finalização colocada de Juan Iturbe que acertou a trave, a bola voltou e bateu nas costas de Carlos Miguel antes de morrer no fundo do gol, empatando o confronto.
A partir daí, o duelo ganhou em intensidade. O Palmeiras buscou retomar o controle com as entradas de Maurício, Felipe Anderson, Lucas Evangelista e Khellven. Andreas Pereira, já nos acréscimos, quase desequilibrou o jogo ao cobrar falta na cabeça de Murilo, exigindo uma defesa espetacular de Alexis Arias.
Do outro lado, Carlos Miguel também apareceu bem em finalizações de Matías Pérez e Vegetti, segurando o ímpeto dos donos da casa.
O Cerro apertou nos minutos finais, inclusive com várias mudanças ofensivas, mas esbarrou na defesa palmeirense e na falta de precisão nas finalizações.
| FICHA TÉCNICA | |
|---|---|
| Cerro Porteño 1 x 1 Palmeiras | |
| Competição | Copa Libertadores (3ª rodada) |
| Local | Estádio La Nueva Olla, Assunção (PAR) |
| Data | 29 de abril de 2026 |
| Horário | 21h30 (de Brasília) |
| Cartões Amarelos | Iturbe (Cerro Porteño); Allan (Palmeiras) |
| Cartões Vermelhos | Nenhum |
| Arbitragem | Árbitro: Gustavo Tejera (URU); Assistentes: Martin Soppi (URU), Horacio Ferreiro (URU); VAR: Antonio Garcia (URU) |
| Gols | Jhon Arias 32′ 1ºT (Palmeiras); Carlos Miguel (contra) 26′ 2ºT (Cerro Porteño) |
| Cerro Porteño | Alexis Martin; Velázquez, Matías Pérez, Lucas Quintana, Chaparro; Fabricio Domínguez, Jorge Morel, Wilder Viera (Klimowicz); Jonatan Torres (Peralta), Rodrigo Gómez (Iturbe), Vegetti. Técnico: Ariel Holan |
| Palmeiras | Carlos Miguel; Giay (Khellven), Gustavo Gómez, Murilo, Arthur (Jefté); Marlon Freitas, Andreas Pereira, Allan (Felipe Anderson), Jhon Arias (Lucas Evangelista); Flaco López, Ramón Sosa (Maurício). Técnico: Abel Ferreira |
Fonte: Esportes
Esporte
Quando perder músculo também ameaça o cérebro
Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.
Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.
Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.
Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.
O que a ciência mostra :
Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.
Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.
Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.
Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.
Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?
Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.
Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.
O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.
Por que o músculo influencia a saúde cerebral?
A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.
A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.
Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.
Como enfrentar cientificamente esse problema ?
O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.
O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.
A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.
Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.
Envelhecer bem ,exige preservar força
A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.
Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.
Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.
Saúde não é sorte. É rotina.
Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308 Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.
Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.
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