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Grêmio vence o Coritiba na Arena e ganha fôlego na luta contra o Z4

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Depois de cinco partidas sem vencer no Campeonato Brasileiro, o Grêmio reencontrou o caminho das vitórias na tarde deste domingo, pela 13ª rodada da competição. Jogando em Porto Alegre, o Tricolor superou o Coritiba por 1 a 0, resultado que devolve confiança ao elenco e alivia a pressão por resultados.

Classificação: vitória importante para a recuperação gremista

O triunfo levou o Grêmio aos 16 pontos, colocando a equipe temporariamente na 11ª posição. Já o Coritiba, mesmo com o tropeço fora de casa, permanece em situação confortável, ocupando o lugar, com 19 pontos somados.

Primeiro tempo marcado por expulsão e estreia goleadora

O confronto começou com equilíbrio. O Coritiba adotou postura compacta e explorou saídas rápidas, exigindo boas intervenções do goleiro Weverton. A partida, no entanto, mudou de rumo aos 30 minutos: Bruno Melo, em lance ríspido sobre Enamorado, recebeu cartão vermelho direto, deixando o Coxa com um a menos.

Com superioridade numérica, o Grêmio cresceu de produção. Chegou a balançar as redes com Carlos Vinicius, mas o VAR marcou impedimento. A insistência, porém, foi recompensada aos 42 minutos. Enamorado avançou pela direita e cruzou na medida para Gabriel Mec, jovem de apenas 18 anos, que conferiu para o fundo do gol — seu primeiro tento como profissional.

Gols anulados, nova expulsão e clima quente na Arena

O Grêmio manteve o controle da partida no segundo tempo e voltou a marcar, porém novamente esbarrou em impedimentos assinalados pela arbitragem de vídeo. O Coritiba, já pressionado, ainda perdeu Jacy, expulso após falta dura em Amuzu aos 38 minutos.

Nos acréscimos, o técnico Luís Castro se revoltou com o terceiro gol gremista anulado e acabou recebendo cartão vermelho. Nada que mudasse o destino da partida: a vitória tricolor já estava consolidada.

Próximos compromissos

Grêmio
Palestino x Grêmio
Copa Sul-Americana – 3ª rodada da fase de grupos
29/04/2026, às 21h30, Estádio Municipal de La Cisterna, Chile

Coritiba
Vitória x Coritiba
Brasileirão – 14ª rodada
02/05/2026, às 18h30, Barradão, Salvador (BA)

FICHA TÉCNICA
Grêmio 1 x 0 Coritiba
Competição Campeonato Brasileiro | 13ª rodada
Local Arena do Grêmio, Porto Alegre (RS)
Data 26/04/2026 (domingo)
Horário 16h (de Brasília)
Cartões Amarelos Carlos Vinicius, Léo Perez e Viery (Grêmio); Breno Lopes e Vini Paulista (Coritiba)
Cartões Vermelhos Luís Castro (técnico do Grêmio); Bruno Melo e Jacy (Coritiba)
Arbitragem Árbitro: Felipe Fernandes de Lima (MG); Assistentes: Guilherme Dias Camilo (MG) e Anne Kesy Gomes de Sá (AM); VAR: Rodrigo Guarizo Ferreira do Amaral (SP)
Gol Gabriel Mec, aos 42′ do 1ºT (Grêmio)
Grêmio Weverton; Pavón, Balbuena, Viery e Pedro Gabriel; Nardoni e Arthur; Enamorado, Gabriel Mec e Amuzu; Carlos Vinicius. Técnico: Luís Castro
Coritiba Pedro Rangel; Tinga, Maicon, Jacy e Bruno Melo; Thiago Santos e Vini Paulista; Lucas Ronier, Josué e Breno Lopes (Felipe Jonatan); Pedro Rocha. Técnico: Fernando Seabra

Fonte: Esportes



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Quando perder músculo também ameaça o cérebro

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Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.

Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.

Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.

Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.

O que a ciência mostra :

 

Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.

Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.

Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.

Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.

Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?

 

Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.

Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.

O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.

Por que o músculo influencia a saúde cerebral?

A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.

A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.

Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.

Como enfrentar cientificamente esse problema ?

 

O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.

O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.

A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.

Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.

Envelhecer bem ,exige preservar força

A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.

Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.

Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.

 

Saúde não é sorte. É rotina.

Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308
Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.

Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.



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