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Anac estabelece restrições para transporte de power banks em aviões

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A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) atualizou as regras para o transporte de carregadores portáteis (power banks) em voos. O objetivo é aumentar a segurança das operações aéreas.  

Segundo a Anac, as medidas têm o objetivo de reduzir o risco de incêndios em cabine, pois as baterias de lítio podem apresentar falhas que levam ao superaquecimento. 

A portaria regulatória que revisa regras já existentes foi publicada no Diário Oficial da União. A revisão incorporou as novas especificações da Organização da Aviação Civil Internacional (Oaci) sobre o transporte desses itens. 

As novas regras estabelecem: 

  • Power banks devem ser transportados exclusivamente na bagagem de mão (regra já existente, agora reforçada);
  • Cada passageiro poderá transportar, no máximo, dois power banks;
  • Equipamentos devem ter capacidade de até 100Wh;
  • Modelos entre 100 Wh e 160 Wh precisarão de autorização prévia da companhia aérea; 
  • Modelos superiores a 160 Wh são proibidos e deverão ser descartados antes da entrada na aeronave;
  • Power banks não devem ser utilizados para carregar outros eletrônicos a bordo da aeronave;
  • Power banks devem estar protegidos contra curto-circuito, com os terminais isolados ou na embalagem original; 
  • É proibido recarregar power banks a bordo da aeronave.

A Anac orienta que passageiros entrem em contato com as empresas aéreas antes de embarcar portando power banks. 

Para mais informações sobre itens permitidos e restrições no transporte aéreo, consulte o site  da Anac



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Petrobras tem maior margem de lucro entre grandes petroleiras mundiais

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A Petrobras alcançou, no primeiro semestre de 2026, a maior margem de lucro em um grupo de grandes petroleiras internacionais, superando gigantes como a saudita Saudi Aramco e as americanas ExxonMobil e Chevron.

A constatação está em um estudo divulgado nesta quarta-feira (16) pela Federação Única dos Petroleiros (FUP), que reúne sindicatos que representam mais de 105 mil trabalhadores da indústria do petróleo.

O levantamento é coordenado pelo economista Cloviomar Cararine, do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), instituição de pesquisa ligada ao movimento sindical.

O estudo compara resultados financeiros de grandes petroleiras desde 2020. É a primeira vez em que a Petrobras alcança o topo do ranking de margem de lucro.

Margem x lucro

Lucro é quanto dinheiro sobra para a empresa depois de descontados os custos, despesas e tributos. Já a margem de lucro mede a eficiência da empresa ao mostrar qual proporção da receita (vendas totais, como combustíveis, óleo cru e derivados) realmente se transforma em lucro.

Por exemplo, se uma companhia tem uma margem líquida de 15%, significa que, para cada R$ 100 em vendas, R$ 15 sobram como lucro líquido para o negócio após todos os custos, despesas e tributos terem sido pagos.

No ranking do Dieese, a Petrobras aparece no topo, com margem de 29,15% no primeiro semestre de 2026. No período, a estatal brasileira teve lucro líquido de R$ 85,1 bilhões.

Confira a margem de lucro das grandes petroleiras acompanhadas pelo Dieese:

  • Petrobras: 29,15%
  • Saudi Aramco: 25,48%
  • Chevron: 18,01%
  • ExxonMobil: 16,33%
  • BP (Reino Unido) 14,83%
  • Equinor (Noruega) 12,84%
  • Shell (anglo-holandesa): 9,94%
  • TotalEnergies (França): 9,44%

De 2020 até 2025, a Saudi Aramco figurava como dona da maior margem de lucro. Em todos esses anos, a Petrobras era vice-líder, com exceção de 2024.

A fonte dos dados são informações divulgadas pelas próprias empresas. O pesquisador não incluiu no comparativo empresas chinesas, como Sinopec e PetroChina.

TOP 3 em lucro

O economista do Dieese comparou também o lucro das companhias. Os resultados do primeiro semestre apontam a Petrobras como terceiro maior lucro no ranking em dólar.

  • Saudi Aramco: US$ 65,4 bilhões
  • ExxonMobil: US$ 18,7 bilhões
  • Petrobras: US$ 16,6 bilhões
  • Shell: US$ 15,5 bilhões
  • Chevron: US$ 14,3 bilhões
  • TotalEnergies: US$ 11,8 bilhões
  • BP: US$ 9,5 bilhões
  • Equinor: US$ 7,9 bilhões
  • ConocoPhillips (EUA): US$ 6,1 bilhões

Fatores para eficiência

Para o economista, o resultado inédito reflete a “grande eficiência operacional da companhia”.

O desempenho, completa ele, foi sustentado pelo aumento da produção, alta dos preços internacionais do petróleo (reflexo da guerra no Oriente Médio), redução dos gastos gerais e por ser ainda uma empresa integrada, que produz e refina o óleo.

Cloviomar Cararine acredita que essa combinação permite à Petrobras maior capacidade de atravessar crises que as concorrentes internacionais.

No segundo trimestre de 2026, a produção de petróleo e gás natural da Petrobras foi a maior da história, atingindo 3,34 milhões de barris de óleo equivalente (boe, unidade resultante da conversão do gás natural em equivalente energético de petróleo, que permite somar os dois produtos) por dia.

Cerca de 30% do que foi produzido foi vendido para o exterior (996 mil barris/dia).

A companhia chegou também ao recorde histórico do Fator de Utilização (FUT) das refinarias, atingindo a marca de 101,2%. Quanto maior o FUT, mais as refinarias estão sendo utilizadas.

>> Leia aqui: Entenda como refinarias da Petrobras operam com mais de 100% de capacidade.



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