Economia

Dólar cai a R$ 5,10 e Bolsa bate recorde com trégua entre EUA e Irã

Publicado em

Economia


O dólar caiu ao menor nível em quase dois anos e o Ibovespa renovou recordes nesta quarta-feira (8), em um dia marcado pela melhora do apetite ao risco global após o anúncio de um cessar-fogo temporário entre Estados Unidos e Irã.

A trégua, anunciada na noite de terça-feira (7) pelo presidente norte-americano, Donald Trump, reduziu tensões no Oriente Médio e provocou forte reação nos mercados financeiros.

Dólar recua

O dólar comercial fechou em queda de cerca de R$ 0,052 (-1,01%)%, cotado a R$ 5,103, no menor nível desde 17 de maio de 2024. Durante a manhã, a moeda chegou a cair ainda mais, encostando em R$ 5,06, com a euforia inicial dos investidores.

Ao longo da tarde, porém, a divisa reduziu o ritmo de queda diante de sinais de fragilidade no cessar-fogo. Declarações de autoridades iranianas e novos episódios de tensão na região trouxeram volatilidade ao câmbio.

Apesar das novas tensões, investidores interpretaram os movimentos como pressa do governo estadunidense em encerrar o conflito, o que manteve a euforia no mercado financeiro.

No ano, o dólar acumula desvalorização superior a 7,02% frente ao real.

Bolsa em alta

Na renda variável, o Ibovespa acompanhou o movimento global e renovou máximas históricas. O índice subiu 2,09%, aos 192.201 pontos, após atingir mais de 193 mil pontos no melhor momento do pregão.

Foi o sétimo avanço consecutivo da Bolsa brasileira, impulsionado pela retirada de prêmios de risco e pela valorização de ações de bancos e empresas ligadas ao ciclo doméstico.

No exterior, índices de Nova York também registraram fortes ganhos, refletindo o ambiente de maior apetite por ativos de risco.

Por outro lado, ações de petroleiras tiveram desempenho negativo, pressionadas pela queda do petróleo no mercado internacional.

Petróleo despenca

Os preços do petróleo caíram com força, voltando a ser negociados abaixo de US$ 100 por barril, diante da expectativa de reabertura do Estreito de Ormuz, rota estratégica para o transporte global de energia.

O barril do tipo Brent, usado nas negociações internacionais recuou mais de 13%, para cerca de US$ 94. O barril WTI, do Texas, caiu mais de 16%, também para a faixa de US$ 94.

A queda reflete a perspectiva de normalização da oferta global, embora o mercado ainda veja o cessar-fogo como frágil diante das incertezas geopolíticas na região.

*Com informações da Reuters



TOP FAMOSOS

COMENTE ABAIXO:
Propaganda

Economia

Tesouro Direto bate recorde em agosto com R$ 15 bi em investimentos

Publicados

em


Os investimentos no Tesouro Direto somaram R$ 15 bilhões em agosto, o maior valor da série histórica do programa. No período, foram realizados 1,32 milhão de operações.

Os resgates e vencimentos totalizaram R$ 17,22 bilhões, resultando em captação líquida negativa (quando o governo paga mais dinheiro aos investidores do que capta com novas aplicações) de R$ 2,21 bilhões.

O resultado foi influenciado principalmente pelos vencimentos do Tesouro IPCA+ 2026, que somaram R$ 11,3 bilhões, e do Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais 2026, com R$ 1,5 bilhão.

Os títulos indexados à taxa Selic foram os mais procurados pelos investidores. As vendas do Tesouro Selic e do Tesouro Reserva alcançaram R$ 7 bilhões em agosto, o equivalente a 46,9% do total.

Os papéis indexados à inflação responderam por R$ 5,5 bilhões das aplicações (36,3%), enquanto os títulos prefixados somaram R$ 2,5 bilhões (16,7%).

Nas recompras antecipadas, os títulos atrelados à Selic também lideraram, com R$ 3 bilhões, ou 67,4% do total. Nesse caso, os títulos indexados à inflação (índices de preços) responderam por pouco mais de R$ 1 bilhão (22,9%), enquanto os prefixados, por R$ 423,6 milhões (9,7%).

Em relação ao prazo dos investimentos, a preferência foi por títulos com vencimento entre um e cinco anos, que concentraram 45,2% das vendas. Os com vencimento entre cinco e dez anos responderam por 43,2% das aplicações, enquanto os com prazo superior a dez anos representaram 11,7% do total.

As aplicações de até R$ 1 mil continuaram predominando entre os investidores e corresponderam a 55,7% das operações realizadas no mês. O valor médio por aplicação foi de R$ 11.366,43.

Estoque

O estoque do Tesouro Direto encerrou agosto em R$ 272 bilhões. O valor representa estabilidade em relação ao mês anterior, quando o estoque estava em R$ 272,3 bilhões, e crescimento de 43% na comparação com agosto de 2025, quando o estoque estava em R$ 190,2 bilhões.

Os títulos indexados à inflação permanecem como a principal parcela da carteira, com estoque de R$ 128 bilhões, o equivalente a 47,1% do total. Em seguida aparecem os títulos atrelados à Selic, com R$ 106,9 bilhões (39,3%), e os prefixados, com R$ 37,1 bilhões (13,6%).

Do total em estoque, R$ 20,2 bilhões (7,4%) vencem em até um ano. Os títulos com vencimento entre um e cinco anos somam R$ 131,4 bilhões (48,3%), enquanto aqueles com prazo superior a cinco anos alcançam R$ 120,5 bilhões (44,3%).

Investidores

O número de investidores ativos, aqueles que possuem aplicações no programa, chegou a 3,83 milhões em agosto. Em relação ao mês anterior, houve acréscimo de 23.962 investidores. Na comparação com agosto do ano passado, o avanço foi de 21,7%.

Já o número de investidores cadastrados atingiu 36,44 milhões. O programa registrou a adesão de 315.217 novos investidores no mês. Em 12 meses, o crescimento foi de 9,6%.



TOP FAMOSOS

COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

POLÍTICA

POLÍCIA

ESPORTE

ENTRETENIMENTO

MAIS LIDAS DA SEMANA