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Guilherme Mello será o novo secretário-executivo do Planejamento

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O economista Guilherme Mello foi confirmado como novo secretário-executivo do Ministério do Planejamento e Orçamento, o segundo cargo mais importante da pasta. O anúncio foi feito nesta quarta-feira (8) em nota conjunta com o Ministério da Fazenda.

Mello deixa o comando da Secretaria de Política Econômica da Fazenda para assumir o posto no Planejamento. Ele substituirá Gustavo Guimarães, que deixou o governo após mudanças na equipe provocadas pela saída da ministra Simone Tebet, que pretende disputar uma vaga no Senado.

Ligado ao ministro Fernando Haddad e integrante da equipe de transição do governo, Mello é considerado um dos principais formuladores da política econômica da atual gestão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Segundo o governo, o economista teve papel relevante no fortalecimento do regime fiscal e na elaboração de projeções macroeconômicas, além de atuar na articulação institucional e no desenvolvimento de políticas públicas.

“No Ministério do Planejamento e Orçamento, a chegada de Mello à Secretaria-Executiva fortalecerá a integração entre planejamento, orçamento e política econômica, ampliando a coordenação da equipe econômica e a capacidade de formulação, monitoramento e avaliação de políticas pública”, destacou a nota conjunta.

Substituição

Com a saída de Mello, a Secretaria de Política Econômica será comandada por Débora Freire, atual subsecretária de Política Fiscal. Ela será a primeira mulher a ocupar o cargo na história da pasta.

Segundo o governo, Débora tem trajetória reconhecida nas áreas de política fiscal, macroeconomia e distribuição de renda, e vem contribuindo para o debate sobre equilíbrio das contas públicas desde 2023.

Posse

A data de posse ainda não foi divulgada. No fim do ano passado, o ex-ministro da Fazenda Fernando Haddad chegou a afirmar que pretendia indicar Mello para uma diretoria do Banco Central (BC). A indicação, no entanto, não avançou.

Além do segundo cargo mais importante no Planejamento, Mello foi indicado para a presidência do Conselho de Administração da Petrobras, conforme anunciou a estatal na noite de terça-feira (7). Na petroleira, Mello substituirá Bruno Moretti, novo ministro do Planejamento e Orçamento.

As mudanças ocorrem em meio à reorganização da equipe econômica e à busca por maior integração entre as áreas responsáveis pelo planejamento e execução das políticas públicas.



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Orçamento de 2027 limita reajuste real de servidores públicos

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A estimativa de déficit primário em R$ 52 bilhões em 2026 fez o governo federal propor, em 2027, um gatilho para o crescimento das despesas com servidores públicos. Os pagamentos não poderão crescer 0,6% acima da inflação.

A medida consta do projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA) de 2027, enviado nesta segunda-feira (31) ao Congresso Nacional.

Instituído pelo Artigo 6 do arcabouço fiscal, o mecanismo é acionado quando o governo registra déficit primário, resultado negativo nas contas do governo sem os juros da dívida pública. Como houve resultado negativo em 2025 e há previsão de novo déficit em 2026, a limitação deverá valer para 2027.

O gatilho só poderá deixar de ser aplicado quando as contas públicas voltarem a registrar superávit primário.

Limite aos salários

Pela regra, enquanto houver déficit primário até 2030, as despesas com pessoal não poderão crescer mais de 0,6% ao ano acima da inflação. O limite abrange gastos com servidores ativos, aposentados e pensionistas, mas não abrange o pagamento com sentenças judiciais, nas quais estão incluídas os precatórios.

Na prática, a regra impede que o governo conceda, em 2027, reajustes que representem ganho real para o funcionalismo federal, caso as contas permaneçam no vermelho.

Como funciona

O déficit primário ocorre quando as receitas do governo ficam abaixo das despesas, sem considerar o pagamento de juros da dívida pública. Já o superávit primário acontece quando as receitas superam as despesas, também sem levar em conta os juros.

O arcabouço fiscal, aprovado em 2023, estabelece que o crescimento das despesas deve corresponder a até 70% da alta das receitas, respeitado o limite de 2,5% ao ano acima da inflação.

No fim de 2024, o Congresso aprovou novas regras para reforçar o controle das contas públicas. Entre elas está a restrição a incentivos e benefícios tributários em caso de déficit primário, além do limite para o crescimento das despesas com pessoal.

Acordo com categorias

A restrição ocorre após o governo ter firmado, em 2024, acordos salariais com a maior parte dos servidores do Executivo federal. As negociações contemplaram reajustes para 2025 e 2026 e reestruturações de carreiras.

Na época, o governo informou que os acordos alcançavam 98,2% dos servidores federais. A ministra da Gestão e Inovação, Esther Dweck, afirmou que as negociações garantiriam a reposição da inflação durante o mandato, além de ganho real para as categorias.

Com a nova limitação fiscal, porém, o espaço para novos aumentos acima da inflação em 2027 fica reduzido enquanto o governo permanecer em situação de déficit primário.

 



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