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Polícia Civil identifica dois suspeitos ligados a triplo homicídio em Campo Novo dos Parecis
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Uma ampla investigação desencadeada pela Polícia Civil culminou na identificação e condução de dois suspeitos que estariam ligados ao triplo homicídio ocorrido no município de Campo Novo dos Parecis.
Os três homens, identificados como Wagner Felipe Rocha Viana (20 anos), Wilquison Eduardo Rocha Viana (23 anos) e Breno Gabriel Rocha Cabral (21 anos), foram considerados desaparecidos desde o último domingo (5.4). Desde então, a Polícia Civil iniciou diligências com o intuito de localizar o paradeiro do trio, sendo que dois deles eram irmãos.
Nesse ínterim, foram realizadas diversas ações investigativas, como a oitiva de testemunhas, a coleta de imagens e o cruzamento de informações, que resultaram na localização dos três corpos no Distrito de Marechal Rondon, zona rural de Campo Novo dos Parecis, nessa terça-feira (7.4).
“Aparentemente, as mortes ocorreram no contexto de facção criminosa, em que esses indivíduos, supostamente, integrariam outra facção no Estado de Mato Grosso do Sul, na cidade de Campo Grande. Na ocasião, ao serem identificados como integrantes dessa facção, o grupo rival, que atua no município, teria determinado suas execuções”, explicou o delegado de Campo Novo dos Parecis, Guilherme Kaiper Cruz de Faria.
As investigações apontaram dois suspeitos de envolvimento no triplo homicídio: um jovem de 22 anos e um adolescente de 16 anos. Durante a abordagem, que resultou na condução de ambos à delegacia de Campo Novo dos Parecis, também foi apreendida certa quantidade de substância análoga a entorpecente, que estava em posse do menor.
De acordo com o delegado, os dois suspeitos foram autuados pelos crimes de homicídio qualificado, ocultação de cadáver e sequestro. O menor, além de responder por atos infracionais análogos a esses crimes, também foi autuado em flagrante por ato infracional análogo ao tráfico de drogas.
Diante dos fatos, ambos foram conduzidos à delegacia para as devidas providências legais e, posteriormente, colocados à disposição da Justiça.
A Polícia Civil segue com as investigações, com o objetivo de identificar e prender outros possíveis envolvidos nos crimes.
Fonte: Policia Civil MT – MT
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Dia Nacional da MPB resgata história de resistência e inovação da música brasileira
O Brasil celebra, neste sábado, o Dia Nacional da Música Popular Brasileira, instituído por meio da lei federal 12.624, de 2012. A data escolhida, 17 de outubro, é em alusão ao nascimento da compositora e Chiquinha Gonzaga, mulher vanguardista que, em 1899 compôs a canção que conhecemos como primeira marchinha: Ô, Abre Alas.
A MPB, que conhecemos como gênero musical, não é filha diretamente da produção de marchinhas ou choros, grandes composições de Chiquinha Gonzaga. Nasceu em meados da década de 1960, como evolução da bossa nova. O grande marco é a música Arrastão, com letra de Vinicius de Moraes e música de Edu Lobo, composta em 1965 e vencedora do 1º Festival da Música Popular Brasileira da TV Excelsior, na voz de Elis Regina.
Quem conta à Rádio Assembleia o contexto do surgimento da MPB é a professora Doutora do curso de Música da UFMT, Teresinha Prada.
E o diferencial desse gênero que surge pós bossa nova era propor experimentações de misturas de sonoridade que demonstram a pluralidade cultural brasileira. Buscava também o pertencimento nacional, privilegiando o violão, em detrimento da guitarra elétrica. Que também não ficou fora da MPB por muito tempo, pois foi incorporada ao gênero musical pelos tropicalistas, como Gilberto Gil e Caetano Veloso.
O surgimento da MPB, durante a ditadura militar brasileira, também é uma resposta poética e de contestação ao regime.
Dessa maneira, a sigla MPB passa a incorporar literalmente toda produção musical popular no Brasil, sendo reconhecida por artistas como Chico Buarque, Nara Leão e Geraldo Vandré, que privilegiam o violão, incorpora o choro e o samba, que são gêneros musicais anteriores à MPB, agrega mais instrumentos sonoros e abraça nomes como Rita Lee, Clara Nunes, Alceu Valença, Djavan, Tim Maia, Belchior e tantos outros, que experimentam o rock, o samba de terreiro, o baião, o soul e toda a riqueza cultural brasileira.
Para Karola Nunes, fazer MPB em Mato Grosso também é um ato de resistência
Foto: Helder Faria
Mato Grosso também contribui para a produção da Música Popular Brasileira, trazendo as identidades próprias do Estado, adicionando regionalismos e compondo a grande diversidade sonora do país, que chamamos de brasilidades.
Amor e Casa é um dos lançamentos mais recentes da cantora e compositora mato-grossense Lorena Ly, que também conversou com a Rádio Assembleia e destaca elementos regionais na composição de sua música.
Karola Nunes é também um dos grandes nomes da MPB produzida em Mato Grosso, seja na carreira solo, seja em grupos e bandas, como o grupo de samba Sasminina e a banda Calorosa.
Ao som de Malemá Tentiano, da Banda Calorosa, convidamos você, ouvinte da Rádio Assembleia, para continuar sintonizado, que aqui você vai ouvir a grande diversidade da MPB e o melhor da música mato-grossense.
Priscila Mendes, para a Rádio Assembleia
Fonte: ALMT – MT
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