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Polícia Civil recupera gado furtado e evita prejuízo de mais R$ 120 mil a pecuarista

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A Polícia Civil recuperou, na tarde de segunda-feira (23.3), em Nova Xavantina, 29 garrotes, avaliados em aproximadamente R$ 120 mil, que haviam sido furtados na noite do dia 18 de março, em uma propriedade rural no município de Araguaiana.

A ação faz parte da Operação Rebanho Oculto, realizada em parceria entre a Delegacia de Nova Xavantina, a Delegacia Especializada de Roubos e Furtos (Derf) de Barra do Garças e a Delegacia de Araguaiana.

Assim que tomou conhecimento do crime, a equipe da Delegacia de Araguaiana, com apoio da Derf de Barra do Garças, iniciou as investigações, que indicaram que o gado subtraído havia sido levado para Nova Xavantina, chegando por volta das 3 horas da madrugada do dia 19 de março.

Com base nessas informações, a equipe de investigação da Delegacia de Nova Xavantina passou a realizar levantamentos e diligências de campo, conseguindo identificar o local onde os animais haviam sido inicialmente descarregados, bem como a propriedade para a qual foram posteriormente remanejados.

Durante a ação, os policiais localizaram os 29 garrotes e identificaram o suspeito de ser o destinatário final, um homem de 49 anos, que foi conduzido à Delegacia de Nova Xavantina para a adoção das providências legais cabíveis.

Após análise das circunstâncias da negociação e da documentação apresentada pelo suspeito, o delegado Flávio Leonardo Santana Silva constatou inconsistências entre os animais recuperados e os documentos exibidos, além de divergências relacionadas ao valor da negociação e a outros elementos apurados durante a investigação.

Diante disso, foi realizada a prisão em flagrante do suspeito pelo crime de receptação de animal.

Concluídos os procedimentos da Polícia Civil, o suspeito foi colocado à disposição do Poder Judiciário. Os animais recuperados foram restituídos ao legítimo proprietário, de 70 anos, para retorno ao município de origem.

Fonte: Policia Civil MT – MT



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MPC aponta possível superfaturamento de R$ 630 mil e pede ressarcimento a presidente da Câmara de VG

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O Ministério Público de Contas de Mato Grosso (MPC-MT) pediu que o presidente da Câmara Municipal de Várzea Grande, vereador Wanderley Cerqueira (MDB), devolva R$ 630.562,00 aos cofres públicos. O valor corresponde à diferença identificada em uma auditoria que apontou possível superfaturamento em um contrato de tecnologia da informação firmado pela Casa em 2025.

A solicitação está em um parecer assinado em 22 de setembro pelo procurador-geral de Contas, William de Almeida Brito Júnior, durante a análise das contas de gestão do Legislativo referentes ao exercício de 2025. O processo tramita no Tribunal de Contas do Estado (TCE-MT), sob relatoria do conselheiro Antonio Joaquim.

O contrato questionado, de número 02/2025, foi celebrado com a empresa Lexin Soluções e Tecnologia da Informação Ltda., pelo valor de R$ 831.040,00. A contratação previa ferramentas para controle, registro e disponibilização dos processos legislativos, além de serviços de transcrição dos áudios das sessões.

Para calcular a possível diferença de preço, a equipe técnica comparou o contrato com uma contratação semelhante realizada pela Câmara Municipal de Gravataí, no Rio Grande do Sul, homologada por R$ 200.478,00. A auditoria considerou que os serviços tinham equivalência funcional e apontou uma diferença de R$ 630.562,00.

Segundo o MPC, o valor integral do contrato foi executado e pago, sem revisão ou negociação dos preços questionados. Por isso, o órgão considera que a diferença representa possível dano aos cofres públicos e solicita que o ressarcimento seja feito com correção monetária e juros.

Defesa questiona metodologia

Na manifestação apresentada ao processo, Wanderley Cerqueira contestou os critérios utilizados na comparação. A defesa argumentou que contratos firmados por municípios diferentes podem apresentar diferenças de funcionalidades, suporte técnico, infraestrutura e custos regionais, o que, segundo o vereador, comprometeria a equivalência entre os serviços analisados.

O presidente também alegou que o contrato anterior da Câmara, mantido com outra empresa, tinha custo anual de R$ 932.134,39, e que a contratação da Lexin representaria uma redução de despesas.

O Ministério Público de Contas, entretanto, não acolheu os argumentos. No parecer, também mencionou uma contratação posterior realizada pela própria Câmara com a empresa Ágape Assessoria e Consultoria Ltda., no valor de R$ 1.027.404,00 por 36 meses, equivalente a R$ 342.468,00 ao ano. Para o órgão, essa referência reforça o questionamento sobre o preço pago no contrato anterior.

Além da devolução dos recursos, o MPC pediu aplicação de multa ao presidente da Câmara e encaminhamento de cópia do processo ao Ministério Público Estadual.

Apesar dos apontamentos, o órgão recomendou que as contas de gestão de 2025 sejam julgadas regulares com ressalvas, por entender que as irregularidades identificadas estão concentradas em uma contratação específica.

Caso ainda será julgado

O parecer do Ministério Público de Contas é uma manifestação técnica e não representa uma condenação definitiva. Caberá ao Tribunal de Contas do Estado analisar os argumentos, decidir sobre a existência de irregularidades e deliberar sobre eventual responsabilização e ressarcimento.

Wanderley Cerqueira também foi alvo da Operação Cathedra Venalis, deflagrada pelo Gaeco em outubro, que apura suspeitas de corrupção e compra de apoio político na eleição da Mesa Diretora da Câmara. Os dois procedimentos, porém, tratam de fatos distintos, e o parecer sobre o contrato de tecnologia não estabelece relação entre as irregularidades apontadas e a investigação criminal.



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