Economia

Várzea Grande entrega 97 casas e destrava obras paradas há quase 10 anos

Publicado em

Economia


Além das chaves nas mãos, articulação da prefeita Flávia Moretti, permitiu mais uma boa notícia: Anúncio da retomada das obras de mais de mil unidades habitacionais prometidas desde 2016

O sonho da casa própria se tornou realidade para mais 97 famílias de Várzea Grande, com a entrega de unidades habitacionais dos residenciais Amor Perfeito e Hollywood. A ação é resultado de uma parceria entre a Prefeitura de Várzea Grande, o governo do Estado de Mato Grosso e o governo Federal, por meio do programa Ser Família Habitação, integrado ao Minha Casa Minha Vida. O evento foi realizado ontem (19).

Além da entrega das novas moradias, o evento também marcou um avanço histórico na política habitacional do Município: a retomada das obras de 1.142 unidades habitacionais nos residenciais Isabel Campos e Padre Aldacir, que estavam paralisadas desde 2016. Esse reinício é fruto da articulação pessoal da prefeita Flávia Moretti (PL) junto a outras esferas do Poder Executivo, inclusive, em Brasília.

Durante a solenidade, foi assinado o termo de convênio que garante o reinício das construções, com aporte de R$ 12,5 milhões por parte do governo do Estado, em parceria com o programa federal. As áreas, atualmente ocupadas de forma irregular e sem infraestrutura básica, como rede de esgoto e iluminação pública, passarão por completa reestruturação.

As famílias que hoje residem nesses locais serão contempladas com aluguel social, garantindo dignidade e segurança durante o período de execução das obras. Posteriormente, poderão acessar as novas unidades por meio de sorteio ou cadastro, conforme os critérios dos programas habitacionais estabelecidos e analisados pela Caixa Econômica Federal.

Várzea Grande está entre os municípios com maior volume de entregas dentro do programa. Até o final deste ano, estão previstas mais 1.919 unidades habitacionais na cidade, representando um investimento estimado em R$ 38 milhões, sendo o terceiro município com mais construções.

“Hoje é um dia histórico para Várzea Grande. Estamos entregando 97 casas e, ao mesmo tempo, destravando obras que estavam paradas há quase 10 anos. Isso mostra o nosso compromisso com as famílias que mais precisam e com o desenvolvimento da nossa cidade. E mais importante: estamos garantindo que essas famílias não fiquem desassistidas, com a oferta do aluguel social durante esse período de transição”, celebrou a prefeita.

Por fim, a prefeita reiterou a importância de parcerias entre os Poderes, principalmente com o foco no desenvolvimento habitacional da cidade. “Essa conquista só é possível graças à união de esforços entre a Prefeitura, o governo do Estado e o governo federal. Várzea Grande segue avançando e mostrando que, com parceria e responsabilidade é possível transformar sonhos em realidade.”, finaliza.

Fonte: Prefeitura de Várzea Grande – MT



COMENTE ABAIXO:
Propaganda

Economia

Reciprocidade não é retaliação nem “olho por olho”, diz Alckmin

Publicados

em


A Lei da Reciprocidade não deve ser interpretada como uma medida de retaliação aos Estados Unidos, mas como um instrumento para corrigir uma situação considerada injusta pelo governo brasileiro, disse nesta terça-feira (21) o vice-presidente Geraldo Alckmin.

“A ideia não é retaliação. Diz que olho por olho pode acontecer de os dois ficarem cegos. A reciprocidade é: nós estamos sendo injustiçados e queremos corrigir isso”, afirmou Alckmin.

Ele e o ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Márcio Elias Rosa, concederam uma entrevista após reunião com empresários dos setores afetados pelo novo tarifaço imposto pelo governo de Donald Trump. Nos últimos dias, diversas associações de empresários manifestaram preocupação com eventuais retaliações impostas pelo Brasil.

O vice-presidente ressaltou que a Lei de Reciprocidade foi aprovada por unanimidade no Congresso no ano passado. Segundo Alckmin, a legislação oferece instrumentos para uma resposta institucional, caso seja necessário, respeitando os trâmites legais, como consultas e audiências públicas.

O Executivo finaliza um pacote de apoio aos setores afetados e acelera a busca por novos mercados para as exportações nacionais. Os dois detalharam os principais eixos do pacote de ajuda aos exportadores. 

Três frentes

O governo estruturou a resposta à sobretaxa americana em três eixos: apoio financeiro às empresas, diversificação de mercados e diálogo permanente com os setores produtivos para dimensionar os impactos.

A medida dos Estados Unidos prevê tarifa de 25% sobre produtos brasileiros, com possibilidade de acréscimo de mais 12,5%, atingindo cerca de 18% das exportações destinadas ao mercado americano, o equivalente a aproximadamente US$ 7,4 bilhões.

Apoio interno

Entre as medidas em estudo está a oferta de crédito por meio do programa Brasil Soberano para capital de giro e investimentos das empresas afetadas.

O governo também avalia flexibilizar temporariamente regras do regime de drawback, isenção, suspensão ou restituição de tributos para insumos usados na produção de mercadorias para exportação.

A ideia é permitir que exportadores que perderem mercado nos Estados Unidos tenham mais prazo para cumprir compromissos de exportação sem perder benefícios tributários.

Outro tema discutido é a possibilidade de ajustar exigências relacionadas à manutenção de empregos para setores que venham a receber apoio emergencial.

“O fato de ser injusta, descabida e indevida não significa que o governo brasileiro não vá adotar todas as medidas para primeiro socorrer quem precisa. O governo brasileiro tem que olhar para os seus setores e tomar as medidas capazes de, no mínimo, amenizar o dano, o custo”, afirmou Márcio Elias Rosa.

Novos mercados

Paralelamente, a ApexBrasil, agência estatal voltada à promoção de exportações brasileiras, intensificará a busca por novos destinos para os produtos do país.

Entre os mercados prioritários estão Índia, México, Singapura, Japão e países do Sudeste Asiático, além do avanço das negociações dos acordos comerciais entre Mercosul e União Europeia, Mercosul e Associação Europeia de Livre Comércio (EFTA), e Mercosul e Singapura.

O governo avalia que a diversificação dos destinos das exportações poderá reduzir a dependência do mercado estadunidense, especialmente para segmentos industriais de maior valor agregado.

Setores afetados

Entre os segmentos mais expostos às tarifas estão:

  • Eletroeletrônicos;
  • Máquinas e equipamentos;
  • Autopeças;
  • Calçados;
  • Outros produtos industriais exportados aos Estados Unidos.

Segundo o governo, o mercado estadunidense é o principal destino das exportações brasileiras de eletroeletrônicos. O país responde por cerca de um quarto das vendas externas do setor de máquinas e equipamentos.

Cronograma

O governo trabalha com um calendário considerado decisivo para definir as medidas de resposta.

Na próxima sexta-feira, é aguardada uma definição dos Estados Unidos sobre a eventual aplicação cumulativa de mais 12,5% de tarifa sobre os produtos brasileiros decorrente de acusações de trabalho forçado.

em 29 de julho entra em vigor a sobretaxa de 25% para mercadorias que já estão em trânsito para o mercado americano.

Até lá, o Ministério do Desenvolvimento pretende concluir as reuniões com representantes dos setores de plásticos, máquinas, veículos, autopeças, borracha e calçados para consolidar um diagnóstico dos impactos e definir o pacote de apoio.

Também está prevista uma missão oficial à Índia para ampliar oportunidades comerciais, especialmente para os fabricantes brasileiros de máquinas e equipamentos.



TOP FAMOSOS

COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

POLÍTICA

POLÍCIA

ESPORTE

ENTRETENIMENTO

MAIS LIDAS DA SEMANA

Copyright © 2026 - Todos os direitos reservados ao portal Afolhanews