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Moretti reúne vereadores da base para alinhar demandas e reforçar parceria por Várzea Grande

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A prefeita destacou que a parceria entre Executivo e Legislativo é essencial para garantir avanços concretos para o Município. Diálogo é permanente entre os Poderes

Dando continuidade à política de diálogo e fortalecimento institucional com o Legislativo, a prefeita de Várzea Grande, Flávia Moretti (PL), se reuniu no final da tarde de ontem (9), com 14, dos 17 vereadores da base, para discutir demandas prioritárias da cidade e alinhar ações voltadas ao desenvolvimento do Município.

Durante a reunião, foram debatidas solicitações apresentadas pelos parlamentares, além do acompanhamento de ações e projetos em andamento nas áreas de infraestrutura, serviços urbanos e atendimento à população, numa construção conjunta de soluções para os desafios da cidade.

A prefeita destacou que a parceria entre Executivo e Legislativo é essencial para garantir avanços concretos para Várzea Grande, com foco na ampliação de investimentos e melhorias nos serviços públicos.

“Nosso compromisso é trabalhar com diálogo, transparência e responsabilidade. Os vereadores estão diariamente em contato com a população e trazem demandas importantes. Esse alinhamento é fundamental para que possamos avançar nas soluções e melhorar a qualidade de vida da nossa população”, destacou a prefeita.

O secretário municipal de Governo, Silvio Fidélis, também ressaltou a importância da aproximação institucional entre os poderes. Como frisou, o encontro fortalece a construção de soluções conjuntas para atender necessidades da população.

“Esse encontro demonstra o compromisso da gestão da prefeita Flávia Moretti com o diálogo permanente e com a construção coletiva das soluções para Várzea Grande. Nosso papel, enquanto governo, é ouvir, alinhar prioridades e transformar essas demandas em ações concretas que cheguem até quem mais precisa”, destacou.

Participaram da reunião os vereadores: Carlinhos Figueredo, Adilsinho, Lucélia Oliveira, Sardinha, Bruno Rios, Jânio Calistro, Jero Neto, Charles da Educação, Miguelzinho, Rosy Prado, Raul Curvo, Sargento Galibert, Enfermeiro Emerson e Joaquim Antunes.

Fonte: Prefeitura de Várzea Grande – MT



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Cortes em auxílios sociais podem gerar retração em cidades do interior

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São Paulo – A estagnação ou cortes no valor dos benefícios sociais e previdenciários poderão causar uma retração severa à atividade econômica em municípios do interior do Brasil, mostra levantamento do Centro de Pesquisa em Macroeconomia das Desigualdades (Made), da Faculdade de Economia e Administração da Universidade de São Paulo (FEA-USP), lançado nesta semana.

Segundo o estudo, as aposentadorias, o Bolsa Família e o Benefício de Prestação Continuada (BPC) têm peso significativo na economia dessas cidades e chegam a representar quase metade do orçamento das famílias mais pobres.

“Como o valor recebido por essas famílias é usado quase integralmente para a aquisição de itens de primeira necessidade, o dinheiro circula imediatamente no comércio local, garante empregos e mantém a arrecadação municipal ativa”, destaca a co-diretora do Made-USP, a economista Luiza Nassif.

De acordo com o levantamento, dos 5.569 municípios brasileiros, cerca de 4 mil estão fora das regiões metropolitanas. Nessas cidades, segundo o estudo, o peso das transferências públicas chega a ser o dobro em relação aos dos grandes centros urbanos. No Ceará, por exemplo, os benefícios sociais e previdenciários respondem por 22% da renda agregada da capital e região metropolitana. Já nas cidades do interior, esse número é de 40%.

Impactos futuros

O estudo do Made/USP projetou os efeitos econômicos da evolução da renda dos benefícios sociais e previdenciários nas cidades do interior para os próximos três anos. O estudo tomou como base os anos de 2022 a 2025, em que houve um crescimento real para BPC e aposentadorias, e comparou esse cenário ao contexto de reajustes utilizados entre 2019 e 2022, sem ganhos reais do salário mínimo e congelamento total.

O levantamento mostra que, sem os reajustes, a renda agregada do interior do país sofreria uma retração severa, ficando entre 6,8% e 10,8% abaixo do patamar com a valorização real dos benefícios sociais e previdenciários. 

“Isso geraria uma reação em cadeia na atividade econômica que atinge inclusive as famílias que não dependem do socorro público”, avalia Nassif. 

O estudo mostra que os cenários mais críticos ocorreriam no interior do Rio Grande do Norte, Amapá e Piauí, em que a renda total cairia entre 17% a 18%, sem o ritmo atual de aumento dos benefícios sociais. No Amazonas, Sergipe e Pernambuco, a perda seria na casa dos 15%. No Ceará, Maranhão, em Alagoas e Bahia, a queda ficaria entre 10% e 13%, enquanto no Mato Grosso do Sul, Rio de Janeiro, Espírito Santo, São Paulo, Mato Grosso, Rio Grande do Sul e Santa Catarina, o prejuízo chegaria a 6,5%.  

Os efeitos na pobreza

O levantamento destaca que, além dos efeitos sobre a renda e a atividade econômica dos municípios do interior, os benefícios desempenham um papel decisivo no combate à pobreza.

“Para quem vive no limite, qualquer reajuste abaixo da inflação empurra a família diretamente para a pobreza”, afirma Nassif. Segundo ela, para famílias com rendimento de até 1,5 salário mínimo per capita, os benefícios podem chegar a 50% do rendimento. 

Simulações realizadas pelo levantamento indicam que a ausência de ganhos reais nos benefícios, entre 2022 e 2025, teria empurrado aproximadamente 2,7 milhões de pessoas para a pobreza nos municípios fora das regiões metropolitanas, 2,4 milhões delas para extrema pobreza.

Em números absolutos, as maiores altas na pobreza ocorreriam na Bahia (até 336 mil pessoas a mais), São Paulo (até 263 mil) e Minas Gerais (até 251 mil), seguidos por Maranhão, Pará e Ceará (com mais de 200 mil pessoas cada).

“Olhando para o impacto que a queda de renda provoca, fica nítido o estrago que uma trava no crescimento dos benefícios pode fazer nas economias locais”, observa Nassif. “Manter a valorização real da previdência, do BPC e dos programas de transferência de renda é a garantia mínima de dignidade para as famílias e de sobrevivência para o comércio local no Brasil profundo”, acrescenta.




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