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Polícia Militar aumenta em 64% as apreensões de armas de fogo em todo o Estado

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A Polícia Militar de Mato Grosso aumentou em 64% o número de armas de fogo apreendidas em todo o Estado, nos dois primeiros meses de 2026 em comparação ao mesmo período do ano passado. Neste ano, 357 armas de fogo de diversos calibres foram retiradas de circulação, enquanto 218 foram apreendidas em 2025.

Os dados foram divulgados, nesta segunda-feira (9.3), pela Superintendência de Planejamento Operacional e Estatística (Spoe-PMMT) e trazem os números referentes aos meses de janeiro e fevereiro.

Entre as armas apreendidas estão quatro fuzis, 136 espingardas, 114 revólveres, 83 pistolas e 20 armas de fabricação artesanal. Também no período, 24 simulacros de arma de fogo foram apreendidas em ocorrências militares.


O comandante-geral da Polícia Militar de Mato Grosso, coronel Claudio Fernando Carneiro Tinoco, destaca que o crescimento da apreensão de armas de fogo é reflexo do trabalho ostensivo de combate às facções criminosas em todo o Estado.

“Esse número mostra o grandioso trabalho que nossas equipes policiais estão obtendo no trabalho ostensivo, como mostra as diretrizes do Programa Tolerância Zero do Governo do Estado, principalmente no que se refere ao enfrentamento das facções criminosas. Muitos desses armamentos são de grandes calibres e retirados de circulação, evitando a incidência de crimes, em nosso Estado”, afirma.


O coronel Fernando também enfatiza o trabalho das abordagens e barreiras policiais, além do patrulhamento rural e fiscalização ambiental como outros dos fatores que ajudaram no aumento da apreensão de armas, em todos os Comandos Regionais da PM.

“A tolerância zero também está na fiscalização de invasões de terras, onde muitos desses invasores estão armados ilegalmente, além de estarem com outros materiais ilícitos. As ações de abordagens e barreiras em rodovias e áreas rurais também são muito eficazes para a retirada de circulação de produtos ilegais, incluindo as armas de fogo, que muitas vezes são transportadas sem as devidas documentações e licenças pertinentes”, finaliza o comandante-geral.

Fonte: PM MT – MT



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Dia Nacional da MPB resgata história de resistência e inovação da música brasileira

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O Brasil celebra, neste sábado, o Dia Nacional da Música Popular Brasileira, instituído por meio da lei federal 12.624, de 2012. A data escolhida, 17 de outubro, é em alusão ao nascimento da compositora e Chiquinha Gonzaga, mulher vanguardista que, em 1899 compôs a canção que conhecemos como primeira marchinha: Ô, Abre Alas.

A MPB, que conhecemos como gênero musical, não é filha diretamente da produção de marchinhas ou choros, grandes composições de Chiquinha Gonzaga. Nasceu em meados da década de 1960, como evolução da bossa nova. O grande marco é a música Arrastão, com letra de Vinicius de Moraes e música de Edu Lobo, composta em 1965 e vencedora do 1º Festival da Música Popular Brasileira da TV Excelsior, na voz de Elis Regina.

Quem conta à Rádio Assembleia o contexto do surgimento da MPB é a professora Doutora do curso de Música da UFMT, Teresinha Prada.

E o diferencial desse gênero que surge pós bossa nova era propor experimentações de misturas de sonoridade que demonstram a pluralidade cultural brasileira. Buscava também o pertencimento nacional, privilegiando o violão, em detrimento da guitarra elétrica. Que também não ficou fora da MPB por muito tempo, pois foi incorporada ao gênero musical pelos tropicalistas, como Gilberto Gil e Caetano Veloso.

O surgimento da MPB, durante a ditadura militar brasileira, também é uma resposta poética e de contestação ao regime.

Dessa maneira, a sigla MPB passa a incorporar literalmente toda produção musical popular no Brasil, sendo reconhecida por artistas como Chico Buarque, Nara Leão e Geraldo Vandré, que privilegiam o violão, incorpora o choro e o samba, que são gêneros musicais anteriores à MPB, agrega mais instrumentos sonoros e abraça nomes como Rita Lee, Clara Nunes, Alceu Valença, Djavan, Tim Maia, Belchior e tantos outros, que experimentam o rock, o samba de terreiro, o baião, o soul e toda a riqueza cultural brasileira.

Para Karola Nunes, fazer MPB em Mato Grosso também é um ato de resistência

Para Karola Nunes, fazer MPB em Mato Grosso também é um ato de resistência

Foto: Helder Faria

Mato Grosso também contribui para a produção da Música Popular Brasileira, trazendo as identidades próprias do Estado, adicionando regionalismos e compondo a grande diversidade sonora do país, que chamamos de brasilidades.

Amor e Casa é um dos lançamentos mais recentes da cantora e compositora mato-grossense Lorena Ly, que também conversou com a Rádio Assembleia e destaca elementos regionais na composição de sua música.

Karola Nunes é também um dos grandes nomes da MPB produzida em Mato Grosso, seja na carreira solo, seja em grupos e bandas, como o grupo de samba Sasminina e a banda Calorosa.

Ao som de Malemá Tentiano, da Banda Calorosa, convidamos você, ouvinte da Rádio Assembleia, para continuar sintonizado, que aqui você vai ouvir a grande diversidade da MPB e o melhor da música mato-grossense.

Priscila Mendes, para a Rádio Assembleia

Fonte: ALMT – MT



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