Agricultura
Mato Grosso deve colher safra recorde de 51,4 milhões de toneladas de soja
Agricultura
A safra 2025/26 de soja em Mato Grosso caminha para um novo recorde de produção. Levantamento divulgado nesta semana pelo Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea) aponta que o Estado pode colher 51,41 milhões de toneladas da oleaginosa, maior volume já registrado na série histórica do instituto.
A projeção mantém praticamente estável a área plantada, estimada em 13,01 milhões de hectares, mas traz revisão positiva na produtividade média das lavouras. O rendimento esperado subiu para 65,87 sacas por hectare, avanço de 1,77% em relação à estimativa divulgada no levantamento anterior e nível próximo ao observado na safra 2024/25.
Segundo o instituto, o ajuste nas projeções reflete principalmente o comportamento do clima ao longo do ciclo da cultura. O bom regime de chuvas registrado em grande parte das regiões produtoras favoreceu o desenvolvimento das lavouras e elevou o potencial produtivo no Estado.
O relatório ressalta, porém, que algumas áreas enfrentaram excesso de precipitação nas fases finais do ciclo, o que pode elevar a incidência de grãos avariados e afetar parcialmente a qualidade da soja colhida. Mesmo assim, o balanço geral permanece positivo.
Com área elevada e produtividade consistente, Mato Grosso deve seguir como principal produtor de soja do Brasil, respondendo por parcela significativa da produção nacional da oleaginosa. Se confirmada, a safra 2025/26 consolidará o maior volume já colhido no Estado.
Fonte: Pensar Agro
Agricultura
OAB debate desafios jurídicos do agronegócio em conferência
O aumento do endividamento no campo, a entrada em vigor da reforma tributária e os problemas relacionados a contratos, sucessão familiar e regularização de propriedades colocam as questões jurídicas cada vez mais perto das decisões tomadas pelo produtor rural. Parte desses temas estará no centro da 3ª Conferência Estadual de Direito e Agronegócio, marcada para 17 e 18 de setembro, em Ribeirão Preto (SP).
Promovido pela Ordem dos Advogados do Brasil – Seção São Paulo (OAB SP), o encontro reunirá profissionais do Direito e representantes do agronegócio para discutir mudanças que afetam desde a organização patrimonial das famílias rurais até financiamento, tributação e responsabilidade ambiental.
A recuperação judicial aparece entre os assuntos de maior interesse neste momento. O aumento das dificuldades financeiras de produtores nas últimas safras ampliou as discussões sobre renegociação de dívidas, garantias oferecidas aos credores e os limites para utilização desse instrumento por quem exerce atividade rural.
Contratos agrários também ganham importância em um ambiente de margens mais apertadas. Arrendamentos, parcerias, compra antecipada de produção, financiamentos e operações envolvendo Cédula de Produto Rural (CPR) podem comprometer receitas futuras e exigem atenção às condições assumidas antes da assinatura.
Outra mudança que começa a chegar às contas das propriedades é a reforma tributária. A transição para o novo sistema altera a tributação sobre bens e serviços e terá reflexos sobre aquisição de insumos, comercialização, investimentos e organização das empresas rurais.
O planejamento sucessório será outro eixo dos debates. A transferência da propriedade entre gerações deixou de envolver apenas a divisão das terras. Fazendas que se transformaram em empresas precisam definir administração, participação dos herdeiros, continuidade da atividade e regras para evitar que conflitos familiares comprometam o patrimônio construído ao longo de décadas.
Regularização fundiária e responsabilidade ambiental completam uma área particularmente sensível para o produtor. Documentação da terra, Cadastro Ambiental Rural (CAR), licenciamento e cumprimento da legislação ambiental podem interferir no acesso ao crédito, na comercialização e até na valorização da propriedade.
A tecnologia acrescentou novos temas a essa agenda. Inteligência artificial e blockchain estarão entre os assuntos discutidos na conferência, ao lado de gestão de riscos e sustentabilidade. A utilização crescente de dados na produção rural também amplia discussões sobre responsabilidade, validade de documentos digitais, contratos automatizados e proteção das informações geradas dentro das propriedades.
A programação inclui ainda cooperativismo, relações trabalhistas, governança, planejamento patrimonial e gestão da cadeia produtiva.
A conferência chega à terceira edição depois de as duas anteriores reunirem mais de 2 mil participantes cada. Ribeirão Preto foi novamente escolhida para receber o encontro por sua ligação com algumas das principais cadeias agropecuárias do País.
Mais do que questões restritas aos tribunais ou aos escritórios de advocacia, os assuntos colocados em debate mostram uma mudança na gestão das propriedades. Produção, patrimônio, crédito, tributos e sucessão passaram a exigir decisões jurídicas que podem interferir diretamente no resultado econômico da atividade rural.
Serviço
3ª Conferência Estadual de Direito e Agronegócio da OAB SP
Data: 17 e 18 de setembro
Início: 9h
Local: Centro de Eventos do Ribeirão Shopping, Ribeirão Preto (SP)
Fonte: Pensar Agro
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