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Soldado da PM ajuda criança, sensibiliza pessoas nas redes sociais e arrecada donativos

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Mato Grosso

Da Redação.

A empatia e solidariedade do soldado da Polícia Militar Felipe Lemes, movimentou e sensibilizou centenas de pessoas a ajudar a família de um menino de nove anos de idade, que vendia doces em um sinaleiro, no bairro Jardim Imperial, em Cuiabá.

Durante patrulhamento, o policial em ronda pelo bairro se deparou com uma cena que o fez refletir. De calção, casaco e chinelo – e máscara -, o menino vendia doces na rua, quando os termômetros marcavam 12°.

O menino se aproximou e tentou vender doces ao soldado, que estava na viatura. Emocionado, o soldado Lemes decidiu fazer algo pela criança. Ele relembra que ao se deparar com o menino no sinal, pensou no frio que aquela acriança provavelmente estava sentindo.

“Estávamos na viatura, com uniforme, coturno e mesmo assim, sentíamos muito frio. Quando vi aquela criança de calção pensei ‘meu Deus, esse menininho está sofrendo’. Foi então que decidi comprar uma roupa para ele se proteger do frio e liguei para mãe dele. A mãe da criança me disse que estavam passando dificuldades, então, decidimos fazer uma compra e ajudá-los ”.

A ação do policial divulgada em uma rede social mobilizou centenas de pessoas a ajudar a família. A realidade da criança, que mora com a mãe e mais três irmãos, sendo um deles ainda recém-nascido, arrecadou donativos e ajuda para aquelas pessoas.

O policial ressalta que a intenção da postagem nas redes sociais foi mostrar exatamente a realidade que os policiais se deparam sempre, em suas rotinas, e que muitas vezes as pessoas não enxergam.

“Com a repercussão do post consegui estimular a caridade, o olhar das pessoas para a dor do próximo. Nesse período de quarentena, muitas pessoas estão precisando de ajuda e se a gente realmente quiser, podemos ajudar sim. Fiquei emocionado ao ver o esforço daquele menino para ajudar a mãe e os irmãos, enfrentando um frio que a gente de farda não estava suportando, imagina para ele, uma criança”, destaca o policial.

A família recebeu centenas de doações de alimentos, roupas e outras ajudas. Por enquanto, toda a família permanece em casa. A mãe da criança, grata pela ajuda, agradeceu todos que se sensibilizaram com as condições de sua família e preferiu não aparecer e nem expor os filhos.  

A postagem chegou a quase 100 mil curtidas e mais de dois mil comentários, em uma página de uma rede social.

Foto: Arquivo Pessoal /Soldado

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Wanderley nega manobra e diz que eleição pode ocorrer até dezembro

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O presidente da Câmara Municipal de Várzea Grande, Wanderley Cerqueira (MDB), negou que esteja tentando adiar deliberadamente a eleição da Mesa Diretora para o biênio 2027/2028. Segundo ele, o Legislativo ainda está dentro do prazo previsto para realizar a votação, que pode ocorrer até 31 de dezembro.

A declaração ocorre em meio à pressão de um grupo de vereadores ligado à prefeita Flávia Moretti (PL), que cobra a convocação de uma nova eleição e acusa Wanderley de postergar o processo por não contar com votos suficientes para garantir a permanência na presidência.

“Eu não estou me recusando em nada, eu não tenho nenhuma ordem judicial, então eu não estou recusando nada”, afirmou o presidente.

Wanderley ressaltou que cumprirá eventual determinação da Justiça, mas defendeu que, enquanto não houver uma ordem nesse sentido, a Câmara pode seguir o calendário que considera previsto nas normas vigentes.

“Se a lei determinar que eu tenho que fazer, não tem problema nenhum. Enquanto a lei não determinar, nós estamos dentro do prazo. Porque tem até 31 de dezembro para fazer eleição”, declarou.

O presidente também destacou que o mandato da próxima Mesa Diretora começa em 1º de janeiro de 2027.

“E eu não tô [negando], tem presidente, e o próximo presidente assume a partir de 1º de janeiro de 2027. Nós estamos dentro do marco temporal, que é outubro a 31 de dezembro”, acrescentou.

A eleição anterior da Mesa Diretora, realizada em maio, reconduziu Wanderley ao comando da Câmara para o próximo biênio, mas acabou anulada pelo Supremo Tribunal Federal (STF), que considerou irregular a antecipação da votação.

Após a anulação, vereadores contrários ao presidente passaram a cobrar a realização de um novo pleito. O grupo apresentou à Justiça um pedido para obrigar Wanderley a convocar a votação em até 24 horas. A iniciativa recebeu apoio de 15 dos 23 parlamentares da Casa.

No início de outubro, o juiz Carlos Roberto Barros de Campos, da 3ª Vara Especializada da Fazenda Pública de Várzea Grande, determinou que o presidente prestasse esclarecimentos antes de decidir sobre o pedido de urgência. Na ocasião, o magistrado não concedeu nem negou a liminar.

Wanderley afirma que não existe, até o momento, determinação judicial obrigando a convocação imediata da eleição. A disputa sobre o calendário do pleito segue em análise, enquanto os vereadores aguardam uma definição sobre os próximos passos.



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