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Governo de MT avança no planejamento de ampliação do ensino técnico profissionalizante com oferta em 62 municípios

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A Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Inovação (Seciteci-MT) expandiu em 2025 a atuação das Escolas Técnicas Estaduais (ETECs) e planeja levar, em 2026, cursos de qualificação gratuitos a 62 municípios. A iniciativa prevê a continuidade da ampliação da oferta de cursos técnicos intercomplementares e subsequentes nas unidades escolares de Mato Grosso

A partir do ano passado, com 2 novas inaugurações, a Seciteci colocou pela primeira vez em pleno funcionamento as 17 ETECs de Mato Grosso. As capacitações ofertadas nas instituições contemplam os mais variados eixos tecnológicos, tendo como foco as demandas dos arranjos produtivos de cada região mato-grossense.

De acordo com o secretário de Ciência, Tecnologia e Inovação, Allan Kardec, a oferta de cursos foi pensada de forma estratégica para atender a demanda de profissionais qualificados em cada região. “O objetivo é que sejam formados profissionais que possam atuar diretamente no mercado de trabalho, por isso estudamos a demanda de cada região e oferecemos cursos que irão qualificar essas pessoas. Mato Grosso é um estado com muitas oportunidades e queremos formar pessoas qualificadas para aproveitá-las”, ressaltou.


As unidades estão localizadas em Água Boa, Alta Floresta, Barra do Garças, Cáceres, Campo Verde, Cuiabá, Diamantino, Juara, Lucas do Rio Verde, Matupá, Poxoréu, Primavera do Leste, Rondonópolis, Sinop, Sorriso, Tangará da Serra e Várzea Grande. Além disso, são ofertados cursos em municípios sem sede da Seciteci.

Em 2025, foram realizadas formações em 28 cidades mato-grossenses. A previsão para 2026 é que haja um aumento no menu de cursos, com 31 opções de capacitação técnica ofertadas pela Seciteci, três a mais do que o catálogo atual.

Para o superintendente de Educação Profissional e Tecnológica da Seciteci, Ederson Andrade, a partir dessa estratégia o Estado está se adequando ao novo Plano Nacional de Educação (PNE 2024–2034). “Seguindo as metas estabelecidas, o Governo do Estado consegue captar mais recursos pelo Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb), que ele mesmo, a partir daí, consegue manter”, explicou o superintendente.


Os cursos técnicos são oferecidos em duas modalidades, a concomitante intercomplementar, em parceria com escolas da Secretaria de Estado de Educação (Seduc), destinada a estudantes do ensino médio; e a subsequente, voltada para jovens a partir de 17 anos que cursam o 2º ano do ensino médio ou para aqueles que já concluíram essa etapa e buscam certificação técnica.

Ao longo do ano, 1.506 alunos se matricularam em cursos subsequentes. Para o próximo, a secretaria prevê 3.306 alunos na modalidade. Já no intercomplementar, foram 3.475. Para 2026, serão esperados 10.580, um aumento percentual de 204.46% a mais de matriculados na parceria entre Seciteci e Seduc.

“É fundamental termos essa expansão, porque se cria cada vez mais mão de obra qualificada atuando em todos os espaços e nichos mercadológicos que a gente tem. Criando assim condições melhores de trabalho e renda que garantem uma estrutura melhor para que as famílias tenham uma qualidade de vida mais digna e possam ascender”, completou Ederson.

Fonte: Governo MT – MT



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Estatuto da Criança e Adolescente Digital amplia proteção na internet para o público infantojuvenil

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A internet está cada vez mais presente na vida de crianças e adolescentes, mas também exige atenção diante dos riscos que surgem no ambiente virtual. Para explicar como a nova legislação busca enfrentar esses desafios, o juiz Israel Tibes Wense de Almeida Gomes, da Comarca de Brasnorte, participou do podcast Prosa Legal, da Rádio TJ, e falou sobre o Estatuto Digital da Criança e do Adolescente, conhecido como ECA Digital.

O magistrado explicou que a Lei nº 15.211/2025 não substitui o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), de 1990, mas atualiza a proteção integral para a realidade digital. “Assim como o ECA de 1990 sempre protegeu a criança na escola, na rua e dentro de casa, agora também busca protegê-la nas redes sociais, nos aplicativos, nos jogos eletrônicos e em todas as plataformas digitais”, afirmou.

Proteção e participação da família

Durante a entrevista, Israel Tibes destacou que cerca de 93% das crianças e adolescentes brasileiros entre 9 e 17 anos acessam a internet diariamente e que quase um terço deles já enfrentou alguma situação ofensiva, constrangedora ou incômoda no ambiente virtual. Para enfrentar esse cenário, a nova legislação prevê medidas como mecanismos mais seguros de verificação de idade, reforço da privacidade, combate à exposição de crianças a conteúdos inadequados, ações para reduzir o uso compulsivo de plataformas e jogos eletrônicos e a proibição das chamadas lootboxes (caixas de recompensa aleatórias) em jogos destinados ao público infantojuvenil.

O juiz também chamou atenção para os principais casos que chegam ao Poder Judiciário, como cyberbullying, crimes contra a dignidade sexual praticados pela internet, divulgação indevida de imagens e informações de adolescentes envolvidos em atos infracionais e exploração comercial da imagem de crianças nas redes sociais. Segundo ele, a produção de conteúdo monetizado por crianças, os chamados kidfluencers, passou a exigir autorização da Justiça da Infância e da Juventude.

Ao orientar pais e responsáveis, o magistrado ressaltou que a proteção começa dentro de casa. “Tecnologia não substitui a presença dos pais”, afirmou. Ele recomendou que as famílias acompanhem de forma ativa o que os filhos acessam, utilizem as ferramentas de supervisão parental disponíveis em celulares e aplicativos e mantenham diálogo constante sobre os riscos da internet, respeitando também a classificação indicativa de jogos e aplicativos.

Na conclusão da entrevista, Israel Tibes reforçou que qualquer suspeita de violência contra crianças e adolescentes, seja no ambiente virtual ou fora dele, deve ser comunicada ao Conselho Tutelar, à Vara da Infância e da Juventude, ao Ministério Público ou aos demais órgãos competentes. “A mensagem final que deixo é: proteção começa com atenção”, concluiu.

Autor: Roberta Penha

Fotografo:

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT



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