Política
MPE aponta que “milícia digital” influenciou na vitória de Flávia Moretti em Várzea Grande
Política
A prefeita de Várzea Grande, Flávia Moretti (PL), está enfrentando uma investigação na Justiça Eleitoral por suspeita de envolvimento em práticas ilegais durante a campanha eleitoral de 2024. O Ministério Público Eleitoral (MPE) considerou os fatos graves e mencionou jurisprudências que tratam dos episódios investigados como disseminação de fake news. O MPE solicitou a condenação da prefeita, podendo resultar na cassação de seu registro de candidatura.
A ação de Investigação Judicial Eleitoral (AIJE), movida pelos diretórios municipais do MDB e União Brasil, está sob segredo de justiça. As acusações incluem a utilização de “caixa 2” e a suposta criação de uma “milícia digital” para disseminar fake news contra seu adversário na época, o ex-prefeito Kalil Baracat (MDB), que foi derrotado nas eleições.
A prefeita é acusada de calúnia, injúria e difamação contra Baracat, supostamente utilizando meios de comunicação, incluindo internet e redes sociais, para espalhar informações falsas. A audiência de instrução e julgamento está marcada para o próximo dia 13 de março e contará com a presença de líderes locais do MDB e União Brasil.
Além das acusações de disseminação de fake news, também há investigação sobre possíveis irregularidades na prestação de contas da campanha, levantando suspeitas de caixa dois.
Política
Sérgio Ricardo detona ausência de conselheiros em sessão do TCE-MT: “Desrespeito ao povo e ao Tribunal”
Presidente da Corte demonstrou insatisfação com quórum reduzido; episódio ocorre em meio a divergências internas após exoneração de Waldir Teis de função na Escola Superior de Contas
O presidente do Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso (TCE-MT), conselheiro Sérgio Ricardo, criticou nesta terça-feira (22) a ausência de conselheiros durante sessão plenária da Corte. Ao demonstrar insatisfação com o quórum reduzido, ele classificou a situação como um “desrespeito ao povo e ao Tribunal de Contas”.
A sessão tinha em pauta processos, julgamentos e deliberações, mas foi realizada com número reduzido de integrantes. Segundo Sérgio Ricardo, a ausência de membros prejudica o andamento dos trabalhos e a análise de assuntos considerados importantes para a administração pública e para a população mato-grossense.
Durante a manifestação, o presidente informou que o conselheiro José Carlos Novelli participava da sessão por videoconferência, enquanto o conselheiro Campos Neto estava de licença.
Sérgio Ricardo também tem defendido maior aproximação entre o Tribunal e a sociedade. Em manifestação recente, afirmou que a população precisa conhecer os assuntos debatidos dentro do TCE-MT, principalmente aqueles que podem servir de orientação aos gestores públicos e resultar em melhorias para a sociedade.
Tensão interna
A cobrança feita durante a sessão ocorre em meio a divergências internas no Tribunal de Contas.
Na segunda-feira (21), Sérgio Ricardo exonerou o conselheiro Waldir Júlio Teis da função de supervisor da Escola Superior de Contas.
A decisão provocou reação dos conselheiros Antonio Joaquim, Guilherme Maluf e Alisson Carvalho, que divulgaram nota pública em solidariedade a Teis e manifestaram “grave preocupação institucional” com a medida.
No documento, os três conselheiros defenderam a reconsideração da decisão e afirmaram que a exoneração poderia transmitir uma mensagem negativa em relação à independência funcional dos integrantes da Corte.
Os conselheiros também sustentaram que medidas administrativas interpretadas como resposta a manifestações funcionais são “incompatíveis com o ambiente de independência e equilíbrio que deve reger esta Corte”.
O episódio amplia a exposição das divergências internas no TCE-MT justamente em um momento em que a presidência da instituição cobra maior participação dos membros nas sessões e reforça a importância do Tribunal no acompanhamento da administração pública estadual e municipal.
VEJA VÍDEO
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