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MPE aponta que “milícia digital” influenciou na vitória de Flávia Moretti em Várzea Grande

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A prefeita de Várzea Grande, Flávia Moretti (PL), está enfrentando uma investigação na Justiça Eleitoral por suspeita de envolvimento em práticas ilegais durante a campanha eleitoral de 2024. O Ministério Público Eleitoral (MPE) considerou os fatos graves e mencionou jurisprudências que tratam dos episódios investigados como disseminação de fake news. O MPE solicitou a condenação da prefeita, podendo resultar na cassação de seu registro de candidatura.

A ação de Investigação Judicial Eleitoral (AIJE), movida pelos diretórios municipais do MDB e União Brasil, está sob segredo de justiça. As acusações incluem a utilização de “caixa 2” e a suposta criação de uma “milícia digital” para disseminar fake news contra seu adversário na época, o ex-prefeito Kalil Baracat (MDB), que foi derrotado nas eleições.

A prefeita é acusada de calúnia, injúria e difamação contra Baracat, supostamente utilizando meios de comunicação, incluindo internet e redes sociais, para espalhar informações falsas. A audiência de instrução e julgamento está marcada para o próximo dia 13 de março e contará com a presença de líderes locais do MDB e União Brasil.

Além das acusações de disseminação de fake news, também há investigação sobre possíveis irregularidades na prestação de contas da campanha, levantando suspeitas de caixa dois.



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Projeto garante remarcação e desistência de passagens sem multa

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O Projeto de Lei 569/26 assegura ao consumidor, em viagens dentro do Brasil, o direito de remarcar ou desistir de passagens de transporte aéreo, rodoviário, ferroviário e aquaviário sem cobrança de taxas, multas ou penalidades.

Pela proposta em análise na Câmara dos Deputados, a remarcação poderá ser feita até 24 horas antes do embarque. O consumidor terá que pagar apenas a eventual diferença entre a tarifa comprada e a disponível no momento da troca.

Reembolso
Apresentado pelo deputado Alencar Santana (PT-SP), o texto também garante ao passageiro o direito de desistir da viagem até 72 horas antes do embarque, com restituição integral do valor pago. O reembolso deverá ser feito em até sete dias.

“O objetivo é assegurar maior equilíbrio nas relações de consumo no transporte de passageiros, garantindo direitos mínimos de remarcação e de desistência sem a imposição de taxas ou de penalidades abusivas”, disse o parlamentar.

Regras para empresas
O projeto proíbe as empresas de impor cláusulas que:

  • restrinjam o direito de remarcação;
  • cobrem taxa ou multa dentro do prazo legal;
  • condicionem a troca da passagem à compra de serviços adicionais não pedidos pelo consumidor.

Válido para todas as tarifas
A proposta também determina que os direitos valerão para todas as modalidades de tarifa, inclusive promocionais, e para passagens compradas em programas de fidelidade ou com outros benefícios concedidos pelo transportador.

O texto prevê ainda que cláusulas contratuais, regulamentos ou práticas comerciais que limitem esses direitos serão nulos.

Em caso de descumprimento, o infrator ficará sujeito às sanções previstas no Código de Defesa do Consumidor, como multa e até suspensão temporária de atividade.

Próximos passos
O projeto será analisado em caráter conclusivo pelas comissões de Viação e Transportes; de Defesa do Consumidor; e de Constituição e Justiça e de Cidadania. Para virar lei, terá de ser aprovado pela Câmara e pelo Senado.

Da Reportagem/RM
Edição – Natalia Doederlein



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