Mato Grosso
Sema avança cinco posições no ranking nacional de transparência ambiental
Mato Grosso
Da Redação.
A Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema-MT) subiu quatro posições no ranking de transparência ambiental do Ministério Público Federal. O estudo feito pelo órgão de controle avalia 47 informações prioritárias na área ambiental prestadas por 104 órgãos federais e estaduais. O Portal Transparência da Sema está entre os três melhores em relação à disponibilização de informações sobre pecuária, regularização ambiental e situação fundiária de unidades de conservação.
No ranking 2017/2018, o Estado ocupava a 14ª posição no ranking, passando para o nono lugar na avaliação feita para o período 2018/2019. De acordo com o chefe da Unidade Estratégica de Transparência e Geoinformação (UETG) da Sema, Gabriel Vitoreli, ao longo do último ano as ferramentas vêm sendo aprimoradas para melhorar a prestação de contas do órgão.
“Promovemos melhorias como a normatização do fluxo interno para abastecimento das informações, workshops e seminários para sensibilizar servidores sobre a importância da transparência e incremento nas informações disponibilizadas no navegador geográfico, como outorgas, áreas embargadas, declarações de limpeza de área, autorizações de desmate e exploração florestal”, enumera Vitoreli.
O geógrafo explica ainda que foi realizado um trabalho para dobrar o número de Estudos e Relatórios de Impacto Ambientais (EIA-Rima) disponíveis no site. Também foi implementado um novo gerenciador de conteúdo para dar mais agilidade na disponibilização das informações para ao público externo.
“Estamos nos esforçando para avançar na disponibilização das informações, exatamente por reconhecer a relevância da publicidade das informações para sociedade. Não apenas por ser obrigação legal, mas também porque somente com transparência podemos demonstrar a responsabilidade com que conduzimos as ações ambientais no Estado”, conclui a secretária de Estado de Meio Ambiente, Mauren Lazzaretti.
O Portal Transparência da Sema está disponível no endereço: http://portal.sema.mt.gov.br/transparencia.
Foto: Gcom-MT
Mato Grosso
Membros discutem aplicações da IA no Tribunal do Júri
Ferramentas capazes de resumir processos, organizar provas, elaborar apresentações e auxiliar na construção de teses para o Tribunal do Júri estiveram no centro dos debates do colóquio “IA no Júri”, realizado nesta sexta-feira (9) pelo Ministério Público de Mato Grosso (MPMT).O encontro reuniu membros do Ministério Público Brasileiro para compartilhar experiências sobre o uso da inteligência artificial como aliada da atuação ministerial, sem abrir mão da supervisão humana e dos cuidados éticos exigidos pela atividade.Promovido pelo Centro de Estudos e Aperfeiçoamento Funcional (Ceaf) – Escola Institucional do MPMT, em parceria com o Centro de Apoio Operacional (CAO) Júri e a Confraria do Júri, o evento teve como palestrante o promotor de Justiça Leoni Carvalho Neto, que apresentou aplicações práticas da inteligência artificial na atividade ministerial, especialmente na preparação de julgamentos perante o Tribunal do Júri.Na abertura, o coordenador do CAO Júri, promotor de Justiça César Danilo Ribeiro de Novais, ressaltou a importância do compartilhamento de conhecimento e destacou os ganhos de produtividade proporcionados pela tecnologia.Segundo o promotor de Justiça, a inteligência artificial tem reduzido significativamente o tempo necessário para a preparação dos casos. “Tenho reduzido de forma considerável o tempo de estudo e melhorado muito a qualidade dos meus júris”, afirmou.Ao longo da exposição, o promotor de Justiça Leoni Carvalho Neto demonstrou como diferentes plataformas podem ser utilizadas para analisar processos, organizar elementos probatórios, gerar apresentações para plenário, elaborar documentos e apoiar a construção de estratégias argumentativas. Para o palestrante, o avanço da tecnologia exige adaptação dos profissionais do Direito. “A inteligência artificial veio para ficar. Temos que nos adaptar”, destacou.O promotor também enfatizou que a utilização dessas ferramentas representa uma oportunidade para otimizar o trabalho dos membros do Ministério Público sem substituir a análise humana.“É um ganho imensurável de tempo, que é o nosso bem mais precioso”, observou. Ele ainda alertou sobre a necessidade de revisão constante dos conteúdos produzidos pelas plataformas. “Por mais confiável que a IA seja, sempre faço uma revisão do texto”, ressaltou.Durante o debate, também foram abordados aspectos relacionados à Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), à segurança das informações e aos limites éticos para o uso da inteligência artificial na atuação ministerial. A discussão reforçou a importância de que as ferramentas tecnológicas sejam empregadas como apoio ao trabalho jurídico, sempre sob supervisão dos membros do Ministério Público.
Fonte: Ministério Público MT – MT
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