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Atlético-MG vence Tombense e garante vaga na final do Campeonato Mineiro

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O Atlético-MG está classificado para a grande final do Campeonato Mineiro. Neste sábado, o Galo venceu o Tombense na Arena do Jacaré, em Sete Lagoas, por 2 a 0, e confirmou sua vaga na decisão estadual. Rony e Roger Carvalho (contra) marcaram os gols do jogo.

A equipe alvinegra já havia largado em vantagem na partida de ida, quando venceu por 2 a 0, com dois gols de Hulk. Com o resultado deste sábado, o placar agregado ficou de 4 a 0 para o Galo.

Rumo ao Hexa

Em busca do hexampeonato mineiro consecutivo, e consequentemente o 50° de sua história, o Atlético-MG enfrentará o América-MG na final da competição. Mais cedo, o Coelho eliminou o Cruzeiro nos pênaltis. A Federação Mineira de Futebol (FMF) ainda não definiu as datas da decisão.

O Jogo

Mesmo com a vantagem garantida, o Atlético-MG levou perigo ao gol do Tombense logo no início da partida. Cuello cruzou para Rony, que cabeceou firme, mas parou em grande defesa de Matheus Aurélio.

O Galo manteve a pressão e abriu o placar aos 18 minutos. Cuello encontrou ótimo passe para Rony, que dominou com liberdade na área e finalizou com categoria no canto de Matheus Aurélio. A bola ainda triscou na trave antes de morrer no fundo das redes.

O Atlético-MG chegou a ampliar o marcador aos 26, através de Gustavo Scarpa, mas o gol foi anulado por impedimento.

Segundo Tempo 

O Galo voltou ligado do intervalo e ampliou o marcador logo aos oito minutos da etapa final. Gustavo Scarpa cruzou para Arana, que tentou escorar de cabeça para Rony, mas viu Roger Carvalho mandar contra o próprio gol.

O Tombense teve a chance de diminuir a desvantagem aos 23 minutos, quando Junior Alonso cometeu um pênalti em Anderson Ligeiro. Ele mesmo cobrou a penalidade, mas Everson se esticou e fez uma bela defesa.

Repercussão

A vitória e a classificação para a final foram muito comemoradas pela torcida do Atlético-MG, que sonha com o hexacampeonato mineiro. O técnico e os jogadores destacaram a importância de manter o foco para a decisão contra o América-MG.

FICHA TÉCNICA

TOMBENSE 0 X 2 ATLÉTICO-MG

Local: Arena do Jacaré, em Sete Lagoas (MG)
Data: 22/02/2025
Horário: às 19h (de Brasília)
Árbitro: Murilo Francisco Misson Junior
Assistentes: Felipe Alan Costa de Oliveira e Celso Luiz da Silva
VAR: Michel Patrick Costa Guimarães
Cartões amarelos: Júlio Henrique, Mila e Roger Carvalho (Tombense); Junior Alonso, Alisson e Deyverson (Atlético-MG)
GOLS: Rony, aos 18′ do 1ºT (Atlético-MG); Roger Carvalho (gol contra), aos 8′ do 2ºT (Atlético-MG)

TOMBENSE: Matheus Aurélio; Júlio Henrique (Dorival), Mandovani, Roger Carvalho e Dudu Mandai; João Vítor (Tarcísio), Fabrício e Pedro Oliveira (Jupi); Jefferson Renan (Mila), João Pedro e Anderson Ligeiro (Cleiton). Técnico: Raul Cabral

ATLÉTICO-MG: Everson; Natanael, Lyanco, Junior Alonso e Guilherme Arana; Alan Franco, Gabriel Menino (Rubens) e Gustavo Scarpa (Igor Gomes); Cuello (Deyverson), Rony (Bernard) e Hulk (Alisson). Técnico: Cuca

Fonte: Esportes



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Quando perder músculo também ameaça o cérebro

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Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.

Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.

Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.

Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.

O que a ciência mostra :

 

Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.

Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.

Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.

Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.

Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?

 

Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.

Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.

O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.

Por que o músculo influencia a saúde cerebral?

A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.

A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.

Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.

Como enfrentar cientificamente esse problema ?

 

O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.

O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.

A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.

Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.

Envelhecer bem ,exige preservar força

A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.

Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.

Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.

 

Saúde não é sorte. É rotina.

Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308
Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.

Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.



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