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Em reunião com Abílio, Wellington Fagundes crítica Governo Federal por não liberar emendas 

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No encontro da bancada federal com o prefeito de Cuiabá, Abílio Brunini (PL), o senador Wellington Fagundes (PL) reafirmou seu compromisso com o desenvolvimento de Cuiabá e destacou a importância da destinação de emendas parlamentares para investimentos em áreas como infraestrutura e saúde na capital.

A reunião foi nesta segunda-feira (17), no Palácio Alencastro, quando o senador afirmou que já tem mais de R$ 40 milhões em emendas alocadas para a capital, porém a burocracia administrativa tem travado a liberação dos recursos.

“Há recursos travados há três anos que não são liberados, às vezes, por um simples documento. Outro problema que os parlamentares enfrentam é na execução das emendas, que não têm informação suficiente, além de muitas obras que não têm prestação de contas”, explicou Fagundes.

Wellington Fagundes também reafirmou seu compromisso com a destinação de uma emenda para a construção da Casa dos Autistas.

“Na primeira visita que fiz ao prefeito Abílio, em janeiro deste ano, firmamos esse compromisso. Vamos trabalhar para que esse sonho se torne realidade”, afirmou.

Fagundes lembrou durante reunião com a bancada federal, que sempre trabalhou pela capital de Mato Grosso, destinando emendas que contribuíram para a construção de grandes obras, como a ponte Sérgio Motta, que liga Cuiabá a Várzea Grande, a revitalização da orla do porto e a reforma completa do mercado municipal do porto. Na ocasião, ressaltou a necessidade do  prefeito Abílio elaborar um projeto de desenvolvimento sustentável para a capital, considerando a baixada cuiabana.

“Eu sei que não é fácil, mas também sei que temos o consórcio do vale do rio Cuiabá, que envolve os municípios da baixada e pode contribuir nessa construção, com o objetivo de destinar recursos para o desenvolvimento de toda essa região, que é essencial para o estado”, destacou.

Wellington questionou o governo federal pelo não cumprimento de acordos relacionados às emendas orçamentárias. Após a aprovação da reforma tributária no final do ano passado, o presidente Lula havia prometido destinar recursos aos parlamentares, mas posteriormente anulou a medida, gerando frustração na base aliada.

“Os municípios não podem mais esperar! Muitos já começaram o ano no vermelho e o governo federal precisa urgente destravar as emendas para que os gestores comecem a executar seus planos.  E eu, como vice-presidente da Frente Parlamentar Municipalista, vou cobrar até o último minuto”, conclui o senador.



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Senado aprova MP do financiamento de veículos para motoristas de aplicativo e taxistas

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O Plenário do Senado aprovou nesta terça-feira (1º) a medida provisória que destina recursos para o financiamento de veículos a motoristas de transporte privado de passageiros — incluindo motoristas de aplicativo (motos ou carros), taxistas, cooperativas de taxistas e profissionais de transporte escolar.

A medida provisória (MP 1.366/2026) aprovada pelos senadores mantém a redação que passou ontem na Câmara dos Deputados. A única mudança é uma emenda de redação feita pelo relator da matéria, senador Giordano (Podemos-SP). Agora o texto segue para a sanção da Presidência da República.

Durante a tramitação na Câmara, o texto incorporou dispositivos de outra medida provisória, a MP 1.359/2026, que destina até R$ 30 bilhões para o financiamento da compra de veículos novos que respeitem critérios de sustentabilidade ambiental, social e econômica. O prazo de validade da MP 1.359/2026 termina no próximo dia 15.

A emenda de redação de Giordano fez com que o texto fizesse referência explícita à MP 1.359/2026.

Outra mudança feita na Câmara é a permissão para o financiamento de infraestrutura, equipamentos e renovação da frota do transporte urbano de passageiros ou cargas. O foco principal do governo ao editar a MP 1.366/2026 era a concessão de empréstimos para a compra de motos e motocicletas por entregadores de aplicativo.

A versão aprovada pelos deputados federais também incluiu novas regras para o Fundo de Investimento em Infraestrutura Social (Fiis), além de incorporar medidas relacionadas ao transporte escolar, à acessibilidade, à transparência e às áreas de trânsito, habitação e indústria de baterias.

Pagamento flexível

A Câmara também incluiu na MP 1.366/2026 a autorização para que os bancos adotem um sistema de pagamento flexível para as operações. Essa regra permite a cobrança de parcelas com valores diferentes no início e no final do financiamento, com o objetivo de facilitar o acesso ao crédito pelos trabalhadores.

O acesso à linha de crédito fica limitado a um veículo por motorista de transporte privado ou taxista e, no caso das cooperativas, a um veículo por cooperado. O texto também permite o financiamento do seguro do veículo e do seguro prestamista, desde que sejam contratados com o bem financiado.

Além disso, o texto permite o uso da linha de crédito para custear a adaptação de veículos para motoristas com deficiência e para a adaptação de táxis ao transporte de passageiros em cadeiras de rodas.

A medida provisória também trata do financiamento de itens de segurança para mulheres motoristas. Nesse sentido, atribui ao Conselho Monetário Nacional (CMN) a competência para estabelecer taxas, prazos e carências com condições diferenciadas para mulheres.

Agentes financeiros

O texto determina que as linhas financiadas com recursos do Fundo de Investimento em Infraestrutura Social (Fiis) terão como agentes financeiros o BNDES, o Banco do Brasil e a Caixa Econômica Federal. Essas instituições poderão habilitar outros agentes financeiros, públicos ou privados, desde que eles assumam os riscos das operações.

As linhas financiadas com recursos do Fiis terão como agentes financeiros o BNDES, o Banco do Brasil e a Caixa Econômica Federal. Essas instituições poderão habilitar outros agentes financeiros, públicos ou privados, desde que eles assumam os riscos das operações.

Durante a tramitação na Câmara, foi retirado do texto a referência explícita às fintechs, mas não foi proibida a participação dessas empresas como agentes habilitados.

Para aderir, os beneficiários deverão autorizar o compartilhamento das informações necessárias à verificação dos critérios de elegibilidade. No caso dos profissionais vinculados a aplicativos, as plataformas digitais serão responsáveis por fornecer os dados.

Transparência

O texto autoriza o uso de recursos do Fiis para financiar a renovação de frota e investimentos relacionados ao transporte urbano. Para reduzir os riscos das operações e ampliar a oferta de crédito, o arranjo prevê a cobertura de garantia do Fundo Garantidor de Operações (FGO) e do Fundo Garantidor para Investimentos (FGI).

Pelo texto, os bancos divulgarão dados abertos com o número de operações, valores contratados, taxas praticadas e inadimplência, em observância à Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD). O comitê gestor do Fiss deverá encaminhar ao Congresso Nacional um relatório anual de avaliação de impacto social, econômico e ambiental.

Com informações da Agência Câmara de Notícias

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado



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