Cidades
Em comissão da Câmara, secretária de Saúde apresenta diagnóstico sobre unidades básicas de Cuiabá
Cidades
17/02/2025
Em comissão da Câmara, secretária de Saúde apresenta diagnóstico sobre unidades básicas de Cuiabá
SECOM – Câmara Municipal de Cuiabá
Durante a reunião da Comissão de Saúde, nesta terça-feira (17), a secretária Lúcia Helena Barboza Sampaio respondeu perguntas sobre obras e reformas paralisadas nas Unidades Básicas (UBS) da capital. Os vereadores também queriam informações sobre uma possível reabertura das antigas Policlínicas, que foram fechadas na gestão anterior.
Reforma das UBSs
De acordo com dados da própria secretaria, 23 UBSs, quatro Centros de Atenção Psicossocial (CAPs) e duas Unidades de Acolhimento Adulto e Infanto-Juvenil (UAA) estão com obras suspensas e necessitam de reforma.
Lúcia Helena explicou que o contrato com as empresas licitadas para a execução das obras foi encerrado após o vencimento do prazo de cinco anos e não foi renovado. Com isso, uma nova licitação terá de ser realizada para a contratação de novas empresas.
A secretária garantiu que as reformas vão continuar com os recursos disponíveis em caixa na Prefeitura, destinados à conclusão dessas obras.
“Na gestão pública, fazemos um contrato com a empresa para uma reforma e temos um prazo de contrato, podendo ser reformulado. Esse prazo expirou. Não podemos mais utilizar os contratos que tínhamos para continuar com essas reformas. Por isso, elas foram interrompidas. Para retomarmos essas reformas, teremos que fazer uma nova licitação. A forma mais rápida é utilizarmos as atas já existentes para reforma. O planejamento permanece e vamos finalizá-las. A esperança é que aquilo que já estava pactuado e tem recurso sobrando, nós vamos finalizar”, destacou a secretária.
E as Policlínicas?
Com o financiamento do município, a secretária foi questionada sobre o fim das policlínicas na cidade.
“O Sistema Único de Saúde (SUS) não contempla mais as policlínicas são Unidades de Pronto Atendimento (UPA) ou UBS. Devemos transformar os espaços em algo útil à população, talvez um centro de especialidades ou um ambulatório enfim, iremos verificar as possibilidades”, finalizou.
Unidades de Saúde com obras e reformas interrompidas:
UBS Real Parque, UBS Jardim Umuarama II, UBS Morada dos Nobres, UBS Francisco Loureira Borba, UBS Residencial Nilze Paes Barreto, UBS CPA IV – 3ª etapa, UBS Ouro Fino e UBS São João Del Rey estão pactuadas com o governo federal.
UBS Jardim Passaredo está com a construção finalizada, mas precisa ser mobiliada e equipada.
Unidade de Acolhimento de adultos
CAPs Centro América está sem repactuação com o governo federal.
Unidade de Acolhimento infanto-juvenil
CAPs Verdão e CAPs Adolescer estão em repactuação com o Ministério Público.
CAPs Cidade Verde, UBS Pedra 90 3 e 4, UBS Pedregal, Policlínica do Planalto e Policlínica do Coxipó estão pactuadas com o governo federal.
UBSs Residencial Coxipó 1 e 2, UBS Residencial Coxipó 3, UBSs Jardim Industrial 1 e 2, Comunidade Barreiro Branco, UBSs Baú e Lixeira, UBS Jardim Leblon, UBS Santa Amália e Jardim Araçá, UBS Novo Horizonte, UBS Tijucal, UBS Parque Atalaia 1 e 2, UBS Pico do Amor e UBS Três Barras estão em funcionamento, mas precisam de reforma.
Fonte: Câmara de Cuiabá – MT
Cidades
Várzea Grande registra 4.953 faltas a consultas e atendimentos no SUS em seis meses
Dados da Atenção Primária mostram que absenteísmo é maior no período da manhã e entre jovens de 20 a 29 anos e a USF Água Limpa lidera número de ausências
Você já ouviu falar em absenteísmo? Essa palavra, pouco conhecida, significa muito e impacta nos custos operacionais e sobre a ineficiência na gestão pública do Sistema Único de Saúde (SUS). Absenteísmo refere-se ao não comparecimento de pacientes a consultas, exames ou procedimentos médicos previamente agendados nas unidades de saúde, sem aviso prévio. E nesse contexto, Várzea Grande contabiliza 4.953 faltas de pacientes a consultas e procedimentos agendados na rede básica de saúde entre os dias 1º de março e 31 de agosto de 2026.
O número consta do Relatório Gerencial de Absenteísmo do sistema e-SUS APS, do Ministério da Saúde, obtido junto à Secretaria Municipal de Saúde. O dado representa vagas desperdiçadas, tempo ocioso de profissionais e maior tempo de espera para quem está na fila e até mesmo a descontinuidade de tratamentos e acompanhamentos.
Como explica o coordenador da Atenção Primária de Várzea Grande, Marcílio Leite da Conceição Neto, o levantamento aponta que o absenteísmo é significativamente maior no período da manhã. Foram 3.136 faltas pela manhã, o que representa 63% do total, contra 1.815 à tarde e apenas 4 à noite. “Essa concentração no turno da manhã sugere dificuldade dos pacientes em conciliar o atendimento com a rotina de trabalho e com o transporte público”, avalia o técnico.
TRÊS UNIDADES CONCENTRAM QUASE 40% DAS AUSÊNCIAS – Das 29 unidades que registraram faltas no período, três concentram o maior volume. A USF Água Limpa – Laurentino Paulo de Cerqueira – lidera o ranking com 758 faltas. Na sequência aparecem a USF São Matheus II – Vereador João Avelino Bulhões – com 605 e a USF Manaíra – Margarida Tavares Pereira – com 511.Somadas, as três unidades responderam por 1.874 ausências, o equivalente a 37,8% de todas as faltas da rede no semestre.
Outras unidades com índice elevado foram a USF Jardim União – Aurília Sales Curvo -, com 381, e a USF Unipark – Manoel Bernardo de Barros – com 346.
JOVENS SÃO OS QUE MAIS FALTAM – O relatório quebra a ideia de que os idosos seriam os que mais faltam. O maior índice de absenteísmo está entre jovens e adultos em idade produtiva.
A faixa etária de 25 a 29 anos lidera com 376 faltas, seguida por 20 a 24 anos, com 369, 30 a 34 anos, com 362, e 15 a 19 anos, com 355.Somadas, as faixas de 15 a 34 anos respondem por 1.462 faltas, ou 29,5% do total geral.
Entre crianças com menos de 1 ano foram 235 faltas e entre idosos com 80 anos ou mais, 104.
SERVIÇO – O QUE FAZER SE NÃO PUDER IR – O secretário municipal de Saúde, Michael Alves, explica que as ausências geram impactos em todo o sistema público. A ociosidade é o principal impacto, pois, existem pacientes aguardando por atendimento, enquanto outros conseguem a vaga, mas não comparecem. Situação que se agrava em casos de consultas ou exames de especialidades médicas de média e alta complexidade. “Para além disso, há o fator descontinuidade do cuidado médico. Essa interrupção pode agravar doenças, levando o usuário a buscar a automedicação ou lotar serviços de urgência e emergência.
A Secretaria Municipal de Saúde orienta que o paciente que não puder comparecer à consulta agendada avise a unidade com pelo menos 24 horas de antecedência. Com o aviso, a equipe consegue repassar a vaga para outro paciente que está na lista de espera ou mesmo que está presencialmente na unidade à espera de um encaixe. O contato pode ser feito diretamente na USF de referência ou por meio do agente comunitário de saúde da área.
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