Mato Grosso
Seciteci forma 34 técnicos em Enfermagem em Alta Floresta
Mato Grosso
A Secretária de Ciência, Tecnologia e Inovação (Seciteci) realizou, na noite desta quinta-feira (13.02), a cerimônia de formatura de 34 técnicos em Enfermagem. A solenidade foi realizada na Escola Técnica Estadual de Alta Floresta (ETEC), onde o curso foi ofertado.
A cerimônia contou com a presença de familiares e amigos dos formandos, a equipe da ETEC e todos os professores que ministraram as aulas para a turma desde 2022. Os docentes receberam uma homenagem pelo trabalho prestado.
O diretor da Escola Técnica Estadual de Alta Floresta, Miguel Júlio Lorin, ressaltou a importância do curso para Alta Floresta. “A nossa região está se desenvolvendo. O município está construindo o Hospital Regional, o que tem aumentado muito a demanda por mão de obra nesta área. Além disso, tivemos alunos de outros municípios, como Carlinda e Paranaíta, que agora também já estão inseridos no mercado de trabalho”, afirmou Miguel.
O formando Alan Douglas Rodrigues celebrou a conclusão do curso após três anos de formação. “Hoje é um dia muito especial. Estamos concluindo essa fase e entrando no mercado de trabalho. É um motivo de muita alegria para todos nós alunos. É um sentimento de realização e gratidão à escola por todo apoio que nos fez chegar aqui”, contou.
Escolas Técnicas Estaduais
Por meio das 17 ETECs administradas pela Seciteci, o Estado tem oferecido cursos técnicos na modalidade concomitante intercomplementar com o Ensino Médio para jovens matriculados em escolas parceiras, assim como cursos na modalidade concomitante para jovens de 17 anos ou mais que estejam cursando a partir do 2º ano do Ensino Médio em qualquer instituição de ensino, além da modalidade subsequente para jovens e adultos que já tenham concluído o Ensino Médio, mas que desejam obter uma certificação técnica.
Os cursos oferecidos pelas ETECs são estrategicamente pensados para atender os arranjos produtivos de cada região mato-grossense. Em Alta Floresta, o foco é voltado ao bioma amazônico, como cursos técnicos em Agroindústria, Agricultura, Agroecologia, Agronegócio e Agropecuária, além de cursos técnicos de interesse da economia regional, tais como Técnico em Enfermagem, Análises Clínicas, dentre outros.
*Com supervisão de Téo Meneses.
Fonte: Governo MT – MT
Mato Grosso
Evento debate segurança jurídica na era da inteligência artificial
O Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) realizou, na manhã desta quarta-feira (21), o webinar “Sistema de Justiça na Era da Inteligência Artificial”, reunindo especialistas para discutir os desafios, riscos e oportunidades trazidos pelas novas tecnologias para as instituições públicas e para a garantia dos direitos fundamentais. O evento foi transmitido de forma virtual e contou com a participação de membros, servidores, estagiários, residentes, colaboradores do Ministério Público e público externo. Na abertura, o procurador de Justiça José Antônio Borges Pereira destacou a importância de promover o debate sobre inteligência artificial sob a perspectiva dos direitos humanos e do acesso à Justiça. Ele ressaltou a relevância da participação do especialista Ronaldo Lemos no encontro. “Pensando nessa situação da inteligência artificial e dos direitos humanos, pensamos em trazê-lo para esse debate tão importante dessa discussão do acesso à Justiça e da forma que vai ocorrer e já está ocorrendo com essas transformações”, afirmou. A palestra principal foi ministrada pelo advogado e especialista em tecnologia Ronaldo Lemos, que apresentou um panorama sobre a rápida expansão da inteligência artificial no mundo, seus impactos no setor público e privado e os desafios regulatórios enfrentados pelos países. Durante a exposição, ele defendeu que o desenvolvimento e a utilização da tecnologia devem ocorrer com responsabilidade e supervisão humana.“O humano precisa ter uma centralidade, ele precisa assinar e se responsabilizar com relação a qualquer criação, inclusive aquelas que são assistidas por IA. Os sistemas de IA precisam ser auditáveis e precisam ser contestáveis”, enfatizou o palestrante. Ronaldo Lemos também alertou para a necessidade de o poder público preservar sua autonomia tecnológica e evitar dependência excessiva de fornecedores externos. Segundo ele, a expansão da inteligência artificial no Sistema de Justiça deve ocorrer com transparência, mecanismos de controle e respeito às garantias fundamentais. “A infraestrutura que a gente usa para exercer as nossas tarefas no serviço público precisa ser controlada por quem usa. Não dá para a gente ficar dependente de tecnologias que vêm 100% de fora”, observou. Na sequência, o promotor de Justiça Daniel Carvalho Mariano, integrante do Comitê Estratégico de Tecnologia da Informação e do Laboratório de Inovação do MPMT, participou do debate e abordou os desafios da implementação responsável da inteligência artificial no setor público. Para ele, é necessário investir na capacitação dos usuários e estabelecer uma cultura institucional voltada ao uso adequado dessas ferramentas.“O usuário final precisa ter o mínimo de conhecimento e aplicar as regras. Podemos entrar em todas as outras questões, mas se o usuário final não tem o mínimo de conhecimento, não adianta apenas teorizar”, ponderou. Daniel Carvalho Mariano também reforçou a importância da supervisão humana sobre os sistemas inteligentes e da transparência nos processos de treinamento dos algoritmos. Segundo o promotor, a inteligência artificial deve atuar como ferramenta de apoio, sem substituir a análise crítica e a responsabilidade dos profissionais que atuam no Sistema de Justiça. Ao longo do webinar, foram debatidos temas como eficiência e celeridade proporcionadas pelas novas tecnologias, proteção de dados pessoais, ética, transparência, segurança jurídica, riscos da automação excessiva e mecanismos de governança para o uso responsável da inteligência artificial. Os participantes também discutiram experiências nacionais e internacionais relacionadas à aplicação dessas ferramentas em tribunais, órgãos de controle e instituições públicas. O webinar “Sistema de Justiça na Era da Inteligência Artificial” foi realizado pela Procuradoria de Justiça Especializada na Defesa da Cidadania, Consumidor, Direitos Humanos, Minorias, Segurança Alimentar e Estado Laico, por meio do Centro de Estudos e Aperfeiçoamento Funcional (Ceaf) – Escola Institucional do Ministério Público do Estado de Mato Grosso.
Fonte: Ministério Público MT – MT
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