Polícia
Investigador e escrivã recebem equipamento de mobilidade em projeto da Polícia Civil
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Em um momento de emoção e com um olhar diferente em relação à valorização do servidor público, a Polícia Civil de Mato Grosso entregou na manhã desta quinta-feira (13.02), duas cadeiras elétricas adaptadas, que atenderão dois policiais portadores de necessidades especiais. As cadeiras foram adquiridas, por meio de recurso da Polícia Civil, com base em projeto desenvolvido pela Coordenadoria de Gestão de Pessoas (CGP), dentro do Programa de Valorização Profissional.
A entrega da cadeira motorizada scooter elétrica para a escrivã de polícia Silvani de Almeida, e da cadeira de rodas Freedom Stand up motorizada para o investigador Sidney Ribeiro dos Santos, foi feita pela delegada-geral, Daniela Maidel, no auditório da Delegacia Especializada de Roubos e Furtos de Veículos (Derfva). O evento contou com a presença de diretores da Polícia Civil, servidores da Coordenadoria de Gestão de Pessoas e servidores da unidade policial.
O projeto desenvolvido pela CGP buscou oferecer melhores condições de trabalho para os servidores desenvolverem suas atividades, uma vez que Silvani atua como chefe de cartório central da Delegacia Especializada de Repressão a Roubos e Furtos de Veículos Automotores (DERFVA) e Sidney, atualmente cedido ao Ministério Público, no Núcleo de Investigação do Grupo de Atuação de Combate ao Crime Organizado (Gaeco).
A servidora Silvani tem dificuldade em se deslocar pela unidade policial devido à deficiência que possui em uma das pernas, o que lhe traz grandes dores. Já o policial Sidney ficou com sequelas, desde 2017, após uma operação policial de resgate a uma empresária sequestrada em Cuiabá, quando foi alvejado por arma de fogo na cabeça. O projétil atingiu a medula óssea e ele faz fisioterapia até os dias de hoje.
Na abertura do evento, a delegada-geral destacou que quando se fala de valorização de policiais, imediatamente já se pensa em armas, viaturas, coletes e tecnologia, porém, também é necessário prestar atenção no bem mais valioso da instituição, que são os servidores.
“Para sermos uma instituição cada vez mais forte precisamos aprender a cuidar uns dos outros. Em 2021, a Gestão de Pessoas alertou sobre as necessidades da Silvani e do Sidney e também da Polícia Civil ter esse olhar diferente. Foram muitas dificuldades para alcançar essa conquista, mas somos Polícia Civil e não desistimos. Vocês são servidores que se superam todos os dias e são destaque no trabalho que desenvolvem, sendo um exemplo de inspiração para a Polícia Civil”, disse a delegada Daniela Maidel.
Refletindo a gratidão pela instituição, Sidney ressaltou que o equipamento recebido não é apenas uma cadeira, mas um instrumento que vai dar a ele mobilidade, direito de ir e vir e condições melhores de qualidade de vida, além de auxiliar na evolução do seu tratamento, permitindo que ele fique em pé e trabalhe as pernas.
“Sem esse equipamento eu fico preso, não consigo trabalhar, não consigo ter lazer. É um momento muito importante, que eu não lembro na Polícia Civil dessa valorização e olhar diferenciado para o servidor. Então eu gostaria de agradecer a todos que participaram desse projeto e nos deram a possibilidade de ter um equipamento, que será um grande diferencial em nossas vidas”, destacou.
Muito emocionada, Silvani ressaltou a felicidade em receber a cadeira motorizada que vai fazer grande diferença no seu dia de trabalho. “Esse era o meu maior sonho, receber esse instrumento para eu me locomover melhor dentro da delegacia e me dedicar ainda mais ao meu trabalho e a minha instituição que eu tanto amo. Sou muito grata a todas as pessoas envolvidas, que desde de 2021 estão lutando para que eu realizasse esse sonho”, afirmou.
A investigadora da CGP, Viviane Moraes, que participou ativamente do projeto de aquisição dos equipamentos, afirmou que todo empenho e luta da equipe da Gestão de Pessoas para alcançar a conquista valeu a pena.
“É uma conquista da instituição oferecer aos nossos servidores a dignidade de trabalhar com segurança e respeito. A Diretoria reconheceu as limitações dos colegas e se empenhou em amenizar um pouco a diferença e continuar os trabalhos com dignidade no comprometimento da mobilidade dos servidores. Isso demonstra que estamos no caminho certo para uma Polícia cada vez mais forte, determinada e humana”, disse Viviane.
Fonte: Policia Civil MT – MT
Polícia
Dia Nacional da MPB resgata história de resistência e inovação da música brasileira
O Brasil celebra, neste sábado, o Dia Nacional da Música Popular Brasileira, instituído por meio da lei federal 12.624, de 2012. A data escolhida, 17 de outubro, é em alusão ao nascimento da compositora e Chiquinha Gonzaga, mulher vanguardista que, em 1899 compôs a canção que conhecemos como primeira marchinha: Ô, Abre Alas.
A MPB, que conhecemos como gênero musical, não é filha diretamente da produção de marchinhas ou choros, grandes composições de Chiquinha Gonzaga. Nasceu em meados da década de 1960, como evolução da bossa nova. O grande marco é a música Arrastão, com letra de Vinicius de Moraes e música de Edu Lobo, composta em 1965 e vencedora do 1º Festival da Música Popular Brasileira da TV Excelsior, na voz de Elis Regina.
Quem conta à Rádio Assembleia o contexto do surgimento da MPB é a professora Doutora do curso de Música da UFMT, Teresinha Prada.
E o diferencial desse gênero que surge pós bossa nova era propor experimentações de misturas de sonoridade que demonstram a pluralidade cultural brasileira. Buscava também o pertencimento nacional, privilegiando o violão, em detrimento da guitarra elétrica. Que também não ficou fora da MPB por muito tempo, pois foi incorporada ao gênero musical pelos tropicalistas, como Gilberto Gil e Caetano Veloso.
O surgimento da MPB, durante a ditadura militar brasileira, também é uma resposta poética e de contestação ao regime.
Dessa maneira, a sigla MPB passa a incorporar literalmente toda produção musical popular no Brasil, sendo reconhecida por artistas como Chico Buarque, Nara Leão e Geraldo Vandré, que privilegiam o violão, incorpora o choro e o samba, que são gêneros musicais anteriores à MPB, agrega mais instrumentos sonoros e abraça nomes como Rita Lee, Clara Nunes, Alceu Valença, Djavan, Tim Maia, Belchior e tantos outros, que experimentam o rock, o samba de terreiro, o baião, o soul e toda a riqueza cultural brasileira.
Para Karola Nunes, fazer MPB em Mato Grosso também é um ato de resistência
Foto: Helder Faria
Mato Grosso também contribui para a produção da Música Popular Brasileira, trazendo as identidades próprias do Estado, adicionando regionalismos e compondo a grande diversidade sonora do país, que chamamos de brasilidades.
Amor e Casa é um dos lançamentos mais recentes da cantora e compositora mato-grossense Lorena Ly, que também conversou com a Rádio Assembleia e destaca elementos regionais na composição de sua música.
Karola Nunes é também um dos grandes nomes da MPB produzida em Mato Grosso, seja na carreira solo, seja em grupos e bandas, como o grupo de samba Sasminina e a banda Calorosa.
Ao som de Malemá Tentiano, da Banda Calorosa, convidamos você, ouvinte da Rádio Assembleia, para continuar sintonizado, que aqui você vai ouvir a grande diversidade da MPB e o melhor da música mato-grossense.
Priscila Mendes, para a Rádio Assembleia
Fonte: ALMT – MT
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