em flagrante

Força Tática apreende cerca de 600 kg de drogas avaliados em R$ 14,2 milhões

Na ação, um homem foi preso em flagrante por tráfico ilícito de drogas. O suspeito já possui passagem criminal por lesão corporal

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Polícia

Foto: PM-MT

Nesta segunda-feira (27), Policiais militares da Força Tática do 7º Comando Regional apreenderam 13 sacos com cerca de 600 kg de cocaína, no município de Campo Novo do Parecis. A carga gerou um prejuízo estimado em R$ 14,2 milhões às facções criminosas. Na ação, um homem foi preso em flagrante por tráfico ilícito de drogas. O suspeito já possui passagem criminal por lesão corporal.

Durante a Operação Tolerância Zero contra facções criminosas, uma equipe da Força Tática foi acionada por equipes da Agência Regional de Inteligência sobre um carregamento de entorpecentes próximo à Aldeia Salto da Mulher.

De acordo com o trabalho investigativo, um avião havia descarregado a carga e criminosos estavam se deslocando para o local com a intenção de recuperá-la.

Diante das informações, os policiais militares intensificaram o policiamento na região e se depararam com duas caminhonetes modelo Triton. Ao tentar realizar a abordagem, os ocupantes fugiram para a mata, mas um deles foi abordado e detido em flagrante. 

No veículo apreendido, foi encontrado um dispositivo Starlink utilizado para rastrear o carregamento. Também foram localizados cinco celulares. À PM, o indivíduo revelou que havia recebido R$ 5 mil para buscar a droga e receberia o mesmo valor pela entrega, totalizando R$ 10 mil. O destino não foi revelado.

Em buscas pelo local, os policiais militares encontraram 13 sacos com cerca de 600 quilos de cocaína, espalhados pela mata. Os policiais militares mantêm buscas pelo segundo suspeito.

O homem, o veículo e o entorpecente apreendido foram conduzidos à cidade de Tangará da Serra para registro do boletim de ocorrência. Em seguida ele deve seguir para a Polícia Federal em Cuiabá.

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Chico Guarnieri é o 5º candidato mais multado do país por desmatamento

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O deputado estadual Chico Guarnieri (PSDB), que busca a reeleição este ano, aparece como o quinto candidato mais multado do Brasil por infrações ambientais desde 2023, segundo levantamento realizado pela Agência Tatu em parceria com o Intercept Brasil. A pesquisa identificou 49 candidatos de 15 partidos que, juntos, acumulam R$ 15,5 milhões em multas aplicadas pelo Ibama.

De acordo com o levantamento, Guarnieri recebeu uma autuação de R$ 970 mil por suposto desmatamento de 194 hectares sem autorização em uma propriedade localizada em Barra do Bugres, na região Médio-Norte de Mato Grosso. A área está inserida no bioma Amazônia.

Com o valor, o parlamentar tucano ocupa a quinta posição no ranking nacional de candidatos com maiores autuações ambientais. O levantamento também aponta que o PL concentra o maior número de nomes na lista: 13 candidatos do partido somam aproximadamente R$ 6 milhões em multas ambientais nos últimos três anos.

Defesa contesta autuação

A defesa de Chico Guarnieri, no entanto, questiona administrativamente a autuação do Ibama e contesta a dimensão da área apontada pelo órgão ambiental.

Segundo os advogados, durante a fiscalização teriam sido identificados apenas cerca de nove hectares dentro de área de preservação, número significativamente inferior aos 194 hectares considerados na autuação.

A defesa também sustenta que, posteriormente, a propriedade teve o Cadastro Ambiental Rural (CAR) validado pela Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema), sem registro de passivo ambiental.

O episódio ganha peso político em meio à campanha eleitoral de 2026. Guarnieri tenta renovar o mandato na Assembleia Legislativa e, no início desta semana, ganhou um importante aceno político ao receber o apoio público do senador Flávio Bolsonaro, durante visita do presidenciável a Campo Novo do Parecis.

A situação, portanto, coloca o candidato tucano em uma posição de atenção justamente em um momento de disputa eleitoral, ao mesmo tempo em que sua defesa busca reverter administrativamente a penalidade aplicada pelo órgão ambiental.

Até o momento, trata-se de uma autuação administrativa contestada pela defesa, e não de uma condenação definitiva por crime ambiental.



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