Matupá - MT
Ponto de distribuição de drogas é desarticulado em ação conjunta em Matupá
Monitorando o endereço, os policiais visualizaram o suspeito, que fugiu para uma área de mata ao notar a presença das equipes.
Polícia
Ponto de distribuição de entorpecentes em Matupá foi desarticulado durante ação conjunta entre a Polícia Civil e a Polícia Militar. As equipes apreenderam diversas porções de maconha, pasta base e cocaína, além de apetrechos relacionados ao tráfico.
Uma mulher de 55 anos foi presa em flagrante, enquanto um jovem de 22 anos, apontado como responsável pelo local, entrou em confronto com os policiais e acabou sendo atingido, não resistindo aos ferimentos.
As diligências iniciaram após troca de informações entre a Agência Regional de Inteligência do 15º Comando Regional da PM e a Delegacia de Matupá, que identificaram um integrante de facção criminosa encarregado de guardar entorpecentes para posterior distribuição em pontos de venda. Havia ainda a suspeita de que ele portava uma arma de fogo devido a ameaças e desafetos.
Monitorando o endereço, os policiais visualizaram o suspeito, que fugiu para uma área de mata ao notar a presença das equipes. Durante a busca, ele teria sacado uma arma e apontado em direção aos agentes, dando início ao confronto em que foi baleado. De imediato, os policiais o socorreram e o levaram ao Hospital de Matupá, porém o jovem não resistiu. Com ele, foi apreendido um revólver usado na troca de tiros.
No interior da residência, os policiais localizaram seis tabletes e dez pedaços grandes de maconha, além de uma porção de pasta base de cocaína, oito pequenas porções de cocaína, balança de precisão e munições de calibres 38 e 357. Todo o material ilícito foi apreendido, e a moradora do imóvel, encaminhada à delegacia. Ela foi interrogada e autuada em flagrante por tráfico de drogas.
Polícia
Bruno Rios registra boletim contra Wanderley e afirma que não responderá por atos do presidente
O vereador Bruno Rios (PL) registrou um boletim de ocorrência contra o presidente da Câmara Municipal de Várzea Grande, Wanderley Cerqueira (MDB), após relatar ter sido ameaçado durante uma sessão legislativa na terça-feira (20). O episódio ocorreu poucas horas depois da deflagração da Operação Cathedra Venalis, que investiga suspeitas de corrupção e compra de votos relacionadas à eleição da Mesa Diretora.
Em entrevista concedida nesta quarta-feira (21), Bruno afirmou que Wanderley deu um tapa em seu ombro esquerdo e disse que ele iria “pagar”. O vereador declarou que não aceita ser responsabilizado pelas investigações que atingem o presidente do Legislativo.
“Ele me falando: ‘Você vai me pagar, meu filho’. Naquele momento, eu simplesmente indaguei: ‘Pagar o quê? O que eu estou te devendo?’. Não estou te devendo nada. Não adianta o senhor querer procurar em mim culpado pelos seus atos”, relatou.
Bruno afirmou que pretende encaminhar o registro policial aos responsáveis pela investigação. Segundo ele, a abordagem ocorreu em meio à repercussão da operação do Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco), que colocou Wanderley entre os alvos.
“Eu respondo pelos meus atos e não pelos seus atos. Eu acredito que tudo que está acontecendo foi em decorrência dos atos dele e do grupo dele, pelo formato de fazer aquela política”, declarou.
Durante a entrevista, Bruno também negou ter sido responsável pela denúncia que deu origem à investigação do Gaeco. Ele explicou que sua atuação contra Wanderley ocorreu por meio de medidas judiciais relacionadas à eleição da Mesa Diretora.
“Eu sou autor da ação no STF e dos mandados de segurança. Desses eu sou autor”, afirmou.
O parlamentar disse ainda que não teve acesso integral ao inquérito e que busca consultar os documentos para compreender os elementos reunidos pelos investigadores.
A Operação Cathedra Venalis apura suspeitas de compra de votos, corrupção e possível atuação de uma organização criminosa na disputa pelo comando da Câmara de Várzea Grande. A ação cumpriu mandados de busca e apreensão contra vereadores do município e também alcançou parlamentares de Cuiabá.
Disputa pela Mesa Diretora continua
Além do boletim de ocorrência, Bruno voltou a cobrar a convocação de uma nova eleição para a Mesa Diretora. A votação realizada em maio, que terminou com a vitória de Wanderley por 12 votos a 11, foi anulada posteriormente pelo Supremo Tribunal Federal (STF).
O vereador sustenta que o presidente precisa convocar um novo pleito e afirma que o grupo liderado por Lucas do Chapéu do Sol (PL) mantém a candidatura para a disputa.
“A eleição está nula e ele tem que convocar a nova eleição”, declarou.
Bruno também criticou a articulação política que antecedeu a votação de maio e questionou a realização de uma reunião de vereadores em uma chácara antes do pleito. Segundo ele, o grupo de Wanderley teria alimentado a expectativa de que a prefeita Flávia Moretti (PL) seria cassada pela Justiça Eleitoral e que integrantes do grupo poderiam ocupar cargos na administração municipal. Essas afirmações representam a versão do vereador e não devem ser confundidas com fatos comprovados pela investigação.
O boletim de ocorrência formaliza a denúncia de Bruno sobre a suposta ameaça. A apuração do episódio e das suspeitas relacionadas à eleição da Mesa Diretora cabe às autoridades competentes.
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