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MPU publica edital de concurso com 152 vagas e salário de até R$ 14 mil

Inscrições para analistas e técnicos começam em 13 de janeiro e seguem até 27 de fevereiro de 2025

Publicado em

Economia

Foto: Lorena Amaro

O Ministério Público da União (MPU) divulgou, nesta quarta-feira (8), o edital de seu novo concurso público , que oferece 152 vagas para os cargos de analista e técnico, além da formação de cadastro de reserva . Para concorrer, é necessário possuir nível superior, com salários que podem chegar a R$ 13.999,78 . A seleção ficará a cargo da Fundação Getulio Vargas (FGV).

As inscrições estarão abertas a partir das 16h do dia 13 de janeiro de 2025 até as 16h do dia 27 de fevereiro de 2025. Os interessados devem se inscrever pelo site oficial do concurso, disponível em https://conhecimento.fgv.br/concursos/mpu2025.

A taxa de inscrição será de R$ 120 para o cargo de analista e R$ 95 para o cargo de técnico. A inscrição será cancelada caso o pagamento da taxa não seja realizado até o dia 28 de fevereiro de 2025.

As provas objetiva e discursiva ocorrerão em todas as capitais do Brasil no dia 4 de maio de 2025. As provas para analistas serão aplicadas das 8h às 12h30, enquanto os técnicos realizarão seus exames das 15h às 19h30.

Distribuição das Vagas e Salários

Os cargos de técnico oferecem um salário de R$ 8.529,65, além de benefícios. Já os analistas terão uma remuneração de R$ 13.994,78, também com benefícios.

As especialidades para os cargos de técnico são:

  • Administração (56 vagas)
  • Polícia Institucional (8 vagas)
  • Enfermagem (1 vaga)

Para o cargo de analista, as especialidades disponíveis são:

  • Direito
  • Atuarial
  • Biblioteconomia
  • Clínica Médica
  • Comunicação Social
  • Desenvolvimento de Sistemas
  • Enfermagem
  • Ginecologia
  • Odontologia
  • Oftalmologia
  • Antropologia
  • Arquitetura
  • Biologia
  • Contabilidade
  • Economia
  • Engenharia Agronômica
  • Engenharia Civil
  • Engenharia de Segurança do Trabalho
  • Engenharia Elétrica
  • Engenharia Florestal
  • Engenharia Mecânica
  • Engenharia Sanitária
  • Geografia
  • Geologia
  • Medicina do Trabalho
  • Oceanografia
  • Tecnologia da Informação e Comunicação
  • Psicologia
  • Serviço Social
  • Suporte e Infraestrutura
  • Psiquiatria
  • Arquivologia
  • Etapas do Processo Seletivo

    O concurso será composto pelas seguintes etapas:

    • Prova objetiva, que é eliminatória e classificatória para todos os cargos
    • Prova discursiva, exceto para o cargo de técnico do MPU/Polícia Institucional, de caráter eliminatório e classificatório
    • Teste de aptidão física para o cargo de técnico do MPU/Polícia Institucional, de caráter eliminatório
    • Avaliação médica para o cargo de técnico do MPU/Polícia Institucional, de caráter eliminatório
    • Programa de formação profissional para o cargo de técnico do MPU/Polícia Institucional, de 
    • caráter eliminatório e classificatório
    • Procedimento de heteroidentificação e avaliação biopsicossocial para candidatos que concorram às vagas destinadas a negros/minorias étnico-raciais e candidatos com deficiência.
  • O concurso oferece cotas para negros (20%), minorias étnico-raciais (10%) e candidatos com deficiência (10%). A isenção da taxa de inscrição é permitida para candidatos inscritos no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal (CadÚnico), ou para doadores de medula óssea, conforme a Lei 13.656/2018. Os pedidos de isenção poderão ser feitos entre 16h do dia 13 de janeiro e 16h do dia 15 de janeiro de 2025, pelo site oficial.

    O concurso terá validade de dois anos, a contar da publicação da homologação no Diário Oficial da União, com possibilidade de prorrogação por mais dois anos. Para mais informações, os candidatos podem entrar em contato pelo telefone 0800-283-4628 ou pelo e-mail concursompu2025@fgv.br.

Fonte: Brasil Econômico / https://economia.ig.com.br/2025-01-08/edital-concurso-mpu-salario-vagas.html

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BC reforça regras de proteção ao consumidor nas ofertas de crédito

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As propagandas de empréstimos obedecerão a novas regras a partir do próximo ano, decidiu nesta sexta-feira (23) o Banco Central (BC). O órgão aprovou três resoluções para reforçar a proteção dos consumidores na contratação de crédito.

As mudanças também criam um painel para consulta de dívidas e aumentam as exigências para a oferta de crédito durante transações pelo Pix.

As medidas buscam evitar ofertas inadequadas, dar mais clareza sobre os custos dos empréstimos e ajudar os clientes a avaliar se conseguem assumir novas dívidas. As regras também preveem proteção adicional para pessoas em situação de vulnerabilidade financeira.

As resoluções serão implementadas em etapas. A regulamentação sobre ofertas ativas de crédito começa a valer em 31 de março de 2027. As regras sobre o Painel de Dívidas Consolidadas e sobre a oferta de crédito no Pix entram em vigor em 1º de julho de 2027.

O que muda?

As três resoluções tratam de situações diferentes da relação entre bancos e clientes:

  • Resolução BCB 601: determina a disponibilização de um painel com informações sobre dívidas, além de simulações de custos e alertas antes de novas contratações.
  • Resolução BCB 602: permite bloquear propagandas e ofertas ativas de crédito e estabelece proteção adicional para clientes em situação de vulnerabilidade financeira.
  • Resolução BCB 603: estabelece regras para ofertas de crédito durante a iniciação de transações pelo Pix, incluindo consentimento prévio e intervalo mínimo antes da primeira oferta.

Bloqueio de ofertas

Com vigência prevista para 31 de março de 2027, a Resolução BCB 602 estabelece regras para as ofertas ativas de crédito, como propagandas e mensagens que bancos e outras instituições financeiras enviam aos clientes para oferecer empréstimos e outros produtos.

Com a mudança, as instituições deverão disponibilizar um mecanismo claro para que o consumidor bloqueie esse tipo de publicidade.

Para clientes em situação de maior vulnerabilidade financeira ou com risco de endividamento excessivo, haverá exigências adicionais: as ofertas dependerão de autorização prévia, específica e inequívoca do cliente.

Nesses casos, as ofertas autorizadas deverão ter como objetivo melhorar as condições financeiras do consumidor, sem disponibilizar novos recursos para contratação de dívidas.

Veja exemplos de operações permitidas nesse contexto:

Renegociação: substituir uma dívida por condições de pagamento mais adequadas.

Portabilidade: transferir uma operação de crédito para outra instituição, conforme as regras aplicáveis.

Migração de produto: trocar uma modalidade de crédito por outra com condições mais vantajosas.

A medida não impede o cliente de procurar espontaneamente um banco, pesquisar opções e contratar produtos financeiros. O foco é aumentar o controle sobre as ofertas que chegam até ele.

Quando começa: 31 de março de 2027.

Painel de dívidas

Em vigor a partir de 1º de julho, a Resolução BCB 601 prevê que as instituições financeiras disponibilizem aos clientes o Painel de Dívidas Consolidadas. A ferramenta reunirá informações sobre operações de crédito para facilitar a compreensão do endividamento e do comprometimento da renda.

Na prática, o painel deverá ajudar o consumidor a visualizar quanto deve e avaliar melhor o impacto de assumir uma nova obrigação financeira.

Antes de uma nova contratação, as instituições também deverão apresentar simulações dos custos da operação e de seus efeitos financeiros, acompanhadas de alertas quando houver situações de maior risco.

O que o painel deverá oferecer?

  • Informações sobre dívidas: consulta às operações de crédito mantidas na própria instituição;
  • Simulações de custos: estimativas para ajudar o cliente a entender o impacto financeiro de um novo empréstimo;
  • Alertas de risco: avisos sobre situações que possam comprometer a capacidade de pagamento;
  • Ampliação dos dados: incorporação posterior de informações do Sistema de Informações de Créditos (SCR) e do Open Finance.

O SCR é uma base de informações sobre operações de crédito mantida pelo Banco Central. Já o Open Finance permite o compartilhamento autorizado de dados financeiros entre instituições participantes.

Inicialmente, o painel contemplará as operações mantidas na própria instituição financeira. Em uma etapa posterior, a integração com o SCR e o Open Finance permitirá ampliar a visão sobre as dívidas do cliente em diferentes instituições.

A ampliação dessas informações poderá ajudar o consumidor a ter uma visão mais abrangente de sua situação financeira e a identificar o peso das dívidas no orçamento.

Crédito durante o Pix

Também com vigência a partir de 1º de julho, a Resolução BCB 603 estabelece novas exigências para a oferta de crédito durante a iniciação de transações pelo Pix.

A medida busca evitar que o consumidor seja levado a contratar um empréstimo sem compreender adequadamente as condições da operação ou sem ter tempo suficiente para avaliar a proposta.

Entre as exigências estão:

  • Consentimento específico: a oferta de crédito dependerá de autorização prévia do usuário;
  • Prazo mínimo: deverá haver um intervalo de pelo menos 24 horas entre a habilitação da oferta e a apresentação da primeira oferta de crédito;
  • Simulador: as instituições deverão disponibilizar ferramentas para simular as condições do crédito;
  • Consulta de operações: os clientes terão acesso a um ambiente para consultar as operações contratadas;
  • Regras adicionais: a resolução estabelece restrições para determinadas modalidades do Pix e regras para devoluções relacionadas a operações de crédito.

Uma das principais distinções é que a nova regulamentação não altera o recebimento normal de uma transferência pelo Pix: o beneficiário continuará recebendo o valor de forma instantânea e integral.

O foco das regras é a oferta de crédito associada à iniciação de transações, e não o funcionamento básico do sistema de pagamentos.

Como afeta o consumidor?

As mudanças procuram dar ao cliente mais condições de avaliar propostas, controlar a publicidade recebida e compreender o impacto das dívidas antes de contratar novos empréstimos.

Na prática, o consumidor terá os seguintes benefícios:

  • Mais controle sobre propagandas e ofertas ativas de crédito;
  • Proteção adicional em situações de vulnerabilidade financeira;
  • Informações mais organizadas sobre as dívidas e a capacidade de pagamento;
  • Simulações e alertas antes de assumir novos compromissos;
  • Mais transparência nas ofertas de crédito relacionadas ao Pix.

As medidas, informou o BC, também buscam reduzir o risco de superendividamento, situação em que o consumidor acumula dívidas que comprometem sua capacidade de pagar as despesas e obrigações financeiras.



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