Em 2024
BPMTran registra aumento nas notificações e intensifica Combate a infrações de trânsito
Polícia
Em 2024, o Batalhão de Polícia Militar Trânsito Urbano e Rodoviário de Mato Grosso (BPMTran) notificou 74.244 condutores por infrações nas rodovias estaduais, um aumento de 48% em comparação com 2023, quando foram registradas 49.881 notificações.
O comandante do BPMTran, tenente-coronel Fábio Ricas de Araújo, explicou que esse aumento reflete as ações intensificadas da polícia para melhorar a segurança no trânsito e garantir o policiamento nas rodovias estaduais, tanto em áreas urbanas quanto rurais.
“O número de notificações se dá pelo trabalho diário dos policiais militares do Batalhão de Trânsito em ações de fiscalização, desde uma blitz, uma barreira, um patrulhamento de rotina à ação de apoio às outras instituições no Estado”, comentou o tenente-coronel Fábio Ricas.
Em 2024, durante as fiscalizações do Batalhão de Trânsito de Mato Grosso (BPMTran), foram abordados 71.887 veículos e 917 pessoas foram presas em flagrante ou conduzidas à delegacia por infrações de trânsito. Os principais delitos incluem o não uso de cinto de segurança, ultrapassagens indevidas, uso de celular ao volante e transporte irregular de crianças.
O balanço anual revela que as equipes realizaram 11.781 testes de alcoolemia, com 353 motoristas flagrados dirigindo sob efeito de álcool. Além disso, os policiais recuperaram 10 veículos, localizaram 22 e registraram 30 casos de adulteração de sinal veicular.
No total, foram registrados 1.578 acidentes no perímetro urbano, 117 nas rodovias estaduais, resultando em 16 mortes. As ações também resultaram na apreensão de 11 armas de fogo, 58 munições e a remoção de 681 veículos por irregularidades.
Polícia
Bruno Rios registra boletim contra Wanderley e afirma que não responderá por atos do presidente
O vereador Bruno Rios (PL) registrou um boletim de ocorrência contra o presidente da Câmara Municipal de Várzea Grande, Wanderley Cerqueira (MDB), após relatar ter sido ameaçado durante uma sessão legislativa na terça-feira (20). O episódio ocorreu poucas horas depois da deflagração da Operação Cathedra Venalis, que investiga suspeitas de corrupção e compra de votos relacionadas à eleição da Mesa Diretora.
Em entrevista concedida nesta quarta-feira (21), Bruno afirmou que Wanderley deu um tapa em seu ombro esquerdo e disse que ele iria “pagar”. O vereador declarou que não aceita ser responsabilizado pelas investigações que atingem o presidente do Legislativo.
“Ele me falando: ‘Você vai me pagar, meu filho’. Naquele momento, eu simplesmente indaguei: ‘Pagar o quê? O que eu estou te devendo?’. Não estou te devendo nada. Não adianta o senhor querer procurar em mim culpado pelos seus atos”, relatou.
Bruno afirmou que pretende encaminhar o registro policial aos responsáveis pela investigação. Segundo ele, a abordagem ocorreu em meio à repercussão da operação do Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco), que colocou Wanderley entre os alvos.
“Eu respondo pelos meus atos e não pelos seus atos. Eu acredito que tudo que está acontecendo foi em decorrência dos atos dele e do grupo dele, pelo formato de fazer aquela política”, declarou.
Durante a entrevista, Bruno também negou ter sido responsável pela denúncia que deu origem à investigação do Gaeco. Ele explicou que sua atuação contra Wanderley ocorreu por meio de medidas judiciais relacionadas à eleição da Mesa Diretora.
“Eu sou autor da ação no STF e dos mandados de segurança. Desses eu sou autor”, afirmou.
O parlamentar disse ainda que não teve acesso integral ao inquérito e que busca consultar os documentos para compreender os elementos reunidos pelos investigadores.
A Operação Cathedra Venalis apura suspeitas de compra de votos, corrupção e possível atuação de uma organização criminosa na disputa pelo comando da Câmara de Várzea Grande. A ação cumpriu mandados de busca e apreensão contra vereadores do município e também alcançou parlamentares de Cuiabá.
Disputa pela Mesa Diretora continua
Além do boletim de ocorrência, Bruno voltou a cobrar a convocação de uma nova eleição para a Mesa Diretora. A votação realizada em maio, que terminou com a vitória de Wanderley por 12 votos a 11, foi anulada posteriormente pelo Supremo Tribunal Federal (STF).
O vereador sustenta que o presidente precisa convocar um novo pleito e afirma que o grupo liderado por Lucas do Chapéu do Sol (PL) mantém a candidatura para a disputa.
“A eleição está nula e ele tem que convocar a nova eleição”, declarou.
Bruno também criticou a articulação política que antecedeu a votação de maio e questionou a realização de uma reunião de vereadores em uma chácara antes do pleito. Segundo ele, o grupo de Wanderley teria alimentado a expectativa de que a prefeita Flávia Moretti (PL) seria cassada pela Justiça Eleitoral e que integrantes do grupo poderiam ocupar cargos na administração municipal. Essas afirmações representam a versão do vereador e não devem ser confundidas com fatos comprovados pela investigação.
O boletim de ocorrência formaliza a denúncia de Bruno sobre a suposta ameaça. A apuração do episódio e das suspeitas relacionadas à eleição da Mesa Diretora cabe às autoridades competentes.
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