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Mato Grosso: um Estado de oportunidades

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Foto: Arquivo Pessoal/ Coronel Fernanda

*Coronel Fernanda

 Mato Grosso é terra de conquistas, trabalho e esperança. Os números mais recentes do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) não apenas confirmam nosso protagonismo econômico, mas celebram a força de um Estado construído por um povo trabalhador, resiliente e comprometido com o futuro.

Em 2022, nosso Estado registrou um crescimento extraordinário de 10,4% no PIB (Produto Interno Bruto), o segundo maior do país. Mas este número é apenas a ponta do iceberg de uma trajetória de sucesso.

Nos últimos 20 anos, Mato Grosso cresceu, em média, 4,8% ao ano, o dobro da média nacional. É o trabalho de homens e mulheres que transformaram nosso Estado em um dos maiores celeiros do mundo, produzindo alimentos que chegam às mesas do Brasil e do exterior.

O agronegócio segue como o motor do nosso progresso, mas não caminhamos sozinhos. As indústrias de biocombustíveis, o processamento de alimentos e bebidas e o setor de comércio e serviços estão moldando uma nova economia para Mato Grosso. Somos um Estado que inova e avança, sem abrir mão de nossas tradições e vocações.

Essa força não é obra do acaso. Mato Grosso é um Estado que valoriza a liberdade econômica, criando um ambiente fértil para o empreendedorismo. Aqui, o setor privado encontra espaço para crescer e gerar empregos, enquanto políticas públicas assertivas buscam ampliar os benefícios desse desenvolvimento para toda a população.

Nosso PIB per capita, de R$ 69.839,00 – o quarto maior do Brasil –, é uma conquista que enche nosso povo de orgulho. Mas sabemos que a maior riqueza de Mato Grosso está na sua gente. O futuro nos reserva ainda mais oportunidades, e temos a missão de garantir que cada mato-grossense se beneficie do progresso que construímos juntos.

O caminho à frente é promissor. Com sustentabilidade social e ambiental, com união entre poder público e iniciativa privada, e com a dedicação de cada cidadão, vamos transformar crescimento econômico em qualidade de vida, preservando nossas riquezas naturais e abrindo novas portas para as próximas gerações.

Mato Grosso não é apenas um Estado de oportunidades: é um lugar onde sonhos se tornam realidade. Que sigamos crescendo juntos, com fé e determinação, para escrever os próximos capítulos dessa história de sucesso.

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Saúde mental é inegociável

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O que aprendi em 10 anos liderando a pauta de saúde mental? Durante a última edição do Vittude Summit, subi ao palco diante de cerca de 1.800 pessoas e lembrei do primeiro evento que realizamos, em janeiro de 2020. Na época, a expectativa era reunir 200 participantes para discutir saúde mental no ambiente corporativo. Muitos acreditavam que ninguém apareceria: o evento recebeu 280 pessoas.

Poucos meses depois, a pandemia transformou definitivamente a forma como as empresas passaram a enxergar o tema. O que antes era tratado como assunto secundário passou a ocupar espaço nas agendas das lideranças. Em poucos anos, vimos crescer rapidamente o interesse das organizações por estratégias estruturadas de promoção da saúde mental.

Os números que não podem mais ser ignorados

Em 2025, o Brasil registrou mais de 546 mil afastamentos por transtornos mentais, o maior número da série histórica e o terceiro ano consecutivo de crescimento. O dado, porém, mostra apenas parte do problema. Ele considera apenas afastamentos superiores a 15 dias, deixando de fora atestados mais curtos e um fenômeno igualmente preocupante: o presenteísmo, quando o colaborador está presente, mas não consegue desempenhar plenamente suas atividades.

No Censo de Saúde Mental da Vittude, realizado com 175 mil trabalhadores de 35 grandes corporações, identificamos uma perda média de produtividade de 32%. Em outras palavras, de cada R$ 100 investidos em folha de pagamento, cerca de R$ 32 deixam de se converter em trabalho efetivo em função do adoecimento emocional. Ou seja, são perdas financeiras e humanas.

O papel da segurança psicológica

Um dos principais achados do estudo foi a relação direta entre segurança psicológica e saúde mental. Entre os colaboradores que relataram baixos níveis de segurança psicológica, todos os indicadores analisados pioraram significativamente. A ideação suicida passou de 14,75% para 19%, enquanto a propensão ao burnout saltou de 5,94% para 21%. Já entre aqueles que percebiam altos níveis de segurança psicológica, a propensão ao burnout foi praticamente nula.

Esses dados mostram que boa parte do adoecimento está concentrada em ambientes onde as pessoas não se sentem seguras para pedir ajuda ou expressar opiniões. Por isso, saúde mental não depende apenas da oferta de benefícios. Depende, principalmente, da cultura organizacional.

A prevalência de ideação suicida entre os trabalhadores avaliados no Censo (14,75%) foi inferior à observada na população brasileira em geral (18%, segundo estudo do Instituto Cactus). Isso mostra que o trabalho pode funcionar como fator de proteção quando oferece pertencimento, reconhecimento e relações saudáveis.

O problema é que muitos ambientes ainda não oferecem essas condições. Com a atualização da NR-1 já em vigor, o gerenciamento dos riscos psicossociais passou a integrar oficialmente as responsabilidades das empresas.

O que aprendemos na prática

Ao longo desses dez anos, ficou claro que os programas de saúde mental mais efetivos compartilham uma característica: método. Não basta contratar fornecedores ou oferecer benefícios. É preciso diagnosticar riscos, definir prioridades, acompanhar indicadores, testar iniciativas e envolver a liderança de forma consistente durante todo o processo.

Foi dessa experiência que surgiu o Método VITAL — Verificar, Idealizar, Testar, Amadurecer e Liderar — desenvolvido a partir do trabalho com organizações de diferentes setores. O aprendizado é simples: iniciativas isoladas dificilmente produzem mudanças duradouras.

Promover saúde mental exige planejamento, acompanhamento contínuo e compromisso da liderança.

Em dez anos, a pauta amadureceu.

Hoje, o cenário é diferente. Líderes, profissionais de RH, médicos do trabalho e executivos passaram a discutir segurança psicológica, riscos psicossociais e saúde mental com uma frequência que parecia improvável poucos anos atrás.

A atualização da NR-1 consolida essa mudança. E depois de uma década acompanhando essa transformação, vejo que chegamos a um ponto de virada. Ainda há muito a fazer, mas, pela primeira vez em muitos anos, há uma combinação de conscientização, evidências e compromisso institucional capaz de acelerar essa mudança. E isso, sem dúvida, é motivo de esperança.

* Tatiana Pimenta CEO da Vittude



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