Paralimpíadas
Delegação de MT conquista 50 medalhas na edição nacional das Paralimpíadas Escolares em SP
Atletas, de 11 a 17 anos, com deficiências físicas, visual e intelectual competiram em diversas modalidades
Esporte
Os jovens atletas com deficiência, que representaram Mato Grosso nas Paralimpíadas Escolares 2024, em São Paulo (SP), voltaram para casa com 50 medalhas. Foram 16 de ouro, 18 de prata e 16 de bronze.
Uma das medalhistas mato-grossenses é a atleta de natação Natália Arruda, de 16 anos, moradora de Várzea Grande, que conquistou medalhas de ouro nas provas de 100m costas, 100m livre e 50m livre. Para ela, a deficiência visual não limita a busca pelo melhor de si, expressão presente no juramento da competição.
No total, a natação assegurou 8 medalhas de ouro, 4 de prata e uma de bronze. Do atletismo, vieram 6 de ouro, 12 de prata e oito de bronze. O tênis de mesa conquistou duas medalhas de ouro, uma de prata e quatro de bronze. Já a equipe de badminton garantiu uma de prata e três de bronze.
O resultado ultrapassou a marca mato-grossense na edição anterior, que foi de 29 medalhas. Além dos pódios deste ano, Mato Grosso bateu dois recordes no atletismo, um com a atleta Maria Clara Anton, de Lucas do Rio Verde, no lançamento de club sub-16, e outro com Ana Clara Siqueira, de Rondonópolis, nos 60 metros sub-14.
Realizada pelo Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB), a competição nacional é o maior evento esportivo do mundo para jovens com deficiência em idade escolar. Nesta edição, que ocorreu de 26 a 29 de novembro, o evento recebeu 2.013 atletas dos 26 estados brasileiros e do Distrito Federal.
De Mato Grosso, foram 49 atletas, de 11 a 17 anos, com deficiências físicas, visual e intelectual, competindo nas modalidades de atletismo, bocha, badminton, halterofilismo, natação e tênis de mesa.
“Parabéns a todas as crianças e jovens que representaram Mato Grosso nessa competição tão importante do paradesporto brasileiro. É gratificante, para nós da Secel, possibilitar essa experiência. Vamos continuar investindo para oportunizar ainda mais acesso ao esporte por pessoas com deficiência em todo o Estado”, destacou o secretário David Moura.
Esporte
Quando perder músculo também ameaça o cérebro
Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.
Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.
Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.
Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.
O que a ciência mostra :
Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.
Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.
Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.
Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.
Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?
Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.
Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.
O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.
Por que o músculo influencia a saúde cerebral?
A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.
A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.
Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.
Como enfrentar cientificamente esse problema ?
O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.
O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.
A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.
Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.
Envelhecer bem ,exige preservar força
A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.
Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.
Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.
Saúde não é sorte. É rotina.
Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308 Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.
Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.
-
Política6 dias atrásMarco legal da IA deve proteger jornalismo e direitos autorais, aponta debate
-
Política6 dias atrásMax Russi admite possibilidade de disputar o Governo de Mato Grosso após incentivo de lideranças
-
Política5 dias atrásNa CMO, especialistas pedem mais recursos para melhorar educação infantil
-
Política6 dias atrásCRE amplia esforço contra barreiras da União Europeia à carne brasileira
-
Política6 dias atrásComplexo Penitenciário Ahmenon Lemos Dantas ganha quatro novos barracões para ampliar oportunidades de trabalho aos reeducandos
-
Cidades5 dias atrásNovo confirma Marcelo Maluf como vice de Wellington Fagundes na disputa pelo Governo de MT
-
Cidades6 dias atrásJayme volta a falar em traição no União e diz que candidatura foi derrotada pelo “poder econômico”
-
Política6 dias atrásEspecialistas alertam para riscos de expansão de data centers de IA no Brasil

