"Operação Annotata"
Polícia Federal deflagra operação contra alistamento eleitoral fraudulento em Várzea Grande
Ex-candidato a vereador recrutou eleitores de outras cidades para solicitarem a mudança de seus domicílios eleitorais, apresentando comprovantes de residência falsificados.
Polícia
Na manhã desta sexta-feira (25), a Polícia Federal de Mato Grosso deflagrou a Operação Annotata, visando combater crimes relacionados à transferência de domicílio eleitoral com indícios de fraude documental. O principal alvo, um ex-candidato a vereador, recrutou eleitores de outras cidades para solicitarem a mudança de seus domicílios eleitorais. Para isso, ele utilizava comprovantes de residência falsificados.
A investigação da Polícia Federal apura um esquema de transferência fraudulenta de domicílio eleitoral para Santo Antônio do Leverger (MT), envolvendo a apresentação de comprovantes de residência ideologicamente falsos.
A investigação revelou que o principal alvo, que foi candidato a vereador, recrutou eleitores de outras cidades para que formalizassem requerimentos de alteração de seus domicílios eleitorais (RAE). Para isso, ele utilizava documentos falsificados como comprovantes de residência, caracterizando uma tentativa de manipulação do processo eleitoral na região.
Os investigados poderão ser responsabilizados pelo cometimento dos crimes de alistamento fraudulento, falsidade ideológica para fins eleitorais, inserção de dados falsos em sistema de informação e associação criminosa, cujas penas somadas são de até 25 anos de reclusão.
A operação da Polícia Federal, nomeada Annotata, que em latim significa “vigilância”, reflete o compromisso da instituição com a proteção do Estado Democrático de Direito. O objetivo da operação é garantir a legitimidade das eleições e coibir práticas que possam interferir no pleito eleitoral, como a fraude na transferência de domicílio eleitoral. Essa iniciativa destaca a atuação da PF no fortalecimento da integridade do processo democrático.
Polícia
Chico Guarnieri é o 5º candidato mais multado do país por desmatamento
O deputado estadual Chico Guarnieri (PSDB), que busca a reeleição este ano, aparece como o quinto candidato mais multado do Brasil por infrações ambientais desde 2023, segundo levantamento realizado pela Agência Tatu em parceria com o Intercept Brasil. A pesquisa identificou 49 candidatos de 15 partidos que, juntos, acumulam R$ 15,5 milhões em multas aplicadas pelo Ibama.
De acordo com o levantamento, Guarnieri recebeu uma autuação de R$ 970 mil por suposto desmatamento de 194 hectares sem autorização em uma propriedade localizada em Barra do Bugres, na região Médio-Norte de Mato Grosso. A área está inserida no bioma Amazônia.
Com o valor, o parlamentar tucano ocupa a quinta posição no ranking nacional de candidatos com maiores autuações ambientais. O levantamento também aponta que o PL concentra o maior número de nomes na lista: 13 candidatos do partido somam aproximadamente R$ 6 milhões em multas ambientais nos últimos três anos.
Defesa contesta autuação
A defesa de Chico Guarnieri, no entanto, questiona administrativamente a autuação do Ibama e contesta a dimensão da área apontada pelo órgão ambiental.
Segundo os advogados, durante a fiscalização teriam sido identificados apenas cerca de nove hectares dentro de área de preservação, número significativamente inferior aos 194 hectares considerados na autuação.
A defesa também sustenta que, posteriormente, a propriedade teve o Cadastro Ambiental Rural (CAR) validado pela Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema), sem registro de passivo ambiental.
O episódio ganha peso político em meio à campanha eleitoral de 2026. Guarnieri tenta renovar o mandato na Assembleia Legislativa e, no início desta semana, ganhou um importante aceno político ao receber o apoio público do senador Flávio Bolsonaro, durante visita do presidenciável a Campo Novo do Parecis.
A situação, portanto, coloca o candidato tucano em uma posição de atenção justamente em um momento de disputa eleitoral, ao mesmo tempo em que sua defesa busca reverter administrativamente a penalidade aplicada pelo órgão ambiental.
Até o momento, trata-se de uma autuação administrativa contestada pela defesa, e não de uma condenação definitiva por crime ambiental.
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