JOGO ATRASADO

Vasco derrota Cuiabá, que afunda ainda mais na zona de rebaixamento

O Vasco quebra uma sequência de oito jogos sem vencer

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Esporte

Foto: Thiago Ribeiro/AGIF

Na partida atrasada da 19ª rodada da Série A do Campeonato Brasileiro, o Cuiabá foi derrotado pelo Vasco por 1 a 0, com gol marcado por Hugo Moura aos oito minutos do segundo tempo. O jogo ocorreu na noite de quinta-feira (24), às 18h no horário de Mato Grosso.

O Vasco quebra uma sequência de oito jogos sem vencer e ganha novo fôlego na competição, enquanto o Cuiabá se afunda ainda mais na zona de rebaixamento.

O primeiro tempo da partida entre Cuiabá e Vasco realmente se mostrou lento e sem inspiração, com muitos erros técnicos de ambas as equipes, que não conseguiram criar grandes oportunidades de gol. As melhores chegadas do Cuiabá vieram com Lucas Fernandes e Isidro Pitta, enquanto o Vasco, em uma de suas raras tentativas, contou com Léo Pelé. A falta de efetividade ofensiva dos dois lados resultou em uma primeira etapa apagada e irritou a torcida vascaína, que vaiou a equipe ao término dos 45 minutos iniciais.

Esse descontentamento reflete uma fase difícil para o Vasco, que, além de estar em uma posição complicada no Brasileirão, ainda lida com a pressão da recente eliminação na Copa do Brasil para o Atlético-GO.

No segundo tempo, a partida ganhou mais intensidade, com ambos os times buscando o gol. Aos sete minutos do segundo tempo, o Vasco conseguiu abrir o placar. Em um lance de bola aérea, João Victor cabeceou após cruzamento, e a bola desviou no braço de Marllon, voltando para o próprio João Victor, que, no rebote, deixou a bola para Hugo Moura. Sem perder a chance, Hugo finalizou com força, mandando a bola para o fundo das redes e superando o goleiro Walter. Esse gol deu ao Vasco a vantagem e mudou o ritmo do jogo, aumentando a pressão sobre o Cuiabá.

Após sofrer o gol, o Cuiabá tentou reagir e pressionou o Vasco em busca do empate. A equipe criou algumas oportunidades, especialmente com finalizações de Gustavo Sauer e Lucas Fernandes, mas não conseguiu superar o goleiro Léo Jardim, que fez defesas seguras e manteve o Vasco em vantagem. Apesar dos esforços, o Cuiabá não conseguiu ser efetivo no ataque e acabou derrotado por 1 a 0.

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Quando perder músculo também ameaça o cérebro

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Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.

Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.

Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.

Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.

O que a ciência mostra :

 

Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.

Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.

Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.

Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.

Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?

 

Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.

Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.

O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.

Por que o músculo influencia a saúde cerebral?

A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.

A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.

Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.

Como enfrentar cientificamente esse problema ?

 

O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.

O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.

A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.

Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.

Envelhecer bem ,exige preservar força

A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.

Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.

Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.

 

Saúde não é sorte. É rotina.

Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308
Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.

Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.



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