Esporte
Copa do Brasil: Atlético-MG decidirá título em casa contra o Flamengo
Jogos de ida e volta ocorrerão nos dois primeiros domingos de novembro
Esporte
O Atlético-MG levou a melhor no sorteio de mandos de campo e decidirá pela primeira vez em casa o título da Copa do Brasil contra o Flamengo. Em busca do pentacampeonato, o Flamengo disputa o primeiro duelo da final em 3 de novembro (domingo), no Maracanã, no Rio de Janeiro. No domingo seguinte, 10 de novembro, a definição do título ocorre na Arena MRV, em Belo Horizonte, casa do Galo, tricampeão do torneio. Ambas as partidas terão início às 16h (horário de Brasília).

Presente no sorteio realizado na tarde desta quinta-feira (24), na sede da CBF, no Rio de Janeiro, o técnico rubro-negro Filipe Luís admitiu que o time terá outra postura em campo, sabendo que o título será definido fora de casa.
“Jogar na frente da torcida ou não, é claro que muda. Muda na postura dos jogadores, mas o que a gente tem sempre que tentar é ser o mais frio possível nessa decisão, poder desfrutar dessa decisão, e que a emoção não tome conta da razão. Então, esse é meu objetivo com os jogadores, deixa-lo o melhor possível em forma física e mental, para eles fazerem um grande jogo e quem sabe levar esse troféu para a Gávea”, disse o treinador, que assumiu o comando do time carioca há menos de um mês.
Disputar o título da Copa do Brasil fora de casa não será novidade para o Flamengo. O time chegou a 10 finais, metade delas como visitante. Sai campeão em 2006, no Maracanã, contra o Vasco, e também há 34 anos, contra o Goiás, no Estádio Serra Dourada. O time carioca foi campeão também nas edições de 2013 e 2022.
Já o Galo fará decisão inédita da Copa do Brasil na Arena MRV. O time mineiro levantou a taça em 2021, na Arena da Baixada (casa do Athletico-PR), em 2016 na Arena do Grêmio, e em 2014 no Estádio do Mineirão (casa do Cruzeiro).
Satisfeito com o resultado do sorteio, o argentino Rodrigo Battaglia, volante do Galo, falou da sua expectativa de decidir diante da torcida atleticana.
“Bom fechar em casa esta final, vamos ter de fazer um grande jogo no Maracanã e depois voltar a nossa arena, com nossa torcida, todos juntos, o pessoal do clube, o staff (funcionários) e nossa equipe para levar o troféu”, disse o jogador, em entrevista à CBF.
Fonte: Agência Brasil – https://agenciabrasil.ebc.com.br/esportes/noticia/2024-10/copa-do-brasil-atletico-mg-decidira-titulo-em-casa-contra-o-flamengo
Esporte
Quando perder músculo também ameaça o cérebro
Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.
Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.
Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.
Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.
O que a ciência mostra :
Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.
Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.
Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.
Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.
Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?
Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.
Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.
O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.
Por que o músculo influencia a saúde cerebral?
A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.
A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.
Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.
Como enfrentar cientificamente esse problema ?
O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.
O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.
A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.
Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.
Envelhecer bem ,exige preservar força
A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.
Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.
Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.
Saúde não é sorte. É rotina.
Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308 Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.
Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.
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