Eliminatórias da Copa do Mundo

SELEÇÃO BRASILEIRA TEM MATO-GROSSENSES TITULARES NA PARTIDA CONTRA O PERU NESTA TERÇA-FEIRA

A Seleção enfrentará o Peru pela 10ª rodada das Eliminatórias, no Estádio Mané Garrincha

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Foto: Reprodução

A Seleção Brasileira enfrenta o Peru nesta terça-feira (15), às 20h45 (horário de MT), no Estádio Mané Garrincha, em Brasília, pela 10ª rodada das Eliminatórias da Copa do Mundo. A  escalação de técnico Dorival, destacam-se dois mato-grossenses: o cuiabano Igor Jesus, autor de um dos gols na última vitória contra o Chile, e o rondonopolitano Vanderson, lateral do Mônaco, que entra no lugar de Danilo.

A escalação definida para o confronto contra o Peru é a seguinte: Ederson no gol; Vanderson na lateral-direita; Marquinhos e Gabriel Magalhães na zaga; Abner na lateral-esquerda; Bruno Guimarães, Gerson e Rodrygo no meio-campo; e no ataque, Raphinha, Savinho e Igor Jesus.

Este será o segundo jogo de Igor Jesus com a camisa da Seleção. Na estreia, na última quinta-feira (10), ele marcou o gol de empate contra o Chile com uma bela cabeçada. Por sua vez, Vanderson, convocado pela terceira vez, fará sua estreia como titular, após já ter atuado por 14 minutos pela seleção principal.

O jogador Vanderson, revelado pelo Grêmio, atualmente brilha no Mônaco da França. No último domingo, ele foi testado como titular pelo técnico Dorival Júnior, substituindo o experiente Danilo, que participou das últimas duas Copas do Mundo e ocupou a posição por cinco anos.

Revelado pelo Coritiba, Igor Jesus se transferiu para os Emirados Árabes, onde defendeu o Al Ahli, tornando-se ídolo e recebendo até um convite para se naturalizar. No entanto, ele optou por seguir seu caminho na seleção brasileira. Neste ano, voltou ao Botafogo, onde se destacou como artilheiro do clube.

Seu desempenho chamou a atenção de Dorival, que o convocou e agora aposta em sua qualidade para, eventualmente, disputar a posição de centroavante com o jovem Endrik.

Na última quinta-feira (10), o Brasil venceu o Chile por 2 a 1 de virada, com gols dos botafoguenses na seleção: Igor Jesus, que empatou de cabeça, e Luiz Henrique, que virou com um golaço em um lance individual. Vargas havia aberto o placar para os chilenos logo no primeiro minuto de jogo.

Nesta terça-feira (15), às 20h45 (horário de MT), a Seleção Brasileira enfrentará o Peru pela 10ª rodada das Eliminatórias, no Estádio Mané Garrincha. Com 13 pontos, a Canarinho ocupa a quarta posição e vive sua pior campanha nas Eliminatórias da história, buscando a vitória para ascender ao Top 3. Por outro lado, o Peru chega motivado após vencer o Uruguai na última rodada e ocupa a penúltima posição, com 6 pontos.

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Quando perder músculo também ameaça o cérebro

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Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.

Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.

Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.

Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.

O que a ciência mostra :

 

Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.

Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.

Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.

Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.

Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?

 

Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.

Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.

O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.

Por que o músculo influencia a saúde cerebral?

A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.

A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.

Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.

Como enfrentar cientificamente esse problema ?

 

O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.

O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.

A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.

Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.

Envelhecer bem ,exige preservar força

A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.

Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.

Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.

 

Saúde não é sorte. É rotina.

Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308
Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.

Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.



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