OPORTUNIDADE DE VIDA

Virginia é madrinha do ‘Mato Grosso Afro Fashion Day 2024’ e celebra a diversidade

Projeto atende atualmente 50 pessoas entre crianças, adolescentes, jovens e adultos de baixa renda

Publicado em

Política

Foto: Jana Pessôa

Na noite desta quarta-feira (25.09), o Palácio Paiaguás foi palco do lançamento do projeto “Mato Grosso Afro Fashion Day 2024”. Madrinha da iniciativa por meio do programa SER Família, a primeira-dama de Mato Grosso, Virginia Mendes, destacou a importância do projeto, que tem a finalidade de promover a inclusão social, valorizar a cultura e a beleza afro, bem como combater o preconceito.

O evento também contou com a presença do deputado estadual Paulo Araújo, acompanhado de sua esposa, Thaisa Araújo, incentivador e padrinho do projeto idealizado por Marcelo Rondon, e da empresária Sônia Botelho. Este é o segundo ano consecutivo em que a primeira-dama Virginia Mendes participa da programação; ela destacou a importância das oportunidades promovidas por meio do projeto e agradeceu o convite.

“É um prazer ser madrinha desse projeto tão lindo, juntamente com meu amigo deputado Paulo Araújo e com a presença de minhas queridas amigas Thaisa e Sônia Botelho. Em nome do Marcelo, agradeço de coração a oportunidade de estar aqui com vocês; para mim é uma honra abrir as portas do Palácio para esta ação. Acho que poucos sabem, mas eu tenho sangue negro, pois minha mãe era negra, e tenho o maior orgulho da minha origem”, disse Virginia Mendes.

“Eu sei o que é ser uma pessoa negra; sei que existe muita discriminação e poucas pessoas ajudam. No Governo, nós tentamos ajudar todas as pessoas, independente de raça ou religião; olhamos para o ser humano, olhamos para as pessoas como gostaríamos que olhassem para nós. O Governo do Estado está de portas abertas para vocês. Estou encantada com todos os depoimentos maravilhosos de superação que vimos aqui”, ratificou.

Ela ainda lembrou as atividades promovidas por meio do programa SER Família Capacita. “Nós temos vários cursos disponíveis para todos vocês. No SER Família, temos vários projetos: SER Família Mulher, SER Família Indígena, SER Família Criança, SER Família Inclusivo e SER Família Idoso”, recordou.

O deputado Paulo Araújo falou do orgulho de participar do evento. “Sou de família humilde, assim como a nossa primeira-dama Virginia Mendes, então entendo bem a importância de projetos como esse. Marcelo, você, sua equipe e todas as pessoas que participam desta iniciativa têm todo o nosso apoio e respeito”, retribuiu o parlamentar.

De acordo com o idealizador do Mato Grosso Afro Fashion Day, o projeto atende atualmente 50 pessoas entre crianças, adolescentes, jovens e adultos de baixa renda, com cursos ministrados no Palácio da Instrução. As atividades acontecem três vezes por semana e incluem dança afro, postura e comportamento, técnica de passarela e etiqueta social e profissional. Marcelo Rondon fez uma homenagem especial à primeira-dama Virginia Mendes.

“Dona Virginia, nossa madrinha e mãe de todos os mato-grossenses, conheci muitas primeiras-damas de estados e municípios, mas a senhora se destaca por uma qualidade peculiar: um olhar para todos, negros, negras, indígenas, comunitários, idosos, crianças e jovens, entre tantos outros, sem falar do compromisso com projetos que tiraram muitas famílias da situação de vulnerabilidade social. A senhora é uma mulher sensível às causas de todos, mas com uma visão especial pelas que mais precisam”, reconheceu o idealizador do projeto, Marcelo Rondon.

Para que o projeto fosse viabilizado, o Governo do Estado participa por meio da Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer (Secel), com o apoio da Assembleia Legislativa, com emenda parlamentar destinada pelo deputado Paulo Araújo, e com o apoio da iniciativa privada: Grazi Calçados, Espaço Afro Vivian Fashion, Loja Mundo da Lua, Clínica Vioto Cuiabá, Clínica Ayres, Míriam Amaral, Marcos Corrêa Decoração, Moa Duarte, Ulisses Calhão, Instituto Brasil, Assembleia Social e Albatroz Distribuidora.

COMENTE ABAIXO:
Propaganda

Política

Retrospectiva: Câmara aprovou no primeiro semestre regras para definir valor da pensão alimentícia

Publicados

em


A Câmara dos Deputados aprovou no primeiro semestre novas regras para pensão alimentícia. De autoria da deputada Maria Arraes (PSB-PE), o Projeto de Lei 2121/25 foi aprovado em caráter conclusivo pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) e seguiu para o Senado.

O projeto estabelece critérios para definir o valor da pensão alimentícia do filho com até 18 anos, tendo como alimentante o pai ou a mãe.

A proposta altera o Código Civil e diz que a fixação do valor deverá levar em conta a sobrecarga de quem tem a guarda de criança ou adolescente e o comprovado abandono afetivo pelo pai ou pela mãe pagador da pensão.

Criança com TDAH
Neste semestre, a Câmara dos Deputados aprovou ainda projeto de lei que institui a Política Nacional de Atenção às Pessoas Diagnosticadas com Transtornos do Neurodesenvolvimento, com foco em pessoas com dificuldades de aprendizagem.

O texto, dos deputados Alex Manente (Cidadania-SP), Amom Mandel (Republicanos-AM) e Any Ortiz (PP-RS), foi enviado ao Senado com a relatoria da deputada Andreia Siqueira (PSB-PA).

Segundo o Projeto de Lei 4225/23, pessoas com dislexia, Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH) ou outros transtornos de aprendizagem contarão com adaptações na realização de provas no ambiente escolar, em concursos públicos, processos seletivos e avaliações.

Esse público deverá ter acesso, por exemplo, a:

  • tempo adicional para as avaliações;
  • ambiente com menos estímulos para distraí-los;
  • oferta de pessoa para ler (ledor) o material;
  • recursos tecnológicos de apoio; e
  • flexibilização de formatos de prova, observadas as normas específicas de cada sistema de ensino ou de seleção.

As regras serão aplicáveis à educação básica, à educação profissional e tecnológica e à educação superior, bem como às políticas de qualificação profissional e de inserção no trabalho, sem prejuízo de outros direitos previstos em legislação específica.

Passaporte estudantil
Estudantes de baixa renda que realizem estudos ou pesquisas no exterior poderão contar com isenção de taxas para emissão de passaportes e outros documentos de viagem.

A Câmara aprovou a regra por meio do Projeto de Lei 861/19. O texto teve origem no Senado e retornou àquela Casa para nova votação, por ter sido modificado pelos deputados.

O texto foi relatado pela deputada Laura Carneiro (PSD-RJ) e beneficia estudantes que pertençam a famílias inscritas no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal (CadÚnico) e que tenham renda familiar mensal de até três salários mínimos.

Pais de PCD
A Câmara dos Deputados aprovou a redução da jornada de trabalho, sem prejuízo salarial, para pais de pessoas com deficiência. O Projeto de Lei 2458/25, da deputada Laura Carneiro, foi aprovado em caráter conclusivo na Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) e será enviado ao Senado.

Segundo o texto, a norma valerá para trabalhadores contratados pela Consolidação das Leis do Trabalho (CLT). A necessidade e o percentual da redução da jornada serão definidos por avaliação biopsicossocial, realizada pelo menos a cada dois anos. Conforme o resultado, o benefício poderá ser ampliado, mantido, reduzido ou suspenso.

Foto: Valquir Kiu Aureliano/Prefeitura de Curitiba

Comunidade terapêutica em Curitiba, Paraná

Acolhimento por drogas
Foi aprovado pela Câmara dos Deputados o Projeto de Lei 1822/24, que permite o acolhimento voluntário de crianças e adolescentes usuários ou dependentes de drogas em comunidades terapêuticas. A proposta agora está em análise no Senado.

De autoria do deputado Pastor Sargento Isidório (Avante-BA), o texto teve a relatoria do deputado Dr. Fernando Máximo (PL-RO).

Segundo o texto, as comunidades terapêuticas acolhedoras poderão realizar esse acolhimento para tratamento por dependência química em conjunto com os pais ou responsáveis legais.

O acolhimento conjunto deverá ser feito em instituições credenciadas e não substitui nem dispensa a frequência da criança ou adolescente à escola básica obrigatória. A exceção é se houver ameaça comprovada à sua vida ou à sua integridade física por parte de organizações criminosas ou grupos de tráfico de drogas em decorrência de envolvimento anterior.

Nesse caso, sua salvaguarda será garantida com decisão judicial ou laudo médico que permita a restrição de circulação em vias públicas durante o programa de tratamento. O estudo continuaria no próprio estabelecimento terapêutico ou em modalidade de ensino compatível com a condição de segurança pretendida.

Essas instituições de acolhimento deverão assegurar a separação entre as crianças e adolescentes dos adultos, em especial no alojamento, dormitório, instalações sanitárias e espaços de tratamento.

Outra modalidade de tratamento é a internação assistida, que deverá ocorrer com o consentimento dos pais ou responsáveis legais e a concordância do adolescente entre 12 e 18 anos, conforme definição do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).

A diferença em relação à modalidade hoje existente, denominada voluntária, é que o novo tipo não dependerá de declaração escrita e seu término não está vinculado explicitamente a laudo médico ou pedido escrito da pessoa sob tratamento.

Sofrimento animal
A Câmara dos Deputados também aprovou o projeto de lei que proíbe a produção e a comercialização de produtos obtidos por meio de alimentação forçada de animais – como o foie gras. O texto aguarda sanção presidencial.

Foie gras é o nome dado ao fígado gordo de pato ou ganso, iguaria da culinária francesa obtida com a alimentação forçada desses animais.

Aprovado em caráter conclusivo pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania da Câmara, o Projeto de Lei 90/20 é oriundo do Senado e prevê penas de detenção de três meses a um ano e multa pelo descumprimento da norma, além de outras sanções estabelecidas na Lei dos Crimes Ambientais.

A proibição abrangerá tanto os produtos in natura quanto os enlatados obtidos por meio do gavage, método de alimentação forçada com a introdução de um tubo na garganta da ave, o que leva à hipertrofia do fígado.

A comercialização dos produtos obtidos já é proibida em alguns países, como Argentina, Austrália e Índia. O texto foi relatado pelo deputado Fred Costa (PRD-MG).

Tarifa mínima de água
A Câmara dos Deputados aprovou projeto de lei que proíbe a cobrança de tarifa mínima de consumo pelos serviços públicos de água e esgoto.

O Projeto de Lei 1845/25, do deputado Carlos Jordy (PL-RJ), altera a Lei do Saneamento Básico e agora está em análise no Senado. O texto foi relatado pelo deputado Kim Kataguiri (Missão-SP).

Segundo o projeto, somente uma das opções da Norma de Referência 13/25, da Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA), vai bancar os custos recorrentes do serviço que não dependem do volume consumido: a tarifa fixa e básica sem franquia de consumo.

Atualmente, a norma de referência traça regras gerais que devem ser seguidas pelas agências reguladoras da prestação do serviço nos estados e permite o uso de uma parcela fixa calculada com base em uma franquia de consumo mínimo. Nessa situação, quer o usuário tenha ou não tenha consumido o volume definido, ele é cobrado em toda conta.

No entanto, o texto aprovado pelos deputados continua a remeter à norma de referência da ANA a definição dos parâmetros para calcular esse valor fixo.

A parcela variável conforme o volume consumido continua a fazer parte da composição total da tarifa final. Desde que haja disponibilidade regular do serviço ao usuário, a parcela fixa não dependerá da existência de consumo efetivo.

Seguro-defeso
Com a aprovação da Medida Provisória 1323/25, a Câmara dos Deputados fixou novas condições de cadastro e identificação para evitar fraudes no pagamento do seguro-defeso.

Convertida na Lei 15.399/26, a MP também autoriza a quitação das parcelas pendentes em 2026 se o beneficiário atender aos requisitos exigidos em lei.

Segundo o texto, para ter direito ao benefício de anos anteriores, o interessado deve tê-lo solicitado dentro dos prazos legais. O pagamento ocorrerá em até 60 dias depois da regularidade plena do pescador no programa.

Para 2026, o total do seguro-defeso previsto, exceto esses atrasados, é de R$ 7,9 bilhões.

Além disso, o texto prorroga, até 31 de dezembro de 2026, o prazo para os pescadores artesanais apresentarem o já exigido Relatório Anual de Exercício da Atividade Pesqueira (Reap) referente aos anos de 2021, 2022, 2023, 2024 e 2025.

Pescadores artesanais habilitados no Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf) e suas associações e cooperativas contarão com os mesmos encargos financeiros de custeio e investimento usados nos programas de reforma agrária, inclusive bônus ou redutores.

Reportagem – Eduardo Piovesan
Edição – Roberto Seabra



COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

POLÍTICA

POLÍCIA

ESPORTE

ENTRETENIMENTO

MAIS LIDAS DA SEMANA