BRASILEIRÃO SÉRIE A
Cruzeiro empata com Cuiabá na Arena Pantanal e segue fora do G6
Já o Cuiabá continua em uma situação delicada, permanecendo na penúltima posição da tabela com 23 pontos
Esporte
Com o empate, o Cruzeiro estaciona na sétima posição com 42 pontos, mesma pontuação do Bahia, que ocupa a sexta colocação e fecha o G6. Já o Cuiabá continua em uma situação delicada, permanecendo na penúltima posição da tabela com 23 pontos, em meio a uma grande crise.
Primeiro tempo
O Cruzeiro começou a partida tentando impor seu ritmo. Aos seis minutos, William dominou pela direita, avançou sobre a marcação e finalizou, mas a bola passou por cima do gol. Aos 20 minutos, Kaio Jorge recebeu um ótimo passe do goleiro Cássio, mas sua finalização foi bloqueada pela defesa do Cuiabá.
O Cuiabá respondeu aos 24 minutos com Matheus Fernandes, que chutou perigosamente próximo à trave direita de Cássio. Seis minutos depois, Bruno Alves quase abriu o placar para o Dourado, mas Cássio fez uma defesa espetacular para manter o zero no placar.
Segundo tempo
Na segunda etapa, o Cuiabá voltou mais agressivo. Aos 12 minutos, Sobral dominou e soltou uma bomba de fora da área, mas a bola passou pela linha de fundo. Aos 17 minutos, Clayson dominou na entrada da área, cortou para o pé direito e chutou forte, mas a bola foi por cima do gol.
A situação do Cruzeiro complicou-se aos 36 minutos, quando João Marcelo cometeu uma falta em cima de Eliel e recebeu o cartão vermelho, deixando a equipe mineira com um jogador a menos.
O empate sem gols reflete a dificuldade que ambas as equipes enfrentam na competição. O Cruzeiro, apesar de estar na parte superior da tabela, não consegue embalar uma sequência de vitórias fora de casa. O Cuiabá, por outro lado, continua lutando para sair da zona de rebaixamento, mas a crise parece longe de ser resolvida.
Próximos compromissos
O próximo desafio do Cruzeiro será contra o Libertad, pela volta das quartas de final da Copa Sul-Americana. A partida está marcada para quarta-feira, às 21h30 (horário de Brasília), no Mineirão. O Cuiabá, por sua vez, enfrentará o Fortaleza no próximo domingo, às 16h, na Arena Castelão, em mais um confronto pelo Brasileirão.
Fonte: Agencia Esporte – https://agenciaesporte.com.br/cruzeiro/cruzeiro-empata-com-cuiaba-na-arena-pantanal-e-segue-fora-do-g6/
Esporte
Quando perder músculo também ameaça o cérebro
Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.
Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.
Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.
Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.
O que a ciência mostra :
Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.
Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.
Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.
Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.
Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?
Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.
Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.
O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.
Por que o músculo influencia a saúde cerebral?
A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.
A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.
Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.
Como enfrentar cientificamente esse problema ?
O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.
O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.
A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.
Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.
Envelhecer bem ,exige preservar força
A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.
Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.
Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.
Saúde não é sorte. É rotina.
Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308 Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.
Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.
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