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Ministério propõe ampliar linha de crédito para empréstimo de R$ 840 milhões a MT

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Da Redação.

O secretário do Tesouro Nacional, Mansueto Almeida, disse nesta quinta-feira, 14, que o Ministério da Economia deverá solicitar ao Conselho Monetário Nacional autorização para ampliar o limite de linha de crédito aos Estados e municípios para obras de infraestrutura. Com isso, Governo de Mato Grosso e prefeituras poderão receber, ao todo, R$ 840 milhões do Financiamento à Infraestrutura e ao Saneamento (Finisa), operado pela Caixa Econômica Federal.

A retomada dos financiamentos dessa modalidade foi tema de discussão durante audiência – via internet – da comissão mista destinada a acompanhar as ações do Governo durante a pandemia. No começo da semana, Fagundes também cobrou a volta dos financiamentos do presidente da Caixa Econômica, Pedro Guimarães, e já encaminhou pedido, em nome das prefeituras, ao ministro Paulo Guedes.

Wellington argumentou ao secretário do Tesouro Nacional que a retomada dos financiamentos será essencial,uma vez que muitas obras já aprovadas, dentro da capacidade de endividamento, poderiam ajudar na garantia de empregos, especialmente no cenário atual, de pandemia do novo coronavírus. “Se temos uma preocupação com a economia, esses financiamentos atendem boa parte da manutenção do emprego e da liquidez necessária” – frisou.

O Finisa foi criado em 2012 para facilitar e ampliar a concessão de crédito para obras de saneamento ambiental, transporte e logística e energia. Este ano, o valor disponibilizado pelo Tesouro Nacional foi de R$ 3,5 bilhões, sem garantia do Governo Federal. O valor é 65% menor que o do ano passado e já está esgotado. Já a linha de crédito com garantia do Governo Federal, segundo o senador, é de R$ 4,5 bilhões e apenas uma parte foi utilizada.

Dos R$ 840 milhões em projetos já aprovados, R$ 550 milhões estão sendo pleiteados pelo Governo do Estado. O restante é dos seguintes municípios: Rondonópolis, R$ 107,3 milhões; Paranatinga, R$ 15,6 milhões; Barra do Garças, R$ 12 milhões; Matupá, R$ 14 milhões; Vera, R$ 5 milhões; Canarana, R$ 5 milhões; Colíder, R$ 10 milhões; Itaúba, R$ 3 milhões; Porto Esperidião, R$ 2,5 milhões; Guarantã do Norte, R$ 3 milhões; Confresa, R$ 2,49 milhões; Porto Alegre do Norte, R$ 3 milhões; Juína, 4 milhões; Alta Floresta, R$ 5 milhões; e, Jaciara, R$ 5 milhões.

Também pediram financiamentos para obras de infraestrutura os municípios de  Salto do Céu, R$ 1 milhão; Santa Cruz do Xingu, R$ 2 milhões; Nova Bandeirantes, R$ 5 milhões; Porto dos Gaúchos, R$ 5 milhões; Juruena, R$ 3 milhões e Canabrava do Norte, R$ 2,8 milhões; além de Castanheira, R$ 500 mil.

Foto: Agência Senado.

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Dólar cai quase 1%, e Ibovespa recua após tombo eleitoral

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O mercado financeiro apresentou movimentos de acomodação nesta terça-feira (27), após a forte reação da véspera à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O dólar fechou em queda próxima de 1% e ficou abaixo de R$ 5,35. A bolsa recuou cerca de 0,5%.

A sessão foi marcada pela correção cambial após a disparada da véspera e pela continuidade das perdas na bolsa, em meio às incertezas sobre a política econômica do próximo mandato, como a falta de definição do próximo ministro da Fazenda.

Principais números

  •     Dólar: R$ 5,349 (-1,07%);
  •     Mínima do dólar: R$ 5,316, por volta das 10h45;
  •     Dólar em 2026: queda acumulada de 2,55%;
  •     Ibovespa: 175.710,05 pontos (-0,51%);
  •     Petróleo tipo Brent: US$ 109,41 o barril (-1,20%).

Câmbio

O dólar à vista encerrou o pregão em baixa de 1,07%, a R$ 5,349, após subir mais de 8% na segunda-feira (26), quando a moeda estadunidense registrou sua maior alta diária desde janeiro de 1999.

A divisa recuou ao longo de toda a sessão e chegou à mínima de R$ 5,316 pela manhã. O movimento refletiu um ajuste de posições após a forte valorização anterior, provocada pela reação dos investidores ao resultado eleitoral. Em 2026, o dólar acumula queda de 2,55%.

Na véspera, o dólar havia avançado em meio à revisão de apostas que consideravam a vitória do senador Flávio Bolsonaro e às preocupações com a condução da política fiscal no novo mandato de Lula.

Nesta terça-feira, o ministro da Fazenda, Dario Durigan, reafirmou que o governo pretende perseguir o centro da meta fiscal e que a proposta será discutida com o Congresso Nacional.

O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, também afirmou que a instituição poderá atuar no mercado cambial caso identifique disfuncionalidades.

No cenário internacional, o índice DXY, que mede o desempenho do dólar ante uma cesta de seis moedas, subia cerca de 0,35% no fim da tarde, movimento contrário ao observado no mercado brasileiro.

Ibovespa

O Ibovespa fechou em baixa de 0,51%, aos 175.710,05 pontos, prolongando o movimento negativo após o tombo de quase 14% registrado na segunda-feira (26).

A queda ocorreu mesmo com a recuperação do câmbio, em uma sessão marcada pela continuidade dos ajustes nas carteiras de investimentos e pela cautela diante das perspectivas econômicas para o próximo mandato presidencial.

Entre os fatores que pressionaram a bolsa esteve o recuo de 1,20% do petróleo Brent, referência internacional para a commodity, que encerrou a US$ 109,41 o barril. As ações da Petrobras, com maior peso no Ibovespa, caíram 2%.

Com o novo recuo, o Ibovespa permaneceu nos menores níveis desde agosto, enquanto investidores aguardam definições sobre a equipe econômica e os próximos passos da política fiscal do governo.

* Com informações da Reuters



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