semifinal da Copa do Brasil

Vasco vence Athletico-PR nos pênaltis e avança para semifinal da Copa do Brasil

A classificação veio nos pênaltis, com uma vitória por 5 a 4

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Esporte

Foto: Matheus Lima | Vasco
Em uma noite emocionante na Ligga Arena, o Vasco da Gama garantiu sua vaga na semifinal da Copa do Brasil, mesmo após uma derrota por 2 a 1 para o Athletico-PR no tempo regulamentar. A classificação veio nos pênaltis, com uma vitória por 5 a 4, marcando o retorno dos cariocas a essa fase da competição após 13 anos, desde 2011, quando superaram o Coritiba.

Primeira tempo

O primeiro tempo foi marcado por uma intensa disputa. O Athletico-PR abriu o placar com um gol de Cuello aos 24 minutos, seguido por um cabeceio certeiro de Zapelli aos 32 minutos, ampliando a vantagem dos donos da casa. O Vasco, mesmo com a expulsão de Rayan aos 41 minutos, conseguiu descontar com um gol de Vegetti aos 44 minutos, mantendo as esperanças vivas para a segunda etapa.

Segundo tempo

Na volta do intervalo, o Athletico-PR manteve a pressão, mas o goleiro Léo Jardim brilhou com defesas cruciais, especialmente em chutes de Cuello e Mastriani logo nos primeiros minutos. O Vasco, por sua vez, ajustou a marcação e conseguiu neutralizar as investidas do adversário, segurando o placar até o apito final.

Disputa de pênaltis: herói Léo Jardim

A decisão foi para os pênaltis, onde todos os jogadores do Vasco converteram suas cobranças. O momento decisivo veio com a defesa de Léo Jardim na cobrança de Canobbio, garantindo a vitória por 5 a 4 e a classificação histórica para a semifinal.

Análise do jogo

O Athletico-PR começou o jogo dominando a posse de bola, mas encontrou dificuldades para criar chances claras. As melhores oportunidades surgiram com Zapelli e Canobbio, mas sem sucesso. O Vasco, mesmo com um jogador a menos, mostrou resiliência e conseguiu equilibrar a partida.

A expulsão de Rayan parecia complicar a situação para os cariocas, mas o gol de Vegetti no final do primeiro tempo deu novo ânimo ao time. No segundo tempo, a equipe de São Januário se fechou bem e contou com a atuação inspirada de Léo Jardim para segurar o resultado.

Essa vitória nos pênaltis não só marca um momento importante na trajetória do Vasco na competição, mas também reforça a confiança do time e da torcida para os próximos confrontos. A expectativa agora é alta para ver até onde o Vasco pode chegar nesta edição da Copa do Brasil.

Próximos desafios

Com a classificação, o Vasco se prepara para enfrentar novos desafios na semifinal da Copa do Brasil, buscando repetir o feito de 2011 e avançar para a final. A torcida cruzmaltina está em festa, celebrando a determinação e a garra demonstradas pela equipe.

FICHA TÉCNICA

ATHLETICO-PR 2 (4) X 1 (5) VASCO-RJ

Local: Ligga Arena, em Curitiba (PR)
Data: 11/09/2024
Horário: 21h30 (horário de Brasília)
Árbitro: Wilton Pereira Sampaio (GO-Fifa)
Cartões amarelos: Kaique Rocha, Zapelli, Mastriani e Madson (Athletico); Sforza, Souza e Rayan (Vasco)
Cartão vermelho: Rayan (Vasco)
GOLS: Cuello, aos 24′ do 1ºT e Zapelli, aos 32′ do 1º T (ATHLETICO-PR) – Vegetti, aos 44′ do 1º T (VASCO)

ATLHETICO-PR: Mycael; Kaique Rocha, Thiago Heleno (Gamarra) e Esquivel; Erick (Madson), Gabriel, Christian (Pablo) e Zapelli (João Cruz); Cuello (Nikão), Canobbio e Mastriani. Técnico: Martín Varini

VASCO: Léo Jardim, Paulo Henrique (Puma Rodríguez), Maicon, Léo e Lucas Piton (Victor Luís); Hugo Moura (Matheus Carvalho), Sforza e Payet (Emerson Rodríguez); Rayan, David (Leandrinho) e Vegetti. Técnico: Rafael Paiva (Interino).

Fonte: Agência Esporte –  https://agenciaesporte.com.br/athletico-pr/vasco-vence-athletico-pr-nos-penaltis-e-avanca-para-semifinal-da-copa-do-brasil/

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Esporte

Quando perder músculo também ameaça o cérebro

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Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.

Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.

Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.

Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.

O que a ciência mostra :

 

Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.

Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.

Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.

Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.

Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?

 

Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.

Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.

O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.

Por que o músculo influencia a saúde cerebral?

A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.

A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.

Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.

Como enfrentar cientificamente esse problema ?

 

O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.

O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.

A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.

Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.

Envelhecer bem ,exige preservar força

A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.

Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.

Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.

 

Saúde não é sorte. É rotina.

Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308
Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.

Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.



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