recomendações
Botelho se reúne com Dom Mário e assume compromisso de promover a boa política
Combate à corrupção, à violência e busca pelo bem comum são pautas dos ensinamentos do papa Francisco
Política
O candidato Eduardo Botelho (União) assumiu, em reunião com o arcebispo de Cuiabá, Dom Mário Antônio da Silva, o compromisso de seguir as recomendações do papa Francisco sobre a boa política: combater a corrupção, buscar a justiça social e promover o bem comum para todos.
Dom Mario agradeceu a visita e entregou algumas propostas que entende ser importante para a população de Cuiabá. “Obrigado, Botelho, por esta visita durante a campanha. Entrego aqui alguns apontamentos importantes para a política em favor da nossa população”, afirmou Dom Mário, durante o encontro realizado na manhã desta segunda-feira (9).
Botelho destacou que os princípios da boa política, conforme sugeridos pelo papa Francisco, já fazem parte de suas diretrizes políticas. “O serviço ao bem comum, o combate à corrupção e a luta contra a violência sempre foram a base da nossa jornada por uma Cuiabá melhor”, afirmou.
Segundo os ensinamentos do papa Francisco, a boa política é aquela que não busca o poder ou interesses pessoais, mas trabalha pelo bem-estar de todos, especialmente dos pobres e marginalizados. Entre os preceitos estão: serviço ao bem comum, respeito pela dignidade humana, promoção da justiça social, combate à corrupção, cuidado com o meio ambiente, uso do diálogo como solução para problemas e combate à violência.
Durante a reunião, Dom Mário também entregou a Botelho várias encíclicas papais — cartas escritas diretamente pelo papa Francisco — que tratam das questões contemporâneas, especialmente relacionadas à fé e aos costumes.
Dom Mário é o sexto arcebispo metropolitano de Cuiabá e assumiu o cargo em 2022, após Dom Milton dos Santos renunciar, aos 75 anos, por motivo de idade, depois de 18 anos atuando como bispo em Cuiabá.
Política
Advogado aciona Justiça contra Pivetta e pede conclusão de promoções de coronéis da PM
Ação popular questiona decisão do Governo de Mato Grosso de não efetivar promoções previstas para 5 de setembro e pede medida liminar para obrigar Estado a dar andamento ao procedimento
O advogado Marco Antonio Souza e Silva ingressou com uma ação popular, com pedido de tutela liminar, contra o Estado de Mato Grosso e o governador Otaviano Pivetta, questionando a não conclusão das promoções de oficiais ao posto de coronel da Polícia Militar de Mato Grosso (PMMT), previstas para o dia 5 de setembro de 2026.
Na ação, protocolada na Vara Especializada de Ações Coletivas da Comarca de Cuiabá, o advogado sustenta que a legislação estadual estabelece os dias 21 de abril e 5 de setembro de cada ano para a realização das promoções na Polícia Militar. Segundo o documento, havia cinco vagas para coronel e 15 tenentes-coronéis habilitados, mas as promoções não foram efetivadas na data prevista.
A ação ganhou força após declarações atribuídas ao governador Otaviano Pivetta. Conforme consta na petição, ao ser questionado publicamente sobre o assunto no dia 7 de setembro, Pivetta afirmou que ainda estava analisando a questão, que a promoção dos novos coronéis “não é prioridade” e que “às vezes não nomear é governar”.
Para Marco Antonio, a discussão não busca fazer com que o Poder Judiciário escolha quais oficiais devem ser promovidos. A tese apresentada é de que uma eventual margem de escolha do governador entre os militares habilitados não permitiria ao chefe do Executivo simplesmente deixar de concluir o procedimento previsto em lei.
A petição sustenta ainda que a paralisação pode atingir princípios constitucionais como legalidade, impessoalidade, moralidade e finalidade administrativa. O advogado argumenta que, caso exista algum impedimento técnico ou jurídico para as promoções, a razão deveria ser formalmente apresentada pela administração estadual.
Liminar pede explicações em 48 horas
Entre os pedidos apresentados à Justiça, Marco Antonio requer que o Estado entregue, no prazo de 48 horas, a íntegra do processo administrativo relacionado às promoções, incluindo a relação de vagas e habilitados, classificações, pontuações, atas da Comissão de Promoção de Oficiais, documentos enviados ao governador, pareceres jurídicos e eventuais ordens de adiamento.
O advogado também pede que Pivetta e o Estado sejam obrigados a apresentar, em até cinco dias úteis, os fundamentos jurídicos concretos que levaram à não conclusão das promoções. Além disso, solicita que a Justiça determine a continuidade e conclusão do procedimento em prazo a ser estabelecido judicialmente.
A ação também levanta a possibilidade de apuração de eventual desvio de finalidade eleitoral, caso documentos ou comunicações internas demonstrem que a postergação das promoções ocorreu por razões eleitorais ou por finalidade estranha às regras da carreira militar. A própria petição ressalva, porém, que essa hipótese não é apresentada como fato comprovado neste momento.
No mérito, o autor pede que seja reconhecida a ilegalidade da paralisação do procedimento após 5 de setembro caso não exista causa jurídica considerada idônea e que o Estado seja obrigado a concluir o processo por meio de decisão formal e fundamentada.
A ação foi assinada por Marco Antonio Souza e Silva, que atua em causa própria, e é datada de 8 de setembro de 2026.
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