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Partida entre Cuiabá e Juventude termina empatada sem gols e gera controvérsia na Arena Pantanal

O Juventude, por sua vez, perdeu a chance de se distanciar do Z4

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Foto: Reprodução/Agência Esporte 

Mesmo durante a data Fifa, o Campeonato Brasileiro seguiu com partidas em andamento. Em um confronto atrasado da 16ª rodada, Cuiabá e Juventude se enfrentaram na Arena Pantanal e empataram sem gols. O jogo foi marcado por um lance controverso envolvendo o árbitro Felipe Fernandes de Lima, que inicialmente não validou um gol do Cuiabá para marcar um pênalti, mas após revisão no VAR, cancelou a penalidade.

Com o empate, o Cuiabá alcançou 22 pontos, mas permanece na zona de rebaixamento, ocupando a vice-lanterna da Série A. O Juventude, por sua vez, perdeu a chance de se distanciar do Z4, permanecendo na 13ª posição com 29 pontos.

 Primeiro tempo

O Juventude começou pressionando e teve a primeira chance clara aos cinco minutos. Nenê cobrou escanteio e Zé Marcos cabeceou firme, mas Mateus Pasinato fez uma defesa reflexiva. Aos 15 minutos, Carillo teve uma oportunidade de ouro após um lançamento, mas, cara a cara com o goleiro, finalizou para fora.

O Cuiabá respondeu aos 25 minutos. Derik Lacerda tentou uma bicicleta na área, e na sobra, Max chutou de primeira, mas a bola desviou na zaga e passou perigosamente por cima do gol de Gabriel. Aos 39 minutos, Alan Ruschel, do Juventude, arriscou de fora da área, obrigando Pasinato a fazer outra boa defesa.

Segundo tempo

Logo aos três minutos da segunda etapa, Clayson tentou em cobrança de falta, mas a bola foi por cima do gol. Um minuto depois, Lucas Fernandes teve uma boa chance para o Cuiabá, mas Gabriel defendeu bem. Após um início de pressão do Cuiabá, o ritmo do jogo diminuiu, com o Juventude se defendendo mais e o Cuiabá tentando criar oportunidades.

Lance polêmico

Aos 36 minutos, Lucas Fernandes marcou para o Cuiabá após um rebote na entrada da área, mas o árbitro assinalou um pênalti por toque de mão do defensor do Juventude. Após revisão no VAR, a penalidade foi anulada, gerando controvérsia.

Nos minutos finais, o goleiro Gabriel salvou o Juventude de uma derrota. Ramon cobrou lateral para a área e Filipe Augusto finalizou de primeira, mas Gabriel fez uma grande defesa, garantindo o empate.

Próximos confrontos

Pela 26ª rodada do Brasileirão, o Juventude enfrentará o Fluminense no Alfredo Jaconi no próximo domingo (15), às 16h (de Brasília). Já o Cuiabá visitará o Internacional na segunda-feira (16), às 20h (de Brasília), no Beira-Rio.

Fonte: Agência Esporte   –  https://agenciaesporte.com.br/cuiaba/cuiaba-e-juventude-empatam-sem-gols-em-jogo-polemico-na-arena-pantanal/#1055d16b-d4c4-4492-bf02-59bfc567bd28

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Quando perder músculo também ameaça o cérebro

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Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.

Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.

Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.

Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.

O que a ciência mostra :

 

Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.

Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.

Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.

Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.

Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?

 

Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.

Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.

O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.

Por que o músculo influencia a saúde cerebral?

A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.

A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.

Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.

Como enfrentar cientificamente esse problema ?

 

O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.

O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.

A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.

Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.

Envelhecer bem ,exige preservar força

A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.

Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.

Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.

 

Saúde não é sorte. É rotina.

Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308
Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.

Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.



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